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terça-feira, novembro 22, 2016

Banco UBA reclama boa saúde financeira

Quanto ao banco United Bank for Africa em Moçambique SA (UBA), a Confederação das Associações Económicas de Moçambique continua com a previsão de que a instituição de crédito corre o risco de ser o próximo a entrar em falência, já que, segundo a sua análise à informação do banco, constatou que tem uma saúde financeira semelhante à do Nosso Banco.
“Só olhei para o rácio. Se forem a ver os indicadores lançados pelo Banco de Moçambique, não é só o UBA, são muitos bancos, e não há muita diferença entre eles. Então, o que faz qualquer empresário acreditar num banco é a informação que o próprio banco lança. É só olharem para os indicadores, hão-de ver quantos bancos estão ali quase na mesma percentagem”, referiu Rogério Manuel.
A direcção do United Bank for Africa Moçambique (UBA), no entanto, desmentiu o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, através de um comunicado, afirmando que a saúde financeira do banco é boa. A instituição de crédito diz que o seu rácio de solvabilidade é de 14.64%. Hélder Chambisse é o administrador delegado do UBA Moçambique

Fonte: O País – 22.11.2016

Depositantes do Nosso Banco queixam-se de demora no atendimento para reembolsos

Arrancou, ontem, o reembolso aos depositantes do Nosso Banco. Clientes ouvidos pelo “O País” reclamaram da demora no atendimento e disseram que o Banco Central devia esclarecer melhor as razões do encerramento do Nosso Banco, porque há muita desinformação.
O processo de reembolso decorre das 08h00 às 12h00. Para atender os clientes, o extinto Nosso Banco criou um sistema de atribuição de senhas, considerado pouco eficaz pelos clientes. “Cheguei às 07h00 e atribuíram-me uma senha. Sou número 43. O agente do banco vem aqui fora e entra um por um. Até agora (10h45), ainda não fui atendido. Só me resta esperar, porque quero reaver o meu dinheiro”, disse Félix Chiruca.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Falência de Nosso Banco alerta sistema bancário moçambicano

Um estudo da consultora internacional KPMG indica que, em 2015, cinco bancos comerciais, tiveram prejuizos, em Moçambique, e curiosamente, não se inclui o extinto Nosso Banco.
O CIP, através da investigadora Celeste Banze analisou o relatório da KPMG e diz que entre as instituições que tiveram prejuízos em 2015 figuram o Capital Bank, Banco ABC, Ecobank Moçambique, Banco Mais Moçambique e o United Bank of Africa (UBA), sublinhando, no entanto, que nenhum desses bancos está numa situação de falência.

As instituições bancárias Banco ABC, Banco Mais Moçambique e United Bank of Africa já publicaram entretanto comunicados dizendo que a sua situação é estável.

Em menos de dois meses, o Banco de Moçambique intervencionou o Moza Banco e liquidou o Nosso Banco.

sábado, novembro 12, 2016

Banco de Moçambique manda dissolver e liquidar “Nosso Banco”

Mais uma bomba acaba de rebentar na banca. O Banco de Moçambique (BM) mandou encerrar com efeitos imediatos o “Nosso Banco” por falta de capitalização, uma estrutura económico-financeira insustentável, assim como devido graves problemas de liquidez e de gestão.
Um comunicado do Banco Central distribuído no final da tarde desta sexta-feira, indica que a situação financeira e prudencial do Nosso Banco, SA, tem estado a caracterizar-se por uma “contínua degradação dos principais indicadores prudenciais e de rendibilidade”.
“Após sucessivos incumprimentos dos planos de recuperação apresentados, o Banco demonstrou incapacidade de sair da difícil situação económico-financeira em que se encontra tendo-se, por conseguinte, colocado numa situação inviável. O Nosso Banco, SA, ao não executar os planos de recuperação apresentados não só violou as determinações do Banco Central, como não logrou o restabelecimento do equilíbrio da sua situação económico-financeira. Assim, considerando que com as medidas tomadas não foi possível a recuperação da situação financeira e prudencial deficitária em que a instituição se encontra, pondo em risco os interesses dos depositantes e demais credores, bem assim o normal funcionamento do sistema bancário, o Banco de Moçambique determinou a revogação da autorização para o exercício de actividade conferida ao Nosso Banco,, o que implica, a sua dissolução e liquidação” lê-se no comunicado do Banco Central.
Para os que têm dinheiro depositado no nosso Banco, o Banco informa que o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), assegurará o reembolso do valor dos depósitos constituídos por clientes do Banco que sejam pessoas singulares, mas na operacionalização dos reembolsos dos depósitos, o FGD observará as limitações impostas por lei.
O “Nosso Banco” nasceu em Novembro de 2015 a partir do polémico e antigo Banco Mercantil de Investimentos (BMI) com a coluna vertebral do Estado pois tem como accionistas o Instituto Nacional de segurança Social (o INSS com 77.2 porcento), a Electricidade de Moçambique (EDM com 15.1 porcento), a SPI (a empresa do partido Frelimo com 4 porcento), um ruandês de nome Alfred Kalisa (com 2.1 porcento) e outros pequenos accionistas quase todos eles da elite da Frelimo. O PCA é Dias Loureiro, antigo presidente do Instituto Nacional de Estatísticas. No seu Conselho de administração sentavam nomes sonantes da Frelimo como Mariano Matsinha e Feliciano Gundana como administradores.
Esta é a segunda vez em menos de três meses que o Banco de Moçambique agora comandado por Rogério Zandamela, intervém num Banco e desbarata mitos de “boa gestão”. Em Setembro o BM tomou o Moza Banco devido a problemas similares.


Fonte: Canal de Moçambique – 11.11.2016

sexta-feira, outubro 31, 2008

O preço de importação de viaturas sem subrassalentes no mercado interno

Há dois anos a Empresa de Transportes de Nampula (TPN) adquiriu seis autocarros. Hoje, o TPN tem circulação somente um autocarro, estando assim à beira da falência. Como consequência estão trinta e oito trabalhadores em risco pelo menos de não terem salários. Mas, o importante e prioritário é irmos aos motivos da redução drástica da frota em tão curto tempo.

Os autocarros “Yutong”, são de fabrico chinês, mas não têm peças sobressantes nas agências da marca em Nampula e a única que se localiza em Maputo não deixa sair peças a crédito. Afinal, a facilidade de aquisição de peças sobressalentes não é ou devia ser uma condição que determina na importação de viaturas para empresas públicas?

A TPN está a pagar o preço de importação de viaturas sem peças sobressalentes no mercado interno.

Foto retirada daqui.