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sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Manifestação xenófoba bloqueia estradas na África do Sul

É um cenário que se repete por várias ruas da cidade Tshwane, ou seja, Pretória. Sul-africanos haviam marcado uma marcha contra imigrantes para esta Sexta-feira, e, logo pela manhã, bloquearam ruas com pedras e queimaram pneus nas vias públicas.
A polícia sul-africana diz haver relatos de várias lojas saqueadas. Entretanto, não há registo de feridos ou mortos nas mais recentes manifestações xenófobas.
De acordo com a imprensa local, a xenofobia começou mesmo há dias, quando sul-africanos incendiaram mais de dez casas de estrangeiros, alegadamente usadas para tráfico de drogas e prostituição.
Organizações da sociedade civil pedem que as igrejas de Pretória ofereçam segurança às vítimas da violência.
A marcha contra imigrantes na África do Sul é organizada por um grupo chamado Mamelodi Concerned Residents.
As autoridades sul-africanas apelam a não incitação à violência.

Fonte: O País – 24.02.2017

quinta-feira, março 03, 2016

Sul-africanos são os mais xenófobos em África, revela sondagem

Uma sondagem realizada em 33 países africanos, incluindo Cabo Verde, Moçambique e África do Sul, indica que sul-africanos são os menos tolerantes para com os emigrantes.
O estudo de opinião da organização não-governamental africana de pesquisa Afrobarómetro conclui que mais de 60 por cento dos sul-africanos entrevistados disseram que não gostam de emigrantes.
Cabo Verde é o país mais tolerante em relação aos homossexuais (com 75 por cento) enquanto Moçambique é terceiro (56 por cento). Ler mais (Voz da América)

Fonte. Voz Voz da América – 03.03.2016

quinta-feira, maio 21, 2015

Zuma pede desculpa a homólogo moçambicano por violência xenófoba na África do Sul

"É importante para nós apresentar desculpas em nome da minoria que se comportou mal", declarou Jacob Zuma, dirigindo-se a Filipe Nyusi, após uma reunião a sós entre os dois estadistas, na Presidência moçambicana, e durante um encontro alargado a membros dos dois governos, num momento em que só os repórteres de imagem estavam autorizados a permanecer na sala.
"Os moçambicanos são nossos irmãos, nossas irmãs, é um problema de família", declarou o Presidente sul-africano, que realiza hoje o primeiro de dois dias de visita de Estado a Moçambique.
O Presidente sul-africano chega a Maputo logo após a detenção e ordem de deportação de quase mil moçambicanos que se encontravam em situação ilegal no país vizinho, numa operação que apanhou a diplomacia de Maputo de surpresa, um mês depois da crise de violência xenófoba contra imigrantes africanos e que levou à fuga de milhares de pessoas para as suas terras de origem.

sábado, maio 16, 2015

Mais de 400 moçambicanos já foram repatriados

Pelo menos 420 de um grupo de 947 moçambicanos que serão repatriados por estarem ilegais na Africa de Sul, já chegaram no centro de acolhimento de Boane. O governo confirmou hoje o repatriamento do grupo e a reabertura do Centro de Trânsito de Boane, onde deverão ser alojados.
Depois da afrofobia registada há um mês, as autoridades sul-africanas iniciaram uma campanha de caça aos imigrantes e detiveram muitos africanos que que se encontram naquele país, em situação ilegal. Entre os ilegais detidos estão cidadãos do Zimbabwé e do Leshoto.
“Mais uma vez, estamos com uma segunda vaga que é o regresso problemático de 947 moçambicanos, repatriados pelo governo sul-africano”, confirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi.
Segundo o governante, os outros 527 compatriotas que deverão regressar ao país, nos próximos dias, ainda estão detidos num centro de acolhimento de Lindela, no país da diáspora.
Oldemiro Baloi não adiantou datas mas garantiu que será realizado um encontro bilateral com o governo sul-africano para discutir a imigração ilegal.


