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quinta-feira, dezembro 14, 2017

A UNITA, maior partido na oposição em Angola, exigiu nesta quinta-feira a despartidarização do Estado, a fim de permitir que a reforma das instituições públicas se realize com sucesso

Dee acordo com o líder da UNITA, Isaías Samakuvua, que falava na cerimónia de abertura da III Reunião da Comissão Política daquela força partidária, nesse quadro o Presidente da República deve se dedicar exclusivamente à liderança do país.
Na óptica do político, é preciso mudar atitudes políticas, alterar comportamentos e mudar a cultura de governação.
Para Samakuva, que falava perante membros das comissões políticas das 18 províncias do país, a mensagem sobre a despartidarização do Estado deve ser clara e inequívoca.
Defendeu a afirmação da República, a ampliação e fortalecimento da democracia.
Sobre as autarquias, disse que o assunto deve ser aprofundado para corresponder às expectativas dos angolanos.
Concordou com o Presidente da República quanto à exigência de repatriamento do capital ilicitamente colocados no exterior do país.
No encontro, que encerra sábado, estão a ser discutidos, entre outros assuntos, a intenção de Isaías Samakuva abandonar a liderança do partido, 15 anos depois de ter assumido os destinos da segunda maior força política no país.

Fonte: Angola Press –14.12.2017

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Camponeses denunciam: Sementes "só" para membros da FRELIMO

Na província de Inhambane, no sul de Moçambique, camponeses afirmam que o Governo distribuiu sementes agrícolas apenas aos quem têm cartão de membro do partido no poder. Os outros serão obrigados a pagar preços altos. Leia e ou escute (Deutche Welle – 12.01.2017)

segunda-feira, março 24, 2014

Centro de Integridade Pública acusa chefe de Estado de "atropelar a Constituição"

O Centro de Integridade Pública acusou, esta segunda-feira, o chefe de Estado, Armando Guebuza, de "atropelar a Constituição", ao apresentar em presidência aberta o candidato da Frelimo às eleições presidenciais, Filipe Nyusi.
A crítica do CIP, organização não-governamental de monitorização da probidade no Estado, junta-se à contestação de que Armando Guebuza tem sido alvo em vários círculos de opinião no país, por estar a apresentar, na sua presidência aberta, o candidato da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) às eleições presidenciais de 15 de Outubro.

quinta-feira, maio 09, 2013

Mais uma prova da Frelimizacão do Estado Mocambicano

Os funcionários de Estado no distrito Macanga, na província de Tete, são obrigados a aceitar 5 meses seguidos de desconto salarial porque o partido FRELIMO quer reabilitar a sua Sede do Comité Distrital. 


Escrito e postado por Luís Nhachote no Diálogo sobre Mocambique

quinta-feira, maio 31, 2012

Deputados da Renamo impedidos de se reunir com população

“Estamos a ficar agastados com a tendência da Frelimo de impedir o nosso trabalho nos círculos eleitorais. Os governos provinciais e distritais estão a exigir que os deputados apresentem documentos que não são exigidos por lei, tanto para fiscalizar, quanto para nos reunir com a população”.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Governo transfere cerimónias do 3 de Fevereiro para Mocuba

O governo da Zambézia decidiu escolher a cidade de Mocuba, por sinal a segunda cidade da província para realizar as cerimónias centrais do dia dos heróis moçambicanos, a assinalar-se esta sexta-feira em todo país.

Fonte: Diário da Zambézia - 02.02.2012

quarta-feira, junho 01, 2011

Uma avaliação crítica da Presidência Aberta e Inclusiva em Moçambique

Através da instituição da Presidência Aberta e Inclusiva (PAI), o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, propõe-se a viajar pelo próprio país durante o mandato presidencial, para contactar directamente as populações e os órgãos administrativos a nível local e regional. A prática tem os seus críticos, que receiam o desperdício de dinheiro e a consolidação do poder do partido governamental, a FRELIMO, que em Moçambique cada vez mais se confunde com o Estado. O Instituto Alemão para a Política de Desenvolvimento (DIE) concluiu, a propósito, um estudo, apresentado na quinta-feira (26/5), em Bona.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Família Frelimo Reúne-se em Nampula

(Escute o repórter Faizal Ibramugy, clicando aqui, que diz que os nampulenses não gostaram nada disto)

Presentes os primeiros secretários distritais, os representantes das bancadas nas assembleias provincial e municipais, os directores provinciais das instituições públicas, os administradores, entre outros, todos acompanhados pelas respectivas esposas.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Quem são quadros da Frelimo?

Em Nampula decorre uma capacitação de quadros da Frelimo descrita como formação de quadros membros do partido e governo. Eis como se diz sobre os participantes:
E questiono quem são quadros da Frelimo? Esta será mais uma confirmação da partidarização das instituições públicas onde directores provinciais e adjuntos e representantes de instituicões subordinadas têm que ser necessariamente membros da Frelimo?

Fonte: Jornal Notícias - 28.12.2010

terça-feira, novembro 30, 2010

Bila??? Outra vez o camaleão a meter água?

