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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Jorge Ferrão nega ter inibido uso de minissaias nas escolas moçambicanas

O antigo ministro da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), actualmente reitor da Universidade Pedagógica (UP), Jorge Ferrão, diz que em nenhum momento proibiu o uso de mini-saias nos estabelecimentos do ensino público moçambicano, assunto que gerou pandemônio e debate na sociedade.
Por conta desta situação, uma cidadã de nacionalidade espanhola, Eva Anadon Moreno, foi humilhantemente detida e deportada 30 de Março do ano passado, por participar, na companhia de outras cidadãs, numa reunião pública cujo fim era reivindicar o término da violência contra a rapariga nas escolas.
Na altura, algumas correntes intenderam que Eva Moreno e as mulheres na sua companhia contestavam a decisão, supostamente do MINEDH, que obrigava as alunas a abandonar o uso de saias cuja bainha fica bem acima dos joelhos.
Aliás, a confusão não parou por aí, a magistrada Benedita Langa foi também presa no Aeroporto de Mavalane quando tentava evitar a deportação de Eva Moreno, pois considerava-se a sua expulsão do país ilegal, facto que, mais tarde, foi corroborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ordenando a realização de um inquérito cujo desfecho ainda é publicamente desconhecido.

quarta-feira, dezembro 28, 2016

Jorge Ferrão elimina curso de Ciências Médicas da UP

Pode ser necessária, mas parece uma medida muito precipitada. Parece-me que ainda não aprendemos das consequências de uma ruptura total e instantâneo aquando da independência em 1975. Precipitacão porque o Reitor acaba de tomar pastas e sendo uma instituição daquela dimensão, Jorge Ferrão deve precisar de tempo para conhecer a instituição e o staff para além que esta medida devia ser fundamentada com um estudo que avaliasse as vantagens e desvantagens e as ainda as consequências tanto para a instituição como para os estudantes.Leia aqui

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Jorge Ferrão destituído por travar politiquice na Educação

Jorge Ferrão, antigo Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), considerado sensível aos problemas que enfermam este sector, foi exonerado e substituído pela deputada Conceita Sortane, alegadamente porque não “fazia um controlo político na educação”, e tão-pouco “era um comissário político” do partido no poder, a Frelimo. Assim entende o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

“Todos nós perguntamos como se exonera um dirigente” que, aparentemente, fazia um trabalho apreciável. Contudo, “cada governo tem a sua estratégia de governação e devemos respeitar isso”, disse ao @Verdade Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do MDM.

Para aquela formação política, Jorge Ferrão foi afastado do cargo e nomeado reitor da Universidade Pedagógica (UP) porque “não fazia um controlo político na Educação”, mas sim, profissional.

sexta-feira, novembro 25, 2016

O pecado do Ferrão

Editorial do @Verdade

Pode parecer piada, mas não é. A competência é um dos piores defeitos. Ser competente, neste país, é um pecado capital, sobretudo no Governo da Frelimo. Basta ser um indivíduo competente para sofrer ostracismo, o dos mais mórbidos que se tem registo. Na verdade, a Frelimo já vem nos habituando com a sua falta de bom senso desde a Independência Nacional. Aliás, não é novidade para os moçambicanos que o Governo da Frelimo tem vindo a colocar indivíduos de competência duvidosa em cargos de direcção.

Não é preciso de um olhar clínico para perceber a horda de incompetentes que abundam na Função Pública ou no Aparelho do Estado. Desde Ministros a Governadores provinciais, passando pelos Presidentes de Conselho de Administração de empresas públicas ou participadas pelo Estado, até à própria liderança do partido e ao simples chefe de um Posto Administrativo.

O Presidente da República é, neste momento, o promotor-mor da incompetência. Aliás, no auge da sua incompetência, recentemente, nomeou uma senhora sem experiência e competência conhecida para um dos ministérios estratégicos e vitais para a saúde económica do país, afastando um indivíduo com larga experiência e bastante competente. Quando parecia que o Chefe de Estado havia esgotado a demonstração da sua incompetência, eis que esta semana surpreendeu os moçambicanos com mais uma das suas estupidezes: a exoneração do ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão.

O pecado de Ferrão é ter sido um ministro extremamente competente. O Governo da Frelimo não gosta de competentes. É de senso comum o prestimoso e visível trabalho que ele vinha fazendo naquele ministério. Jorge Ferrão imprimiu uma nova dinâmica na Educação, um sector que era tido com um dos piores, principalmente no que diz respeito ao seu funcionamento.


