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quarta-feira, março 29, 2017

BANCO MUNDIAL PODERÁ RETOMAR APOIO À MOÇAMBIQUE

O Banco Mundial pondera voltar a financiar o Orçamento de Estado, ainda este ano.
A pretensão da retoma do apoio, ao Orçamento do Estado, foi manifestada esta terça-feira, em Maputo, pelo Director do Banco Mundial, Mark Lundeil.
Vinte e cinco projectos estão inscritos, no pacote de apoio para os próximos anos, onde o Banco Mundial promete desembolsar um pouco mais de dois biliões de dólares americanos.
Segundo o Director do Banco Mundial, dezassete áreas estratégicas estão inscritas para o próximo apoio, devendo cada uma “consumir” entre oitenta e cento e vinte milhões de dólares.
Mark Lundeil apontou a promoção do crescimento diversificado, isto é, eficiência com fiabilidade de acesso a energia, como a principal área a ter em conta.
“Continuamos com a assistência técnica na área de mineração, principalmente para ajudar o governo nas suas negociações internacionais e a estruturação dos sectores de gás e minérios” – disse Lundeil.
O director do Banco Mundial disse que a sua instituição vai apoiar, igualmente, o projecto integrado de desenvolvimento de estradas secundárias, melhoria da produtividade agrícola, através do programa focado em pequenos produtores e irrigação, agricultura e gestão de recursos naturais e investimento no capital humano.

Fonte: Rádio Moçambique – 29.03.2017

sexta-feira, novembro 25, 2016

Vitimas de agiotagem chinesa protestam em Maputo

Milhares de moçambicanos foram vítimas de um esquema de empréstimos com promessa de pagamento de juros mensais a taxa de 30 por cento.
Cerca de dez mil pessoas estão envolvidas no negócio ilegal de venda de dinheiro na cidade de Maputo, protagonizado por uma Associação de Crédito Ajuda Mútua, liderada por cidadãos de origem chinesa. Escute (Voz da América - 23.11.2016)


domingo, novembro 20, 2016

Fundo de Garantias reembolsa a partir de amanhã depósitos dos clientes do Nosso Banco

O Fundo de Garantias de Depósitos reembolsa a partir de amanhã depósitos dos clientes do Nosso Banco. O valor máximo a reembolsar a cada depositante é de 20 mil meticais, de acordo com o Diploma do Ministério da Economia e Finanças publicado em Setembro.
Serão abrangidos apenas os depósitos expressos em meticais e de pessoas singulares residentes no país.
O reembolso dos depósitos termina no dia 9 de Fevereiro de 2017.
Segundo o Banco de Moçambique, cada depositante deverá dirigir-se para o balcão onde abriu a conta bancária.
Sexta-feira, o Banco Central garantiu que todos os depositantes do Nosso Banco terão reembolsos e disse existir a possibilidade de ajustar o valor máximo de 20 mil meticais previamente estabelecidos para devolver aos clientes com a falência do banco.
Fonte: O País – 20.11.2016

terça-feira, outubro 25, 2016

Governo admite “medidas dolorosas” para estabilizar economia

O Ministério da Economia e Finanças admitiu hoje que as medidas em curso face à crise económica no país são dolorosas mas também necessárias para a retoma do crescimento da economia moçambicana. 
"Os cortes no âmbito das medidas de contenção podem ser dolorosos, no curto-prazo, mas serão benéficos no médio e longo-prazo. São necessários para reequilibrar a economia", disse aos jornalistas em Maputo o director nacional de Estudos Económicos e Financeiros no Ministério da Economia e Finanças, Vasco Nhabinde, à margem do Fórum Público sobre os Desafios Macroeconómicos de Moçambique e da Conjuntura Actual.
Para relançar a economia do país, que registará este ano o seu pior crescimento dos últimos dez anos, prosseguiu Nhabinde, o Governo é obrigado a proceder a cortes em encargos como subsídios, bónus e despesas com viagens.
"Do lado fiscal, tem de haver cortes com peso no Orçamento do Estado, principalmente em despesas não produtivas, salvaguardando os investimentos com um efeito multiplicador na economia", acrescentou o director nacional de Estudos Económicos e Financeiros.

domingo, outubro 23, 2016

Tomaz Salomão entende que medidas do Banco Central não vão vencer a crise económica e financeira

O economista Tomaz Salomão, que falou hoje em Maputo, defende que as medidas tomadas recentemente pelo Banco de Moçambique não vão resolver o problema da crise económica e financeira que o país atravessa. Por isso, Salomão sugere que o Ministro da Economia e Finanças tome decisões até Dezembro, acompanhando a medida de modo a ajudar a resolver a situação.
“O crescimento económico não só é gerado pela componente monetária. Existem outros factores que devem ser postos na mesa, os quais induzem a recuperação e revitalização da economia. Esses elementos não são de natureza monetária. Por via das medidas do Banco Central o que vai acontecer é o encarecimento do dinheiro e não a resolução do problema”, disse Tomaz Salomão.

Fonte: O País – 23.10.2016

sexta-feira, abril 08, 2016

The Wall Street Journal acusa Moçambique de ter contraído dívida de 787 milhões de dólares

À semelhança do empréstimo da EMATUM, a denúncia da alegada dívida de 787 milhões de dólares vem do estrangeiro. Desta vez, do The Wall Street Journal. A informação foi divulgada um dia depois dos credores da EMATUM terem aceitado renegociar a dívida a pedido do Governo moçambicano. Segundo o jornal de Nova Iorque, os credores ficaram desapontados com a novidade e exigem explicações por não terem sido informados antes. O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que já leu a notícia, mas ainda não analisou para reagir.
“Vamos arranjar um dia para falar disso, porque eu próprio li a notícia, mas ainda não analisei”, disse o Ministro da Economia e Finanças.
Entretanto, o Banco de Moçambique (BM), que tem registado todos empréstimos do Estado para avaliar a sustentabilidade da dívida nacional, considera que a suposta dívida secreta poderá ter sido mesmo escondida, porque o Banco Central não a registou.
“A gestão da dívida externa é gerida no lugar vocacionado para isso, que é o Ministério das Finanças. Mas nós precisamos de fazer um estudo macroeconómico para vermos a sustentabilidade da dívida de Moçambique e, para isso, precisamos de dados que devem ser revelados e disponibilizados. Nós não temos registo dessa dívida”, disse Ernesto Gove, Governador do Banco de Moçambique.
No total, The Wall Street Journal calcula que o país contraiu uma dívida externa de pelo menos 1.4 mil milhões de dólares só em 2013, facto que agravou a dívida do país em 25%.
Ouvimos economistas, para perceber os possíveis impactos da dívida, caso a informação seja verídica. Todos consideram que a dívida pode levar o país ao abismo.

Fonte: O País – 08.04.2016