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quarta-feira, novembro 02, 2011

SEIS CADASTRADOS ‘FOGEM’ DO COMANDO DA POLÍCIA

Maputo, 02 Nov (AIM) – Pelo menos seis perigosos cadastrados evadiram-se, entre Domingo e Segunda-feira da semana corrente, das celas do Comando da Polícia moçambicana (PRM).
Refira-se que o Comando da PRM e’ considerado como sendo um dos locais mais seguros do país para o encarceramento de perigosos cadastrados.

Anibalzinho pode ter fugido da cadeia (?)

Canalmoz - O perigoso criminoso acusado de ter morto o jornalista Carlos Cardoso, é possível que esteja entre os prisioneiros que ontem se evadiram das celas do comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) da cidade de Maputo. Ler mais

Reflectindo: alguém tem informacão sobre as fogas da cadeia?

quinta-feira, agosto 27, 2009

Anibalzinho desacredita serviços do Estado moçambicano

A Polícia acabou por confirmar quase toda a informação que vinha sendo avançada pela imprensa, dando conta da recaptura de Anibalzinho. Justifica que mentiu para “garantir a segurança durante a transferência do criminoso da Pretória para Maputo”. Mas a leitura que o público está agora a fazer da atitude das autoridades é bem diferente. A vox-popoli entende que as autoridades agiram como agiram, mentindo, porque queriam eliminar Anibal dos Santos Júnior, no caminho entre Pretoria e Maputo.

Maputo (Canalmoz) – Se as três “fugas” que empreendeu dos calabouços (uma das quais a partir da dita cadeia de “máxima segurança” do País, conhecida por B.O, na Machava) já puseram em dúvida à seriedade do Estado moçambicano por todas as circunstâncias em que se deram levarem antes a concluir que foi tirado, como aliás ele próprio tem dito, desta vez, Anibalzinho provou, em definitivo, que o crime organizado se sobrepõe ao poder executivo do Estado e está intimamente relacionado com um Estado infectado.
O mediático criminoso, condenado a mais de 29 anos de prisão pelo assassínio do jornalista Carlos Cardoso, pôs em causa, mais uma vez, a seriedade dos serviços do Estado, falsificando a mais recente carta de condução, electronicamente produzida, e criada com tão fortes dispositivos de segurança. Esta “carta electrónica”, tipo cartão de crédito, quando se iniciou o seu uso corrente, foi apresentada como praticamente impossível de ser sujeita a contrafacção. Mas Anibal dos Santos Júnior tinha em seu poder uma com outro nome. E tinha também consigo um passaporte moçambicano, verdadeiro, mas com nome falso, o mesmo da carta.
Na conferência de imprensa em que ontem se falou da recaptura de Anibalzinho, a Polícia exibiu aos jornalistas, um passaporte moçambicano com o número T 024559, e uma carta de condução, também nacional, com o número 6542651/2/1, ambos com fotografias de Aníbal dos Santos Júnior (Anibalzinho), mas ostentando o nome: Maurício Alexandre Mhula. Os dois documentos, conforme o Canalmoz pôde testemunhar, foram emitidos em datas anteriores ao da fuga de Anibalzinho de Maputo, o que reforça a convicção que sempre prevaleceu, isto é, que Anibalzinho foi sempre tirado dos cárceres e nunca fugiu propriamente.
Sobre o passaporte, o inspector policial, e porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, conseguiu argumentar com alguma consistência que a foto do criminoso foi sobreposta ao documento que vem registado em nome de Maurício Mhula. Mas em relação à carta de condução electrónica, não há nada que prove que a mesma não foi produzida pelo Instituto Nacional de Viação, com o conhecimento de que a mesma se destinava a Anibalzinho.
Fora a hipótese de que a carta de condução encontrada com Anibalzinho ter sido passada pelo INAV, como agora se procura alegar, é mais grave ainda, saber-se que o que era dado como livre de contrafacção, afinal, é falsificável. Se existe alguém que consegue falsificar este tipo de documento, imitando perfeitamente as marcas de segurança que contém – os símbolos do Estado e até a assinatura do próprio director da instituição que emite cartas de condução nacionais, o INAV – o assunto torna-se bem mais preocupante do que em si já é.
Na breve avaliação conjunta entre os mais de 30 jornalistas presentes na sala em que decorreu a conferência de imprensa, estando também presentes alguns elementos da polícia, não se notou nenhuma marca de falsidade da carta de condução de Anibalzinho, a não ser a disparidade entre o nome e a fotografia.
Alegar-se agora que os funcionários do INAV passaram a carta de condução de Anibalzinho, e o respectivo director a assinou, sem, no entanto, conseguirem identificar a fotografia de Anibalzinho, é inaceitável e ridículo.
Ao mais alto nivelo INAV é dirigido por “antigos combatentes” e veteranos da Polícia.
Até provas contrárias, resta assumir que o crime organizado está fortemente penetrado nos serviços do Estado, desacreditando-o perante os cidadãos moçambicanos e perante o mundo.