Fonte: O País – 15.05.2015

terça-feira, abril 28, 2015

Partido da oposição moçambicana exige acção judicial contra governantes sul-africanos

O presidente do MDM, terceira força política de Moçambique, Daviz Simango, exige uma acção judicial contra governantes sul-africanos por causa da violência xenófoba na África do Sul, acusando o Governo moçambicano de cumplicidade.
"A minha grande preocupação é que não vejo advogados contratados pelo Estado moçambicano para processar as autoridades [sul-africanas]. E também há imagens mostrando os autores [da violência xenófoba] e não vejo advogados contratados para processar criminalmente os assassinos", disse o líder do MDM (Movimento Democrático de Moçambique), em entrevista à Lusa na Beira.

segunda-feira, abril 20, 2015

Rei zulu rejeita violência contra estrangeiros na África do Sul

O rei zulu Goodwill Zwelithini rejeitou hoje o incitamento à xenofobia na África do Sul, depois de ter sido acusado de provocar a onda de violência contra estrangeiros, incluindo moçambicanos, que já fez sete mortos e milhares de deslocados.

“Esta violência directa contra os nossos irmãos e irmãs é vergonhosa”, disse Zwelithini durante uma reunião tribal em Durban.
O líder zulu fez um discurso inflamado em Março, culpando os imigrantes pelo aumento da criminalidade e dizendo que deveriam deixar o país, numa intervenção que foi vista como um estímulo à onda de ataques contra cidadãos do Zimbabué, Somália, Malaui, Moçambique e outros.

domingo, abril 19, 2015

MDM recorda à África do Sul que depende da energia do seu país

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido parlamentar moçambicano, Daviz Simango, condenou a onda de violência xenófoba na África do Sul, e lembrou que os sul-africanos precisam da energia de Moçambique.

"Os sul-africanos beneficiam-se dos recursos moçambicanos, estamos a falar de gás e de energia da nossa barragem de Cahora Bassa. Eles não podem pensar que são uma potência auto-suficiente e dominam tudo. Agora, os países são interdependentes e assim deve ser. Nós condenamos esses atos xenófobos", disse Daviz Simango, falando no sábado em conferência de imprensa na Cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique.

SOBRE A XENOFOBIA

E se os ataques xenofobicos se aconteessem num país ou em países da União Europeia o que teríiamos visto em termos movimentação de chefes de governos? Näo teriam estado em Bruxelas? Será que os chefes de governos não teriam estado em Bruxelas a debater sobre a questão e medidas a tomar? E os partidos políticos incluindo os da oposição que teriam feito? Os partidos da oposicão não estariam agora em acção na luta contra a a xenofobia até aproveitando-se da “camradeship” dos governantes dos países da SADC?

O Rei da Xenofobia


sexta-feira, abril 17, 2015

Moçambicanos fecham estrada com África do Sul em retaliação contra xenofobia

Um grupo de moçambicanos, maioritariamente trabalhadores da construção civil, cortou hoje a principal estrada entre Moçambique e a África do Sul durante cerca de 30 minutos, em retaliação contra a xenofobia, disse à Lusa um comandante da polícia moçambicana.
"Um grupo de trabalhadores da empresa WHO barricou-se no Km 4 e impediu o tráfego, dizendo que é por causa da xenofobia contra moçambicanos na África do Sul, mas a polícia reabriu a circulação 30 minutos depois", disse Afonso Ruco, comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Moamba, a 80 quilómetros da capital moçambicana e que faz fronteira com a África do Sul.

Operários da Sasol em Inhambane expulsam colegas sul-africanos

Em retaliação aos actos de xenofobia contra moçambicanos na África do Sul, os trabalhadores nacionais da Sasol em Inhambane expulsaram das instalações daquela empresa perto de 250 cidadãos de nacionalidade sul-africana que ali trabalham.
Os cidadãos em causa são colaboradores da multinacional Sasol, no distrito de Inhassoro, em Inhambane. Os funcionários de cidadania moçambicana da empresa exigem o repatriamento imediato dos seus colegas de nacionalidade sul-africana e querem que nunca mais regressem ao país, uma medida vista como forma de retaliar os actos de xenofobia praticados por sul-africanos.
A manifestação foi, porém, pacífica, com os moçambicanos a exibirem cartazes questionando as razões do ataque xenófobo e exibindo imagens de cidadãos vítimas da xenofobia na “terra do rand”. E  gritavam: “abaixo a xenofobia”, enquanto os sul-africanos abandonavam as instalações daquele empresa, levando as suas bagagens.

