domingo, outubro 17, 2010

'Unidade nacional no Zimbabué vai acabar'

O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, disse que o acordo de unidade nacional, que termina dentro de quatro meses, não será prolongado.
Morgan Tsvangirai tem partilhado o poder com o Presidente Robert Mugabe desde Fevereiro de 2009, sob um acordo alcançado depois das disputadas eleições de 2008.
Mugabe disse que o país deve levar a cabo um referendo sobre uma nova constituição no início de 2011 e realizar posteriormente as eleições.
Ele disse que estava relutante em renegociar o acordo de unidade uma vez que alguns eventos que estão a acontecer na coligação não fazem grande sentido.
"Alguns vão dizer vamos negociar e prolongar o acordo. Eu estou relutante porque parte das coisais que estão a acontecer na coligação são imbecis", disse Mugabe.
Os seus comentários foram transmitidos pela televisão estatal.

Fonte: BBC para África 15.10.2010

Nota: Leia também o comentário de Fábio Zanini, no seu blog "Pé na África" com o título: Acabou a brincadeira no Zimbábue.

sábado, outubro 16, 2010

Guebuza: em busca do tempo perdido

EDITORIAL do SAVANA

Mais uma vez sob pressão, o presidente Armando Emílio Guebuza foi forçado a mexer no Executivo escolhido por ele próprio, e para um segundo mandato, há pouco mais de nove meses.
Os violentos protestos populares no início de Setembro e os resultados devastadores dos índices da pobreza no país nos últimos seis anos ditaram a queda de várias cabeças, tal como tinha acontecido após o 5 de Fevereiro de 2008.

Aula de jornalismo de Lázaro Mabunda a Nuno Amorim

Meu caro Nuno Amorim,

Jornalismo tem regras, meu caro. Uma das regras é que quanto menor for a probabilidade de ocorrência de um determinado facto, maior é a probabilidade de esse facto ser notícia. Ou seja, quanto mais não se espera de um determinado acontecimento, maior é a probabilidade de ele ser notícia. Factos surpreendentes, mas acima de tudo pouco comuns.
É por isso, meu caro, que se diz que "quando o cão morde o homem não é notícia. É notícia quando o homem morde o cão". Quer dizer, há um facto que é previsível e normal, que é o cão morder o homem e um outro facto que é imprevisível, que é o homem morder o cão.

A dança de ministros na Agricultura!

Por Lázaro Mabunda

Não me parece que quatro ministros que já passaram por aquele ministério, em seis anos – uma média de um ano e meio por ministro – sejam incompetentes (...). o que me parece é que não há ideia clara do que o Governo quer neste sector...

sexta-feira, outubro 15, 2010

Não ao regresso dos “Campos de Reeducação”

Editorial do Canalmoz/Canal de Moçambique

Haja, no mínimo, vergonha!

O tristemente célebre “sistema de reeducação”, que o regime da Frelimo pretendia que servisse de modelo prisional da nação moçambicana independente, caracterizou-se desde sempre por atropelos flagrantes à lei e ao desprezo pelos mais elementares direitos humanos consagrados em diversos instrumentos jurídicos. A reeducação começou por servir de capa de execuções sumárias decretadas por uma certa ala da Frelimo a partir de 1966, prática denunciada no seio da própria Frente de Libertação de Moçambique e que continuou depois de 25 de Junho de 1975, arrastando como corolário o nome do Estado moçambicano para os corredores de instâncias jurídicas internacionais onde algumas das vítimas começam agora a fazer valer os seus direitos em processos em curso.

Exoneração de ministros não resolve problemas económicos do país

“Na minha opinião, deve redefinir-se às políticas agrárias levadas a cabo pelo Governo”.
“Estas mexidas tomaram lugar muito tarde, tendo em conta que as áreas de Agricultura e do Comércio são fundamentais para um Estado como o nosso, onde os níveis de pobreza são altos.”

Partidos divergem quanto às medidas contra o “enchimento das urnas”

Propostas de revisão da legislação eleitoral

As bancadas parlamentares concordam que as eleições se realizem sempre em Outubro, mas divergem quanto às datas: o MDM propõe que a votação seja sempre a 12 de Outubro; a Frelimo na primeira semana de Outubro; e a Renamo no segundo domingo do mesmo mês.
Os três maiores partidos do país, nomeadamente, a Frelimo, Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) não se entendem quanto às formas a adoptar para eliminar o suposto fenómeno de enchimento de urnas levantado, sobretudo, pelos partidos da oposição, depois das eleições e visto como uma das causas do seu insucesso.