Polícia confirma informação que Imprensa avançara

Pedro Cossa confirmou, em grande parte, as notícias que já vinham sendo avançadas pela imprensa, incluindo as nossas publicações, Canalmoz (diário) e Canal de Moçambique (semanário), referentes à recaptura de Anibal dos Santos Júnior.
Disse que Anibalzinho foi recapturado por volta de 19 horas do dia 21 de Agosto, em Joanesburgo, na África do Sul. Disse ainda que enquanto aguardava pela transferência para Maputo, o cadastrado estava encarcerado em Pretória, sem no entanto se referir ao nome do estabelecimento prisional onde se encontrava.
Foi exactamente o que o Canalmoz escreveu na sua edição do dia 24 de Agosto, bem como escreveu o Canal de Moçambique, na edição desta quinta-feira 27 de Agosto, mas que saiu à rua no dia 26, portanto, antes da confirmação da polícia.

Polícia mentiu para garantir segurança

Sobre os motivos que levaram a Polícia a recorrer a mentiras, confundindo a opinião pública e tentando remeter a Imprensa ao descrédito, quando esta avançou com as notícias da recaptura de Anibalzinho que até o próprio comandante-geral Jorge Khaláu se recusou a confirmar ou desmentir, o porta-voz do Comando Geral da PRM disse que a Polícia queria garantir a segurança do criminoso, até retornar às celas do comando da Polícia, donde se evadira no dia 7 de Dezembro do ano passado, ou saíra, como o próprio Anibalzinho afirmou: “fugir e sair não é a mesma coisa.”

Duvidem da Polícia se quiserem

Ao porta-voz do Comando Geral da PRM questionámos se a forma como a Polícia e os diferentes membros do Governo geriram este assunto, optando pela mentira, não iria fazer os cidadãos duvidar de pronunciamentos futuros das autoridades, em eventuais casos análogos ou outros, sem evasivas, Pedro Cossa respondeu: “duvidem das declarações da Polícia, se quiserem, mas não podíamos pôr em causa a segurança. Não sei em que Estado do mundo a Polícia teria confirmado que sim, de facto Anibalzinho foi recapturado!”, disse.

Não vai fugir

Pedro Cossa diz não saber ainda, qual será o encaminhamento final de Anibalzinho, se irá permanecer nas celas do comando da PRM na cidade de Maputo, ou se será transferido para uma outra penitenciária. No entanto, garantiu que enquanto se estuda aonde será encarcerado agora este cadastrado, “das celas do comando da PRM não se irá escapulir”. Porém, não disse que medidas extraordinárias de segurança estarão instaladas no local, para dar tanta garantia. As mesmas garantias foram dadas antes e Anilbalzinho já se saiu três vezes sem ordem oficial de soltura. O porta-voz alega tratar-se de questões de segurança, pelo que se esquivou a revelá-las.

