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sexta-feira, novembro 25, 2016

INSS poderá perder cerca de três biliões de meticais em depósitos

O Instituto Nacional de segurança Social poderá perder cerca de três biliões de meticais em depósitos que estavam domiciliados no extinto Nosso Banco, onde além de accionista maioritário era um dos depositantes.
A Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social deixou a nu os números dos investimentos do INSS em sessão de esclarecimentos no parlamento. Vitória Diogo enumerou a carteira de investimentos daquela instituição que mostram que só em depósitos no Nosso Banco se podem traduzir em prejuízos dois biliões e setecentos milhões de meticais.
A par da possível perda de depósitos, os prejuízos do INSS podem somar-se a cerca de 600 milhões de meticais que já investiu no Nosso Banco, num negócio cuja ineficácia foi demonstrado pela falta de dividendos para este que era o maior accionista.
Apesar do dinheiro perdido no Nosso Banco, Diogo garante que os compromissos com os contribuintes estão salvaguardados.

Fonte:  O País – 25.11.2016

Segurança Social recapitalizou Nosso Banco mas nunca recebeu dividendos, diz Governo

A ministra do Trabalho, Vitória Diogo, disse hoje que o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) recapitalizou por duas vezes o Nosso Banco, liquidado este mês, mas nunca teve nenhum dividendo, e era também depositante na instituição.
Vitória Diogo afirmou que a entidade que gere as pensões dos trabalhadores moçambicanos injectou mais de 131 milhões de meticais em 2006, passando a deter 66,03 por cento, e 313 milhões de meticais, em 2014, aumentando a sua quota para os actuais 77,2%.
A governante falava na Assembleia da República sobre a participação do INSS no Nosso Banco, em que entrou em 2001 como fundador e accionista maioritário, com 25%.
"De referir que 2001 a 2016, o INSS nunca recebeu quaisquer dividendos do extinto Nosso Banco", frisou Vitória Diogo.
Além de ter realizado capital como accionista maioritário, informou, o INSS, tinha um depósito a prazo no Nosso Banco, no valor de 2,7 mil milhões de meticais, equivalentes a 20,3% da sua carteira de depósitos a prazo em bancos moçambicanos.

quinta-feira, novembro 24, 2016

Governo explica hoje contornos do fecho do Nosso Banco

Governo vai hoje ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre o polémico encerramento do Nosso Banco, instituição bancária que tinha como accionistas maioritários o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e a Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública.
A ida do Executivo à “casa do povo“ foi solicitada, semana finda, pela bancada parlamentar da Renamo, que diz haver muitas zonas de penumbra no processo.

terça-feira, novembro 22, 2016

Depositantes do Nosso Banco queixam-se de demora no atendimento para reembolsos

Arrancou, ontem, o reembolso aos depositantes do Nosso Banco. Clientes ouvidos pelo “O País” reclamaram da demora no atendimento e disseram que o Banco Central devia esclarecer melhor as razões do encerramento do Nosso Banco, porque há muita desinformação.
O processo de reembolso decorre das 08h00 às 12h00. Para atender os clientes, o extinto Nosso Banco criou um sistema de atribuição de senhas, considerado pouco eficaz pelos clientes. “Cheguei às 07h00 e atribuíram-me uma senha. Sou número 43. O agente do banco vem aqui fora e entra um por um. Até agora (10h45), ainda não fui atendido. Só me resta esperar, porque quero reaver o meu dinheiro”, disse Félix Chiruca.

Banco de Moçambique não revela quem são os membros do partido Frelimo accionistas do falido Nosso Banco

O Banco de Moçambique(BM) afirmou nesta sexta-feira(18) que não existe qualquer correlação entre os aumentos das taxas de referência e a falência do Nosso Banco, SA(ex-BMI Banco Mercantil e de Investimentos), assegurou ainda, através da sua Administradora Joana Matsombe, que “o nosso sistema bancário está estável, sólido e goza de uma boa saúde” e os “outros bancos estão bem”, tal como havia garantido em Outubro após a intervenção no Moza Banco. Todavia a administradora do pelouro de Emissão e Mercados recusou-se a nomear os pequenos accionistas da instituição bancária que são importantes membros do partido Frelimo entre eles o antigo Presidente Armando Guebuza, parentes do ex-Presidente Chissano, Teodato Hunguana, Mariano Matsinha, e até o marido da antiga primeira-ministra Luísa Diogo.
Joana Matsombe começou a conferência de imprensa, que tinha o propósito de tranquilizar os depositantes, informando “que não há razão para pânico porque o nosso sistema bancário está estável, sólido e goza de uma boa saúde. O nosso sistema bancário está bem capitalizado, tem liquidez para satisfazer as necessidades do mercado, os seja dos seus clientes. O nosso sistema bancário é bem gerido e tem uma boa carteira de crédito, ou seja a maioria das pessoas, singulares e colectivas, que contraem empréstimos pagam”. Ler mais (@Verdade – 21.11.2016)