Chamo de camaleão a pessoas que mudam de nicks ou pseudónimos para, segundo eles, atrapalhar os leitores. Mas se não mudam da maneira de escrever, do vocabulário que usam, porquê acham que nunca serão reconhecidos?
Eu começo a pensar que o problema deles não está connosco que os identificamos facilmente, mas com a quem querem impressionar. O outro problema deve ser a recusa de fazer um debate sério e responsável, recorrendo ao arremesso de pedras contra os seus críticos.
Mas o objectivo desta postagem não é falar de camaleões, mas de discutir sobre a convicção deles que a partidarização do Estado, da sociedade civil é universal.
Os comentários do BILA (??) aqui (Reflectindo sobre Moçambique) e aqui (O País online) querem levar-nos a crer que em todo o mundo, os partidos no poder apoderam-se de tudo.

1. Para ser o mesmo, aqui no Reflectindo, repetiu o que tem vindo a cantar sempre e sobretudo desde 2009, com os seus alvos definidos. Ele compara a demissão de Fernando Mbararano e Manuel Bissopo, e o Director Arnaldo no Município da Beira com a do administrador comercial da mcel, Benjamim Fernandes. Acho muito ridículo, atendendo a diferença dos casos e por um assunto ter sido internamente da Renamo. Aliás, o grande problema deste indivíduo é do Município da Beira não ter caído nas mãos do partidão.

2. No O País, ele coloca a seguinte questão: Conseguem apontar algum secretário de estado republicano, no governo de Obama? Conseguem apontar algum ministro do PSD, no governo de Sócrates? Conseguem encontrar algum vereador que seja da Frelimo ou Renamo, no Município da Beira?

Sabe-se que ele fala de cargos de ministros e equivalentes a ministros. E eu pergunto:

a) alguma vez alguém reclamou que num posto de ministro no governo da Frelimo fosse nomeado alguém da oposição?

b) apesar do “Bila” viver em Nampula, não chegou de saber que Nacala-Porto, quando edil era Manuel dos Santos, havia membros assumidos da Frelimo que eram vareadores (equivantes a ministros no governo central)? O exemplo de Nacala-Porto, o único na altura, deu para perceber que era possível isso. Porém, ninguém pela lei, repito pela lei, exige que um edil nomeie para vereador a pessoas doutros partidos. O mesmo ao se faz ao Presidente da República.

3. Mais adiante, o “BILA” questiona: “... como queriam que Namburete (Renamo) e Mussá (MDM) dirigissem instituições, quando quem está no poder é a Frelimo? Para ele concluir: este governo está para implementar o manifesto da Frelimo e não serão os elementos da oposição a materializá-lo.

a) Com certeza, isto não surpreende a ninguém, porque uma vez já foi dito por Filipe Paúnde. A questão é, como é que os Paúndes querem que todos os moçambicanos participem no desenvolvimento do país se tudo é exclusivo à Frelimo?

b) Porquê negam ser os únicos culpados pelo aumento da pobreza no país?

c) Namburete e Mussá ocupavam postos equivalentes a ministros?

Ajudando ao BILA e os demais pro-partidarização do Estado, sociedade civil, do cidadão e TUDO mais, deixei no O País, o seguinte comentário:

Na Suécia, reitores universitários e de outros estabelecimentos de ensino, PCAs, não o são por ligação partidária e até governadores e embaixadores não têm necessariamente que ser membros do partido no poder. Um exemplo é da Maria Leissner do Partido Popular, FP, (Folkpartiet) na altura na oposição foi nomeada pelo governo dos Social-Democratas, para embaixadora de Nicarágua e depois no Iraque.

Nota: espero que muita gente possa dar exemplos de outros países democráticos.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Os produtores de miséria

Por Mia Couto

Num festival de música do Brasil, ainda em tempo de ditadura, venceu uma canção de Chico Buarque chamada “A banda”. A letra era singela e quase inócua com o estribilho, sugerindo a nossa condição de espectadores da vida dos outros, na janela da nossa existência, vendo a banda passar. A canção que perdeu a favor de Chico era um espécie de hino contra a repressão da autoria de Geraldo Vandré. Recordo a letra dessa outra canção: (…) pelos campos fome em grandes plantações”. Estava ali, numa poesia cruel, algo que só podia ser dito assim: a fome, muitas vezes, cultiva-se.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Membros da Renamo detidos em plena missão partidária em Manica

Acusados de burla a populares

Dois militantes da Renamo, no distrito de Mossourize, Manica, estão detidos desde a última sexta-feira, acusados de burla a populares naquele distrito.
Trata-se de Armando Santana, que se deslocara da cidade de Chimoio para se juntar ao seu correligionário Tobias Julai. Na altura em que foram detidos, os mesmos faziam as cobranças de supostas quotas mensais aos militantes.
A detenção deixou o delegado político interino do partido em Manica, Sofrimento Matequenha, furioso com as autoridades, porque segundo explica, “os membros encontravam-se em plena missão partidária, na cobrança de quotas aos outros membros do nosso partido”.
O delegado considerou a atitude policial de “intimidação e instrumentalização ao serviço da Frelimo”, afirmando que o partido no poder vive de quotas dos seus membros.
Matequenha considera esta atitude, alegadamente perpetrada pela Frelimo, de uma forma de limitar os outros partidos de exercerem as suas actividades com maior liberdade e segundo explica, “esta não é a primeira vez que acontece. Estes membros estão detidos sem qualquer fundamento palpável, isso não é proibido. Mesmo a própria Frelimo vive de contribuições dos seus membros”, defendeu Matequenha.

Fonte: O País online - 22.09.2010