“Não se entregou”

Sobre a hipótese avançada por alguma imprensa, de que Anibalzinho se teria entregue nas mãos da Polícia, Pedro Cossa refutou redondamente, sustentando que a recaptura do assassino de Carlos Cardoso “foi o culminar de um trabalho da INTERPOL, que há cerca de um mês, teve os primeiros sinais da localização de Anibalzinho, na cidade de Joanesburgo, o que levou a uma maior aproximação do fugitivo, por parte das polícias da África do Sul e de Moçambique”.
Anibalzinho evadira-se das celas do comando da PRM na cidade de Maputo, a 7 de Dezembro de 2008, acompanhado por dois comparsas seus, nomeadamente Luís de Jesus Samuel Tomás (Todinho), que veio a ser abatido pela Polícia a 9 de Janeiro do presente ano, algures no município da Matola, e Samuel Januário Nhare (Samito), que foi recapturado pela Polícia a 23 do mesmo mês, em Caia, na província de Sofala.

(Borges Nhamirre) 2009-08-27

Fonte: CanalMoz

quarta-feira, agosto 26, 2009

PARA EVITAR MANIPULAÇÕES E MEDO

Frangoulis defende investigação a Anibalzinho no exterior

O antigo director da Polícia de Investigação Criminal e Deputado da Frelimo do ora terminado mandato, António Jorge Frangoulis defende uma investigação minuciosa e criteriosa a Aníbal dos Santos Júnior, vulgo Anibalzinho, no exterior.
Falando numa entrevista na Televisão Privada STV, Frangoulis afirmou ser necessário a constituição de uma equipa séria de investigadores e com uma parceria, talvez, com os sul-africanos, tomando em consideração que ele foi capturado na terra de rand, para o interrogar sobre vários assuntos a ele anexados de vários crimes a que está acusado e penalizado, sobretudo, relacionado com as várias fugas ou facilitação a que tem sido alvo nas cadeias moçambicanas.
O antigo Director da PIC disse que, Anibalzinho para além do telefonema que há dias fez ao canal da STV para confirmar a sua prisão pelas autoridades policiais sul-africanas, também o fez a si, e isto para garantir para que, no seu retorno ao País “não desapareça no troço RAS-Maputo”.
Disse que ele faz esses telefonemas por “receio à sua vida”.
Frangoulis disse acreditar que acaptura de Anibalzinho tem a ver com as guerras intestinais no seio da Frelimo e sobretudo das desinteligências entre os gangs que sempre estiveram no meio do acto criminoso que levou Anibalzinho a barra do tribunal e ser condenado a 29 anos de prisão maior.
E condenou aquilo que considerou de arrogância dos agentes da Polícia em confirmar a captura do Mecânico do Ato Maé pelas autoridades policiais sul-africanas, porquanto, já na net essa informação circula e não só.
Diz ser um posicionamento infeliz da PRM em não confirmar o facto, porque, “o povo quer saber a verdade sobre as informações que circulam à volta da sua captura. A arrogância da polícia só dá azo a especulações”, disse Frangoulis. (P. Machava)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 26.08.2009

Fonte: Retirado na íntegra do Mocambique para todos


terça-feira, agosto 25, 2009

Anibalziho em “show” de desinformação televisiva

A CAMINHO DE MAPUTO

...falou telefonicamente a Televisão privada STV e tentou ele também acusar o antigo Comandante-geral da Polícia, Custódo Pinto e o assassinado Director da Ordem da PRMCidade, Feliciano Juvane como tendo sido os que lhe facilitaram a sua saída juntamente com os seus comparsas, Todinho e Samito das celas do Comando onde se encontrava encarcerado.