segunda-feira, novembro 21, 2016

Rogério Manual diz que Banco Central agiu de má-fé ao encerrar Nosso Banco

O sector privado continua insatisfeito com a recente decisão do Banco de Moçambique fechar o Nosso Banco, mesmo com as declarações da Sexta-feira da administradora do Banco Central, segundo as quais o sistema financeiro está saudável.
O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique diz que o Banco Central agiu de má-fé ao encerrar o Nosso Banco. Rogério Manuel diz que o Banco Central devia dar uma chance ao banco extinto, à semelhança do Moza Banco.
“Isto de dizer que só eram 900 empresas e poucos depositantes não quer dizer que deixa de ser um banco licenciado por eles. Então, se o Moza Banco teve uma intervenção por parte deles, o Nosso Banco também merecia”, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Rogério Manuel.
Quanto ao banco United Bank for Africa em Moçambique SA (UBA), a Confederação das Associações Económicas de Moçambique continua com a previsão de que a instituição de crédito corre o risco de ser o próximo a entrar na falência, já que tem uma saúde financeira semelhante a do Nosso Banco.

domingo, novembro 20, 2016

Fundo de Garantias reembolsa a partir de amanhã depósitos dos clientes do Nosso Banco

O Fundo de Garantias de Depósitos reembolsa a partir de amanhã depósitos dos clientes do Nosso Banco. O valor máximo a reembolsar a cada depositante é de 20 mil meticais, de acordo com o Diploma do Ministério da Economia e Finanças publicado em Setembro.
Serão abrangidos apenas os depósitos expressos em meticais e de pessoas singulares residentes no país.
O reembolso dos depósitos termina no dia 9 de Fevereiro de 2017.
Segundo o Banco de Moçambique, cada depositante deverá dirigir-se para o balcão onde abriu a conta bancária.
Sexta-feira, o Banco Central garantiu que todos os depositantes do Nosso Banco terão reembolsos e disse existir a possibilidade de ajustar o valor máximo de 20 mil meticais previamente estabelecidos para devolver aos clientes com a falência do banco.
Fonte: O País – 20.11.2016

sábado, novembro 19, 2016

Nosso Banco

«Segundo fontes internas do NB, um outro cliente problemático do banco é o empresário Mamade Rasul de Nacala, cuja garantia imobiliária para um avultado crédito é questionada pela auditora Ernst & Young no Relatório de Contas de 2015. Aparentemente, quem “fez cair” o NB foi Rasul, que foi, há um ano e meio, buscar 30 milhões de dólares em empréstimos, uma operação que contou com o apadrinhamento de um executivo do banco, mas que violou todos os rácios prudenciais estabelecidos pelo Banco Central. Foram nulos vários esforços para ouvir Mamade Rasul em Nacala.»


Fonte: Savana 

terça-feira, novembro 15, 2016

Dissolução do Nosso Banco estava a ser preparada desde Março

O Diploma Ministerial que fixa em 20 mil meticais o limite da garantia a reembolsar pelo Fundo de Garantia de Depósitos revela que o Ministério da Economia e Finanças estava a preparar desde Março a “dissolução e liquidação” do Nosso Banco, e quiçá de outras instituições bancárias cuja situação financeira e prudencial seja deficitária.
Aprovado pelo Conselho de Ministros o Fundo de Garantia de Depósitos foi criado a 9 de Agosto de 2010, “visando reembolsar depósitos constituídos em instituições de crédito autorizadas a captar depósitos”, todavia desde então nunca havia sido estabelecido nenhum limite para o reembolso do valor global dos saldos de cada depositante tendo ficado prevista essa determinação a um Diploma do Ministério das Finanças, sob proposta do Banco de Moçambique, “considerando-se os saldos existentes à data em que se verificar a indisponibilidade dos depósitos”.
A crise económica e financeira que Moçambique está a viver, precipitada pelas dívidas escondidas das empresas Proindicus, MAM e EMATUM, tem trazido à tona diversas situações anómalas que faziam parte do nosso sistema financeiro e bancário.
A intervenção no Moza Banco deixou a impressão que tal atitude teria ficado-se a dever a mudança do Governador do Banco de Moçambique, no início de Setembro Rogério Zandamela substituiu Ernesto Gove.
Todavia, passada a surpreendente “dissolução e liquidação” do Nosso Banco, uma instituição participada pelo Estado(através do INSS e da EDM), e pelo partido Frelimo, uma leitura mais atenta dos comunicados do banco Central sobre o processo revela que o limite de reembolso do valor dos depósitos dos clientes de instituições bancárias foi estabelecido formalmente a 21 de Setembro, data da publicação em Boletim da República do Diploma Ministerial 61/2016, que no entanto estava preparado pelo Ministério da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, desde 29 de Março do corrente ano.