Fonte: O País online – 17.04.2015

sábado, abril 11, 2015

Moçambicanos vítimas de xenofobia na África do Sul

Dois cidadãos moçambicanos perderam a vida na manhã de quinta-feira vítimas de violência xenófoba na região de Durban, província de Kwazulu-Natal, na África do Sul.

A informação, segundo o “Notícias”, veiculada pela Rádio Moçambique, foi confirmada pelo Consulado-Geral de Moçambique em Durban, e é o corolário do agravamento dos ataques xenófobos por parte de cidadãos sul-africanos contra estrangeiros, particularmente moçambicanos.

Actualmente 500 cidadãos estrangeiros, maiormente moçambicanos, foram acolhidos num centro reservado a cidadãos estrangeiros vítimas de violência xenófoba.

sexta-feira, março 06, 2015

Mediador: Frelimo devia ter travado “ódio racista” contra Cistac

O académico Lourenço do Rosário, mediador do diálogo entre a Frelimo e a Renamo, considerou quinta-feira que o partido no poder devia ter travado o "ódio racista" contra o constitucionalista Gilles Cistac, assassinado na terça-feira em Maputo.
"O meu partido, quando digo meu partido sabem a que partido me refiro, porque sou da Frelimo, devia ter parado com o ódio racista que se incentivou contra o professor Gilles Cistac", afirmou Rosário, reitor da Universidade A Politécnica, numa declaração que antecedeu a oração de sapiência de abertura do ano letivo neste estabelecimento.

segunda-feira, abril 01, 2013

Comportamentos

Por Machado da Graça; 
Savana 29/03/2013

Na última semana passaram-se, comigo e na minha presença, três factos que me parecem indiciar uma tendência social preocupante.
O primeiro episódio passou-se num restaurante da marginal de Maputo. A certa altura, numa das mesas, o tom de voz começa a elevar-se e os ânimos a exaltar-se. De um lado estava um ho- mem, de raça negra, e, do outro, um casal formado por um cidadão de raça branca e uma senhora mulata.
Não consegui perceber qual tinha sido a razão da disputa porque a argumentação do primeiro cidadão, claramente alcoolizado, se transformou apenas em insultos, de carácter racial, contra o outro cidadão e, mais tarde, contra a senhora que o acompanhava.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Alguns quadros do partido exigem expulsão de estrangeiros

Paúnde desencoraja discursos xenófobos entre militantes da Frelimo.

Este pedido foi feito ao secretário-geral da Frelimo, alegadamente por os estrangeiros estarem a protagonizar desmandos.

Dois dos sete militantes da Frelimo pediram ao secretário-geral do partido, Filipe Paúnde, que encontrasse mecanismos para a expulsão de estrangeiros residentes naquela província e um pouco por toda a região norte do país, por, alegadamente, estarem a protagonizar diversos desmandos.

sexta-feira, julho 13, 2012

África do Sul sob receio do retorno de xenofobia

A presença de imigrantes na vizinha África do Sul esta, mais uma vez, sob ameaca. Entre quarta e quinta-feira grupos de sul-africanos assaltaram e destruíram bens de estrangeiros, maioritariamente etíopes e somalis, situação que sugere o retorno da violência xenófoba de 2008.
AIM possui informações que indicam que mais de 500 etíopes, chineses e somalis foram atacados entre quarta e quinta-feira depois de grupos de sul-africanos na área de Botshabelo, província de Free State, tê-los exigido a abandonarem os seus negócios...

sexta-feira, maio 25, 2012

Moçambicano vítima de xenofobia na Rússia

Um estudante moçambicano de Medicina e dois colegas, um cabo-verdiano e um nigeriano, foram atacados no domingo à noite por jovens russos armados com facas numa passagem subterrânea do centro de Moscovo, segundo noticia a Rádio Moçambique.
O estudante moçambicano, de nome Gabriel, foi internado num hospital devido à gravidade dos ferimentos.