Aníbal dos Santos Júnior, vulgarmente tratado por Anibalzinho já começou a dar o seu “show” nos midias locais mesmo antes de voltar a pisar a terra que o viu nascer e onde estava a cumprir uma pena de 29 anos de prisão maior, por envolvimento na morte violenta do jornalista Carlos Cardoso, em Novembro de 2000.
Anibalzinho a que lhe foi concedido, pelas autoridades prisionais da África do Sul, a oportunidade na Cadeia de Máxima Segurança, em Pretória para se comunicar com seus familiares ou advogado, em Maputo, invéz de se comunicar com quem a lei sul-africana permite optou por falar para a Televisão Privada STV, onde abordou alguns aspectos da sua última evasão misteriosa dos calabouços do Comando da Polícia da Cidade de Maputo.
Dando sinal de uma lição mal decorada, Anibalzinho quando questionado pelo jornalista da STV como teria conseguido se escapulir das celas, prontamente respondeu que teria sido um tal Costa Pinto que é o antigo Comandante-Geral da Polícia, só que essa personalidade acusada de facilitador da sua fuga, não se chama Costa Pinto, mas sim, Custódio Pinto.
Com esta resposta, logo o mecânico do Alto Maé demonstrou ter a lição mal aprendida, aliás, fez recordar um dos antigos candidatos à Ponta Vermelha, Neves Serrano que dizia ter sido formado numa Universidade na RDA, mas que, não se recordava do nome da instituição em que frequentara até se formar cientificamente.
Entretanto, a diferença entre estes dois, é que Anibalzinho tem “costas quentes” de alguém ou de um grupo de pessoas que o manipulam e o municiam financeiramente e não só, mas, para não só se evadir das cadeias, como para veicular e não veicular algumas coisas importantes conexadas com o assassínio do jornalista Carlos Cardoso.

Anibalzinho e a política

Anibalzinho poderá desembarcar a qualquer momento no Aeroporto Internacional de Mavalane vindo da África do Sul onde se encontrava escondido, após se evadir ou facilitado das celas do Comando da Polícia, em Dezembro do ano passado.
Capturado pela Polícia Sul-Africana, aliás, ele no telefonema a STV dizia que apenas se entregou as autoridades, pois, as pessoas que sustentavam a sua estadia na terra do rand deixaram se honrar com os seus compromissos, então, ele se encontrava sem nenhum tostão para continuar a carregar a “cruz da morte”, enquanto os cúmplices se encontravam no bembom, em Maputo.
Esta informação contradiz com a das autoridades sul-africanas que afirmam a “pé juntos” que ele foi detido por ser emigrante ilegal e possuidor de armas ao que, posteriormente, foi descoberto ser o procurado pelas autoridades moçambicanas, daí, ter sido, imediatamente, encaminhado para a Cadeia de Máxima Segurança, em Pretória, onde foi se juntar a outro moçambicano considerado o mais perigoso dos criminosos que pululam na RAS, Ananias Mathe.
Entretanto, comentários da praça dizem existirem mãos estranhas na captura de Anibalzino, com maior enfoque para as quezílias existentes no seio do Partido Frelimo.
Uns dizem que Anibalzinho poderá servir de trunfo da Frelimo na sua campanha eleitoral, mas outras, afirmam que, o seu regresso visa, essencialmente, fragilizar e provocar tumultos no candidato da Frelimo, Armando Guebuza.
Fontes partidárias muito próximas a figura de Armando Guebuza referem que, Guebuza não precisa e nunca necessitará de um bandido para ganhar as eleições. Então, avançam as mesmas fontes, que só as guerras intestinais poderão explicar o que estará no meio do regresso do mecânico do Alto Maé.

(Paulo Machava)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 25.08.2009

Retirado do Mocambique para todos

segunda-feira, agosto 24, 2009

Anibalzinho recapturado na África do Sul

Quando faltam 20 dias para o início da campanha eleitoral

Não desminto, nem confirmo. Não tenho conhecimento de que ele (Anibalzinho) tenha sido recapturado. Vamos dar tempo ao tempo. A Polícia está a trabalhar. Desde o dia em que ele fugiu, que a Polícia está a trabalhar visando a sua recaptura” – Jorge Khálau, Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, em declarações ao Canalmoz

