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quarta-feira, março 30, 2016

Moçambique: autoridades ameaçam deportar activista do movimento feminista (Actualizações mais recentes: extradição confirmada)

Até a 01h00 de hoje, quarta-feira 30, a activista encontrava-se retira pela polícia no aeroporto internacional de Maputo. 
(Notícia em actualização)
30/03 - 13h40: EVA VAI EMBARCAR AS 15h35 (HORA DE MAPUTO) E ESPERA_SE QUE CHEGUE A MADRID AS 13h25 (HORA LOCAL). Um agente da Polícia da República de Moçambique acompanha-a.
30/03 - 10h40: CONFIRMADA A EXTRADIÇÃO DE EVA ANADÓN MORENO. Advogados tentam reverter a situação, mas tudo indica que a activista embarca hoje as 14h, horas de Maputo.
"Deportam-me hoje. Já estou retida no aeroporto. Os advogados estão a tentar produzir um documento que suspenda temporalmente o auto. Mas não sabemos se vai dar tempo", confirmou-me Eva Anadón

23h50: A Procuradora Geral da República foi impedida de retirar a activista do aeroporto. Segundo a polícia, há ordens superiores para deporta-la. Ler mais (Pambazuka – 30.03.2016)

terça-feira, março 22, 2016

Proibição de saias curtas nas escolas moçambicanas divide opiniões

Saias curtas ou compridas nas escolas de Moçambique? É um tópico que domina o debate público na capital, Maputo, desde que o Ministério da Educação proibiu o uso de saias curtas, alegando que este é um dos motivos do assédio e da violação sexual no país.
Algumas escolas públicas passaram a obrigar as alunas a usarem saias compridas, já apelidadas de "maxi-saias", que vão da cintura aos tornozelos. Mas para a sociedade civil esta não é a solução para o problema, pois incide sobre a vítima e não sobre o atacante. Ler maiss  (Deutsche Welle – 22.03.2016)

Governo diz que proibição de saias curtas nas escolas é para proteger meninas

O ministro da Educação de Moçambique, Jorge Ferrão, defendeu a decisão das escolas moçambicanas de proibirem o uso de saias curtas no uniforme escolar, considerando que visa proteger "a própria menina".

"Existe uma descrição clara e medidas exactas que devem ser usadas para se costurar os uniformes dos ensinos primário e secundário, todas estas medidas para o vestuário visam salvaguardar a própria menina, dando-lhe integridade e fazer com que ela apareça de forma decente", afirmou Ferrão, citado hoje pelo jornal País, principal diário privado em Moçambique.
O ministro moçambicano da Educação criticou as activistas que lutam pelos direitos das mulheres que repudiaram a interdição da minissaia e que promoveram um protesto que levou à detenção na sexta-feira em Maputo, por algumas horas, de cinco mulheres que se envolveram na manifestação.
"Os adultos que dizem não faça A, B e C têm a vida organizada, têm casa, têm carros, têm conta bancária e estão bem. Aquelas crianças vão ficar sem emprego, sem profissão, porque alguém decidiu defendê-las por causa dos seus direitos. Mas essas pessoas nunca as fizeram cumprir os seus deveres", sublinhou Jorge Ferrao.