Fonte: Jornal Notícias - 25.05.2012

terça-feira, maio 24, 2011

RENOVADAS AMEAÇAS DE XENOFOBIA NA RAS

Johanesburgo, 24 Maio (AIM) – Comerciantes estrangeiros residentes em vários subúrbios da cidade sul-africana de Johanesburgo encerraram os seus negócios e suspenderam todas as suas actividades em resposta a uma onda de ameaças e intimidações lançada, recentemente, por um grupo de comerciantes locais auto-intitulado Greater Gauteng Business Forum (GGBF) – Forum de Empresários do Grande Gauteng.

sexta-feira, junho 26, 2009

Uma denúncia por seguir

EXTRAS

Por Pedro Nacuo

NÃO gosto daqueles que pensam e, às vezes, agem contra estrangeiros pura e simplesmente porque eles não são nacionais. Daqueles que acham que aqueles que não são moçambicanos vieram apenas porque nos seus países tudo lhes corre mal, que não têm como viver ou que “só aqui se podem sentir bem”. Daqueles que tudo fazem contra quem não sendo deste país chega e prospera, que consideram exploradores todos os não moçambicanos que vivem bem. Pura e simplesmente!

Vieram e ficaram ricos, é assim que muitos falam, como se nós fôssemos proibidos de estar ricos ou impedidos de também ir a outros países e lá prosperar conforme quisermos. Que pensam que o nosso país é bom, simplesmente porque acham que há muitos que demandam.

Parece ser com base nessa forma de pensar que há uma denúncia, feita por cidadãos a viverem em Pemba, com algum cheiro a xenofobia em miniatura que aconselhamos as autoridades competentes a seguir com algum cuidado, para matar à nascença a alergia pelos estrangeiros ou a vida desregrada destes no território nacional.

Se for verdade que determinado chefe de bairro, em Pemba, tem estado a intimidar a família de um cidadão estrangeiro, questionando a sua proveniência e finalidade em Moçambique, vezes sem conta (como quem diz todos os dias), apenas para o ameaçar e daí tirar proveito, havendo muitas formas de provar o que quer que seja sobre a legalidade no país, algo está fora dos carris.

Se for verdade que tal chefe de bairro age em conluio com alguém da Migração que “todos os dias” querem que ele tire “algum” para a sobrevivência da sua corrupção, estamos ainda mal, sobretudo quando se apresentam como quem quer ajudar uma pessoa que o melhor caminho que escolheu foi seguir a legalidade de aqui viver.

Se for verdade que outros vão ter ao cidadão estrangeiro para sugerir que para evitar possíveis problemas tem que desembolsar dinheiro (neste caso 4000 dólares norte-americanos), não só estamos perante uma ameaça, como sobretudo nos confrontamos com a corrupção que muitas vezes não tem rosto.

Se é verdade que a Polícia vem em socorro desta forma de agir, ameaçando todos os dias o cidadão estrangeiro e, em cadeia, repercutir-se para as outras entidades competentes, apenas para obrigar que o cidadão pague sempre “algum” para a sua permanência em Pemba, estamos “lixados”.

Se é verdade que o cidadão tem sido detido e liberto de forma reiterada, simplesmente para se sentir obrigado a largar “algum”, estamos perante não só a violação das regras de jogo do nosso país e no mundo, como dos direitos humanos, não só porque ele tem família e vive envolto desta sociedade sempre exigente e facilmente (des) educável.

Sendo verdade que ele e a família já não têm os passaportes ou que não lhos são devolvidos, para forçar a satisfação da nossa pequena e grande corrupção, estaremos perante um serviço mal prestado, porque não custava que fossem mandados “em-boa-hora” assim que se concluísse estarem no país ilegalmente.

É uma denúncia que está a seguir o caminho normal, que nós estamos a acompanhar sem exigirmos a compensação ilegal que muitas vezes nos faz mal. Foi assim que, em Macomia, um juiz conversando com jornalistas, à volta de uns copos, disse que havia passado por ele estrangeiros com muito dinheiro no carro, exageradamente avultado, sem saber que os mesmos acabavam de ser detidos na província de Manica, exactamente por causa do que ele achou normal. Quer dizer, viu muito dinheiro, não se alarmou e, em Manica, quem esteve atento deteve-os, e com muita razão!

É dizer, quando somos chamados a prestar serviço não o fazemos e quando a nossa acção se torna ruim à sociedade, lá estamos, incluindo desmobilizar investidores, como é o caso em apreço, que já tem nomes, que por uma questão de ética não é agora que vamos publicar. Espero que não seja necessário ir até lá.

Fonte: Notícias