Maputo (Canalmoz) — O ping pong da jogada sobre a fuga e recaptura de Anibalzinho voltou à ribalta. Depois do criminoso que liderou a quadrilha condenada em Tribunal, pelo assassinato do jornalista Carlos Cardoso se ter evadido, misteriosamente, das celas do Comando da PRM na cidade de Maputo, a 7 de Dezembro do ano passado, (não passava um mês após a realização das 3ªs eleições autárquicas de 19 de Novembro), na tarde da sexta-feira passada foi recapturado pela Polícia sul-africana, naquele país vizinho. O mesmo sucede quando falta menos de um mês para o início da campanha eleitoral (13 de Setembro próximo) para as 4.ªs Eleições Gerais e 1.ªs das Assembleias Provinciais.
Recorde-se que em entrevista recente ao “Canalmoz” e “Canal de Moçambique – Semanário”, o antigo director da PIC na Cidade de Maputo, Domingos Maita, considerou Anibalzinho como “uma moeda de troca entre os criminosos e os políticos”. A ilação obviamente tem contornos que tocam a sucessão na liderança do partido Frelimo dada a ligação que sempre se fez entre o assassinato do jornalista Carlos Cardoso e o antecessor de Armando Guebuza, por via do falecido Nyimpine Chissano.

Anibalzinho recapturado

Fontes da PRM confirmaram-nos a notícia da recaptura do mediático cadastrado, Anibal dos Santos Junior (Anibalzinho), na sexta-feira última, na cidade de Johanesburgo, na vizinha África do Sul.
Segundo fontes policiais, Anibalzinho terá sido capturado naquela cidade, quando em trânsito, proveniente da capital do Reino Unido, Londres.

Está em Pretória na C-Max

Por outro lado, uma fonte da Polícia de Investigação Criminal (PIC), confirmou ao Canalmoz e ao Canal de Moçambique a recaptura de Anibalzinho, e adiantou que enquanto se aguarda pela sua extradição para Moçambique, o famoso mecânico de Alto-Maé está encarcerado na cadeia de máxima segurança sul-africana, designada C-Max, a mesma onde se encontra um outro mediático cadastrado moçambicano, Ananias Mathe.

Jorge Khalau admite recaptura

Ao Canalmoz, o Comandante Grela da PRM, Jorge Khalau, não confirmou nem desmentiu a notícia da recaptura de Anibalzinho, tendo admitido, no entanto, esta hipótese, alegando que “a Polícia está a trabalhar, desde que ele se evadiu das celas do Comando, para a sua recaptura”.
“Mas agora que a Polícia tomou conhecimento através da comunicação social, da alegada recaptura de Anibalzinho, já procurou se informar melhor junto da Polícia sul-africana?”, questionamos ao Comandante-geral. Jorge Khalau respondeu-nos nos seguintes termos: “Vamos deixar a Polícia trabalhar. A Polícia está a fazer o seu trabalho. Como disse, não confirmo, nem desminto”.
Anibalzinho fugiu das celas da comando da PRM na manhã do dia 7 de Dezembro passado, na companhia de outros dois comparsas seus, nomeadamente Todinho, que era indiciado na morte do director da Cadeia Central de Maputo mas que viria a ser abatido pela Polícia, dias depois da sua alegada fuga das celas do Comando da PRM, e Samito, acusado de prática de uma dezena de homicídios, entre os quais o assassínio de quatro agentes da polícia e de um cidadão de origem paquistanesa, mas que também já foi recapturado pela Polícia.