EExoneração de ministros não resolve problemas económicos do país (revisão)

Diz-se por ai que o projecto de trocar armas (ex-ministro do interior) por enxadas (actual ministro da agricultura) já está a dar frutos. Mas será que tais frutos amadurecem mesmo? Caso amadureçam, será que tais frutos serão comprados, ou vão apodrecer como as tangerinas de Inhambane, ou o ananás de Muxungue? A redefinição de politicas mencionada pelo Daviz inclui o modelo adoptado pelo governo de Malawi, onde camponeses tem acesso a fertilizantes a credito, e tem também o mercado garantido dos seus produtos. Na altura tínhamos o Instituto de Cereais - precisamos de tal instituto. Precisamos também de PARPAs regionais - as condições do Sul, Centro e Norte são bem diferentes e não basta apenas o PARPA dizer que reconhece tais diferenças enquanto todos tractores estão na zona árida e não em Cuamba, Gorongosa, ou Gurue. Precisamos de um PARPA mais focalizado para a agricultura na zona centro e norte, e um PARPA direccionado a pecuária e actividades não agrícolas geradoras de rendimento na zona sul. Atenção, redefinição de politicas não é só oferecer fertilizantes, mas garantir comercialização a preços justos.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Akwiri de Covó

DIALOGANDO

Por Mouzinho de Albuquerque

ANTES que “entulhe” os eventuais leitores com desconhecimentos, talvez comece por dizer que akwiri é uma palavra macua que em português significa feiticeiros, em singular diz-se mukwiri. E por falar de feiticeiros, quero reafirmar aqui, que o problema de pessoas acusadas de feitiçaria tem vindo a assumir em algumas regiões deste grande Moçambique, proporções que todos conhecemos e admitimos como graves.
Já tinha dito que é um fenómeno que merece vários estudos sociológicos e, segundo se diz, tem origem em questões ancestrais, sendo a sua prática oriunda da tradição bantu, onde o aspecto mais importante é a crença de que as pessoas, principalmente velhas encarnam os maus espíritos e são responsáveis pela “má sorte” ou morte de membros da família. Ainda bem que agora já temos muitos sociólogos formados no nosso país.

Desmobilizados de guerra já anunciaram as manifestações ao município de Maputo

A carta a informar as autoridades da realização das manifestações pacíficas dos desmobilizados já foi depositada no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, na terça-feira última, pelo líder do Fórum dos Desmobilizados, Hermínio Dos Santos, acompanhado por seus colegas. A marcha irá ter início às 09h00, do dia 22 do mês corrente, tendo como ponto de partida a estátua de Eduardo Mondlane ao Alto Maé. Irá terminar no Parque de Manutenção António Ripinga, na baixa da cidade.

Vandalismo lírico

Por Azagaia

O jovem rapper moçambicano, Edson da Luz, de seu nome artístico Azagaia, volta a surpreender com a temática das suas músicas. Um crítico confesso do regime no poder em Moçambique, Azagaia já foi alvo de censura dos órgãos públicos de comunicação social e tem sido perseguido, inclusivamente pela Procuradoria Geral da República que já o tentou silenciar intimidando-o com audições judiciais.
Foi indicado à Comissão Nacional de Eleições como cabeça de lista do MDM pela Província de Maputo, com capital na Matola, nas últimas eleições gerais a que o movimento liderado por Daviz Simango viria a ser impedido de concorrer em 9 círculos eleitorais. Desse modo foi afastado de mostrar a sua popularidade também no exercício da cidadania.
No extremo da censura, foi chamado para depor em autos de perguntas e respostas na Procuradoria Geral da República, alegadamente por ter interpretado uma música que incitava à violência. Mas o jovem não parou. Insistiu com o tema, cujo título é “Combatentes da Fortuna”. Hoje trazemos a letra da sua última obra rappe, VADALISMO LÍRICO, ainda fresca e a prometer fazer furor como aliás todas as outras:
Vandalismo lírico

(freestyle deixado no programa Impulso da Rádio Cidade)

Eu tenho a virilidade de Machel a pesar-me nos testículos
General do meu quartel, vou fornicar inimigos (2X)