Fonte: @Verdade – 25.11.2016

Conceita Sortane é nova Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, através de Despacho Presidencial, Conceita Ernesto Xavier Sortane para o cargo de Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano.
Mestre em Educação e Currículo pela Pontifício, Universidade Católica de São Paulo, no Brasil, Conceita Sortane é actualmente deputada na Assembleia da República pela Bancada Parlamentar da FRELIMO, onde desempenha a função de Presidente da Comissão de Assuntos Socais, Género, Tecnologias e Comunicação Social.
Fonte:  O País – 25.11.2016

quinta-feira, março 31, 2016

Governo de Filipe Nyusi expulsa cidadã espanhola, num claro aviso de intolerância a quem queira manifestar-se em Moçambique

É notável o trabalho feito nas últimas décadas pelo Ministério da Educação, ora de Desenvolvimento Humano, em formar sujeitos passivos que não só escrevem mal a sua língua oficial, como também não sabem fazer contas. E são milhares os doutorados em servir o partido Frelimo. São jovens que desconhecem que o Direito à manifestação está consagrados na Constituição e nem percebem que o Estado, que nunca foi verdadeiramente democrático, está a passar de policiado a militarizado. Nesta quarta-feira(30), em pleno mês da mulher, foi deportada do nosso país uma cidadã de nacionalidade espanhola por apenas ter participado de uma reunião pública na qual reivindicava, na companhia de outras cidadãs, o fim da violência contra a rapariga nas escolas e não contestava, como se quer fazer crer, o comprimento das saias das alunas.

A meio da manhã do passado dia 18 um contingente de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) armados reprimiu, com alguma violência, o exercício do direito de reunião pacífica de algumas dezenas de cidadãs que se juntaram nas proximidades da Escola Francisco Manyanga, na cidade de Maputo.

As cidadãs pretendiam chamar a atenção da sociedade para “o carácter brutal e machista das práticas de violência contra as raparigas, vigentes e “normais” em muitas escolas do país. Pretendia-se que o material fosse provocador, de modo a incentivar e promover o debate. O sentimento que se tem, é que estes assuntos são constantemente ignorados, pelo que é necessário obrigar as pessoas a reflectir sobre o tema e a tomar posições para combater de uma vez por todas estas situações que afugentam as raparigas da escola”, refere um artigo escrito pelo Fórum Mulher, Organização Não Governamental (ONG) que organizou o encontro onde se pretendia também apresentar uma peça teatral.

Cinco activistas, duas delas estrangeiras, foram detidas até ao fim da tarde desse dia na 7ª esquadra pelas autoridades policiais que não quiseram ouvi-las cantar “Quando as mulheres se unirem, o patriarcado vai cair/Quando as meninas se unirem, o machismo vai cair/ Quando as mulheres se unirem, a violência vai cair/Vai cair, vai cair, vai cair...”. Ler mais (@Verdade – 31.03.2016)

terça-feira, março 22, 2016

Proibição de saias curtas nas escolas moçambicanas divide opiniões

Saias curtas ou compridas nas escolas de Moçambique? É um tópico que domina o debate público na capital, Maputo, desde que o Ministério da Educação proibiu o uso de saias curtas, alegando que este é um dos motivos do assédio e da violação sexual no país.
Algumas escolas públicas passaram a obrigar as alunas a usarem saias compridas, já apelidadas de "maxi-saias", que vão da cintura aos tornozelos. Mas para a sociedade civil esta não é a solução para o problema, pois incide sobre a vítima e não sobre o atacante. Ler maiss  (Deutsche Welle – 22.03.2016)

Governo diz que proibição de saias curtas nas escolas é para proteger meninas

O ministro da Educação de Moçambique, Jorge Ferrão, defendeu a decisão das escolas moçambicanas de proibirem o uso de saias curtas no uniforme escolar, considerando que visa proteger "a própria menina".

"Existe uma descrição clara e medidas exactas que devem ser usadas para se costurar os uniformes dos ensinos primário e secundário, todas estas medidas para o vestuário visam salvaguardar a própria menina, dando-lhe integridade e fazer com que ela apareça de forma decente", afirmou Ferrão, citado hoje pelo jornal País, principal diário privado em Moçambique.
O ministro moçambicano da Educação criticou as activistas que lutam pelos direitos das mulheres que repudiaram a interdição da minissaia e que promoveram um protesto que levou à detenção na sexta-feira em Maputo, por algumas horas, de cinco mulheres que se envolveram na manifestação.
"Os adultos que dizem não faça A, B e C têm a vida organizada, têm casa, têm carros, têm conta bancária e estão bem. Aquelas crianças vão ficar sem emprego, sem profissão, porque alguém decidiu defendê-las por causa dos seus direitos. Mas essas pessoas nunca as fizeram cumprir os seus deveres", sublinhou Jorge Ferrao.

segunda-feira, março 21, 2016

RESTITUIDAS À LIBERDADE MULHERES DETIDAS EM PROTESTO CONTRA PROIBICAO DE SAIAS CURTAS

As cinco mulheres detidas na última sexta-feira, quando protestavam contra a proibição do uso de saias curtas nas escolas moçambicanas, foram restituídas à liberdade no mesmo dia, informou hoje a Polícia a nível da cidade de Maputo, capital do país.

Neste momento, segundo o porta-voz da corporação, Orlando Mudumane, o processo das cinco mulheres prossegue com os trâmites legais subsequentes.