Anibalzinho forçou reformas na corporação

A fuga de Anibalzinho levou a fortes reformas no seio da corporação. Depois de se ter evadido das celas do Comando da PRM em Maputo, a 7 de Dezembro. Dez dias depois, isto é, a 17 de Dezembro de 2008, o Chefe do Estado, Armando Guebuza, exonerou o então Comandante Geral da PRM, Custódio Pinto, e nomeou para o seu lugar, o actual comandante, Jorge Khalau. Na altura houve até forte turbulência no seio da PRM que culminou em assassinatos de altas patentes e perdurou enquanto a capital vivia apavorada com sucessivos acontecimentos violentos e subida repentina dos índices de criminalidade violenta.
Por sua vez, a 23 do mesmo mês de Dezembro, o ministro do Interior, José Pacheco, exonerou José Domingos Tomás, do cargo de comandante da PRM na cidade de Maputo, e indicou para o lugar, o actual comandante, José Weng.
Embora não oficialmente confirmado pela Polícia moçambicana, fontes seguras da mesma corporação garantiram ao Canalmoz a recaptura de Anibalzinho e disseram-nos que, brevemente, poderá desembarcar no Aeroporto Internacional de Maputo, de regresso ao País, especulando-se que isso possa suceder quando for mais conveniente para um exercício de propaganda política a que a PRM possa vir a prestar-se.

(Borges Nhamirre)

Fonte: Canal Moz (2009-08-24 )

terça-feira, dezembro 30, 2008

Divulgados os resultados do inquérito sobre a fuga de Anibalzinho

A Rário Mocambique escreveu no seu espaco noticioso de hoje que os resultados do inquérito sobre a fuga de Anibalzinho, Todinho e Samito das celas do Comando da Polícia da Cidade de Maputo foram divulgados esta segunda-feira.

A notícia diz que das averiguações feitas, concluiu-se que a Direcção do Comando da PRM-Cidade negligenciou porque não tomou medidas preventivas e nem emitiu instruções para evitar a fuga dos criminosos, apesar de haver no local sinais prévios da sua evasão.

Na sequência da evasão, o Ministério do Interior decidiu deter sete membros do comando que compunham o turno de guarnição no dia da ocorrência enquanto que quatro membros superiores do comando da PRM da cidade cessaram funções e terão que responder à processos-crime.

Os quadros superiores cessantes são: José Domingos Tomás que na altura da ocorrência era Comandante da PRM da cidade de Maputo, Clemente Nhacula-Chefe de Protecção, William Tivane-Chefe de Operações na Direcção da Ordem e Segurança Pública e Jorge Torrezão, chefe das celas do Comando da PRM-cidade.

Por não se ter provado o envolvimento nos preparativos e na execução da fuga, os seis guardas da Polícia que se encontravam detidos, serão restituídos á liberdade.

Fonte: Rádio Mocambique

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Sobre o Crime Organizado em Moçambique

O Dr. Carlos Serra, indica num dos posts no Diário de um sociólogo, discutindo sobre a criminalidade em Moçambique e a fuga do Anibalzinho, o artigo do Procurador Geral da República, Augusto Raúl Paulino, retratando a criminalidade global e insegurança local. O texto foi apresentando num colóquio internacional sobre direito e justiça no século XXI que teve lugar em Maio de 2003, em Coimbra, Portugal.

Segundo a minha apreciação, o texto é excelente ao fazer o historial do crime organizado em Moçambique, descrever as áreas e métodos de actuação, revelar alguns dos crimes consumados, seus agentes colaboradores, entre outras definições importantes para percepção da problemática.

Paulino fez também excelentes propostas de estratégia para o combate ao crime organizado, embora possamos nos perguntar se passados muitos anos, depois da percepção da problemática, se há acções e bons resultados no seu combate. Leia o texto aqui.

domingo, dezembro 07, 2008

Anibalzinho fugiu ou foi solto?

Alguma vez Anibalzinho fugiu?

Ele não terá dito a verdade sobre as suas ditas fugas numa acareação pela PGR?

Tomando a liberdade de dizer o que penso, não será que Anibalzinho entrou de férias depois das eleições municipais em que um dos sacrificados é Almerinho Manhenje?
Anibalzinho não voltará a juntar-se a Manhenje ou uns outros sacrificados para a campanha das eleicões provinciais, gerais e presidenciais?

Uma série de suposições minhas, mas que quero mostrar o que é muito estranho para mim.