Fonte: @Verdade – 15.11.2016

domingo, novembro 13, 2016

Nosso Banco recebeu 3.4 mil milhões de meticais em depósitos de clientes só em 2015

O Nosso Banco, extinguido há dias pelo Banco de Moçambique, recebeu 3.4 mil milhões de meticais em depósitos de clientes só em 2015. O valor representa um aumento de 90% em relação aos depósitos captados pelo banco em 2014.
O Nosso Banco, extinto na última sexta-feira, ocupava a nona posição no ranking de captação de depósitos na Economia em 2015, indica a pesquisa sobre sector bancário nacional da KPMG publicada em Outubro.
Só em 2015, a instituição bancária recebeu 3.4 mil milhões de meticais em depósitos, depois de em 2014, ter recebido 1.8 mil milhões.
Com a liquidação do Nosso Banco, o Banco de Moçambique, através do Fundo de Garantia de Depósitos, terá de reembolsar 20 mil meticais, no máximo, a cada um dos seus depositantes até o dia 11 de Janeiro.

sábado, novembro 12, 2016

Banco de Moçambique manda dissolver e liquidar “Nosso Banco”

Mais uma bomba acaba de rebentar na banca. O Banco de Moçambique (BM) mandou encerrar com efeitos imediatos o “Nosso Banco” por falta de capitalização, uma estrutura económico-financeira insustentável, assim como devido graves problemas de liquidez e de gestão.
Um comunicado do Banco Central distribuído no final da tarde desta sexta-feira, indica que a situação financeira e prudencial do Nosso Banco, SA, tem estado a caracterizar-se por uma “contínua degradação dos principais indicadores prudenciais e de rendibilidade”.
“Após sucessivos incumprimentos dos planos de recuperação apresentados, o Banco demonstrou incapacidade de sair da difícil situação económico-financeira em que se encontra tendo-se, por conseguinte, colocado numa situação inviável. O Nosso Banco, SA, ao não executar os planos de recuperação apresentados não só violou as determinações do Banco Central, como não logrou o restabelecimento do equilíbrio da sua situação económico-financeira. Assim, considerando que com as medidas tomadas não foi possível a recuperação da situação financeira e prudencial deficitária em que a instituição se encontra, pondo em risco os interesses dos depositantes e demais credores, bem assim o normal funcionamento do sistema bancário, o Banco de Moçambique determinou a revogação da autorização para o exercício de actividade conferida ao Nosso Banco,, o que implica, a sua dissolução e liquidação” lê-se no comunicado do Banco Central.
Para os que têm dinheiro depositado no nosso Banco, o Banco informa que o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), assegurará o reembolso do valor dos depósitos constituídos por clientes do Banco que sejam pessoas singulares, mas na operacionalização dos reembolsos dos depósitos, o FGD observará as limitações impostas por lei.
O “Nosso Banco” nasceu em Novembro de 2015 a partir do polémico e antigo Banco Mercantil de Investimentos (BMI) com a coluna vertebral do Estado pois tem como accionistas o Instituto Nacional de segurança Social (o INSS com 77.2 porcento), a Electricidade de Moçambique (EDM com 15.1 porcento), a SPI (a empresa do partido Frelimo com 4 porcento), um ruandês de nome Alfred Kalisa (com 2.1 porcento) e outros pequenos accionistas quase todos eles da elite da Frelimo. O PCA é Dias Loureiro, antigo presidente do Instituto Nacional de Estatísticas. No seu Conselho de administração sentavam nomes sonantes da Frelimo como Mariano Matsinha e Feliciano Gundana como administradores.
Esta é a segunda vez em menos de três meses que o Banco de Moçambique agora comandado por Rogério Zandamela, intervém num Banco e desbarata mitos de “boa gestão”. Em Setembro o BM tomou o Moza Banco devido a problemas similares.


Fonte: Canal de Moçambique – 11.11.2016