Elas foram restituídas à liberdade e o processo vai prosseguir com os trâmites legais subsequentes. Algumas assumiram que estavam em protesto contra a proibição do uso das mini saias. Outras davam informações contraditórias. Diziam que estavam a fazer uma peça teatral, mas no fundo constatou-se que elas se tinham reunido para contestar contra a medida, disse a fonte, falando hoje, em Maputo, no habitual briefing semanal a imprensa.

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Ministro Ferrão não quer telemóveis nas salas de aulas

O uso de telemóveis, vulgos celulares nas salas de aulas é visto como uma das causas de baixo aproveitamento pedagógico nas escolas um pouco pelo país.
E para que essa prática não ganhe moda para as gerações vindouras, o ministro de Educação e Desenvolvimento Humano do nosso país, Jorge Ferrão, anunciou que a partir do presente ano lectivo o uso de telemóveis nas salas de aulas passa a ser proibido. Falando em Alto Molócuè aquando da abertura do ano lectivo, Ferrão explicou que em muitas ocasiões, os professores interrompem aulas para atenderem chamadas ou mandar “sms” e quando assim acontece, os alunos também aproveitam-se e também fazem a mesma coisa que o professor fez. Isso na óptica do ministro perturba a concentração quer do professor assim como do aluno.
Refira-se que o aproveitamento pedagógico do ano lectivo findo esteve abaixo dos 80% situação tida como preocupante para o sector.

Fonte: Diário da Zambézia – 09.02.2016

terça-feira, setembro 22, 2015

MINEDH dispensou alunos “problemáticos” para garantir decurso normal das aulas

Dispensar os alunos que desmaiavam com frequência para garantir o decurso normal das aulas. Essa foi a solução encontrada pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano para a onda de desmaios que agitou a Escola Secundária da Manhiça, província de Maputo, durante o primeiro trimestre deste ano. São ao todo 80 alunos e a maioria já regressou ao ambiente escolar.
A decisão de suspender os alunos problemáticos, para garantir a continuidade do processo de ensino e aprendizagem para a maioria saudável, foi aplicada também outras instituições de ensino que registaram o mesmo problema, na regiões centro e norte do país.
“Pedimos àqueles que estavam doentes para que se curassem e demos a garantia de que, assim que melhorassem, teriam a oportunidade de voltar à escola. Esta foi e continua a ser a minha recomendação”, explicou Jorge Ferrão, sexta-feira, durante a visita que efectuou à Escola Secundária da Manhiça, para monitorar a situação.
Fonte: O País – 21.09.2015

sábado, abril 11, 2015

Carta aberta ao Ministro da Educação, Jorge Ferrão

Nós, os professores, não queremos ser milionários


Por Francisco Wache

Senhor Ministro, tenho acompanhado atentamente o seu trabalho, desde que ascendeu ao cargo de Ministro de Educação e Desenvolvimento Humano. Diga-se, tem sido um trabalho, até agora, excelente. Há, de facto, necessidade de reflectirmos sobre o rumo a que a nossa Educação está a tomar. Tenho aplaudido bastante algumas conclusões a que tem chegado sobre os problemas que enfermam a Educação, daí que tenho sido o seu fã incondicional.

Na quinta-feira, dia 9 de Abril, acompanhei atentamente o seu discurso no Parlamento. E como de costume, fiquei emocionado ao ouvir que sabe falar com propriedade sobre os problemas que enfermam a nossa Educação. Mas também ouvi, com muita tristeza, a firmação de que “em nenhuma parte do mundo o professor é milionário”.

sexta-feira, abril 26, 2013

UniLúrio projecta construir escola secundária no Niassa

A Universidade Lúrio (UniLúrio) projecta construir uma escola secundária especial para os estudantes da 11ª e 12ª classes, na província do Niassa, cujo objectivo principal será prepará-los para o ensino superior, segundo avançou na passada quarta-feira o respectivo Reitor, Jorge Ferrão, o qual justificou que tal iniciativa surge do facto de até hoje o número de estudantes daquela província que entram no ensino superior público situar-se em cerca de quatro por cento do total dos estudantes do país, devido fundamentalmente à sua preparação deficiente.

sábado, julho 14, 2012

Cidade de Nampula: UniLúrio projecta implantar hospital

A Universidade Lúrio (UniLúrio), sedeada na cidade de Nampula, pretende implantar, na chamada capital do norte, um hospital privado de referência, com capacidade para 70 camas.

Aquela instituição pretende ainda criar uma empresa que possa produzir feijão e soja, em Unango, na província do Niassa. Embora sem precisar para quando tal deverá ocorrer, o reitor daquele estabelecimento do Ensino Superior, Jorge Ferrão, disse que a implantação da unidade hospitalar, na cidade de Nampula, e da empresa, visa garantir a absorção dos quadros formados e facilitar a comercialização destes dois produtos localmente.