Gaia!
Tu reconheces o moço
Pelo número de Maçarocas que arrotei no almoço
Perdizes que depenei e esfolei até o osso
E estrangularei esse Galo se não despertar o meu povo
Deram-me botas pra engraxar, mas eu apenas cospi
Disseram-me que não tinha escolha, e foi quando escolhi
Falsos! Agora sabem o que é ser um Mc
Não Roger, a minha alma ainda não a vendi
Cara bonita, mas eu cuspo feio
Nessas caras de latrina, com discurso cheio
De palavras bonitas, mas é de c* o cheiro
Abriram a boca e um milhão de moscas logo veio
Eu dei o…nome aos bois e nem sequer fui pastor como Mondlane
A cabras sabem disso, mas querem que eu mande no rebanho
E p´ra esses Mc´s que pensam em beefar o mano
Será na Casa Mortuária, o vosso próximo banho
Não adianta teres swagger se a tua mente não enxerga
Um palmo à frente do cap Gucci que te cega
Nem tudo que é m**da cheira à m**da, aprenda
…America embrulha bosta em papel de prenda
Tu és gangster? Nah, tu és moço direito
Gangsters mandam parar o vandalismo no gueto
Crianças rebeldes levam com chumbo no peito
E vão contar-te a estória das balas de borracha
Até tu acreditares no crime perfeito
Até acreditarmos no crime perfeito!!!

Auuuu
Azagaia é muito maaau
Até o Bin Laden fica tipo: uaaauu!!!

Disseram que não sou moçambicano porque o meu pai é de Cabo Verde
Eu sou muito africano, dois países, um continente
Queres saber quais são os meus fins,
Então estuda os meus princípios
Eu já não faço rap, bro, eu faço comícios
Cuspo discursos vitalícios
Com efeitos pró-activos
Que vais morrer e deixar pra os filhos dos teus filhos
Amaldiçoou-te a ti e toda tua descendência
Teus tataranetos vão envergonhar-se da tua incompetência
Verbal pra disputares com o Gaia
Cotonete Record got my back on fire
Rage, Izlo, Pitcho, Ivete não pára
Convida os niggas para ajoelharem-se e colocarem-te a tiara
Isto é violência gratuita pa todos que falam barato
Vestido pa matar, subo ao palco fardado
Vais querer ser pé descalço se eu for pedra no teu sapato
E só aceito que me bifes se um dia foste palhaço

Fred Jossias e Manos Azagaia
Os únicos que continuam reis por trás das barras

Mc´s paninas, nem com licença de parto
Terão tempo suficiente pra responder a este recado
Governo do povo não precisa de mandato
Povo no poder, o slogan tá gravado
Eles vieram com engenhocas
Pra acabar com os xiconhocas
Mas meia volta transformaram-se em xiconhocas
Por isso piso essa gente com versos mata-cobras
E deixo-te sem graça com esse rap de anedotas
Se tivéssemos no Japão teu cérebro era um pénis
Huh, pequeno demais, por isso não me entendes
Quando me vês na rua, tu te escondes, tu tremes
Porque sabes que carrego a revolução nos meus genes
Arrrrriiiii!!!!!
(a itálico, na própria letra, todos os calões/palavrões/palavras em Inglês)

(Redacção)

Fonte: CanalMoz - 2010-10-14

Frelimo força professores a serem membros do partido

– denuncia grupo de docentes no Dia Nacional do Professor

A direcção do partido Frelimo, a nível da província de Maputo, está a usar o facto de estar no poder para angariar mais membros na Função Pública. Um grupo de professores denunciou, durante as celebrações do Dia Nacional do Professor (12 de Outubro), que está a ser persuadido a adquirir cartão de membro do partido no poder e pagar quotas.
Estes docentes, sobretudo os recém admitidos e estagiários afectos em algumas escolas nos distritos, afirmam que num encontro realizado há dias para a definição de estratégias da realização de exames normais e extraordinários que se avizinham, foram pressionado a se filiarem ao partido no poder.
Os nossos interlocutores, sob anonimato, avançaram que desde os directores distritais, passando pelos directores das escolas, receberam orientações para persuadir todos os professores independentemente do regime (contratado ou efectivo) a serem membros do partido de “batuque e maçaroca” por formas a ganhar, de forma esmagadora, os próximos pleitos eleitorais.
“Quando acabávamos de entrar, foram-nos distribuídos impressos de modo a sermos membros do partido no poder. Preenchemos e recebemos os cartões. Às vezes, as direcções das escolas convocam reuniões com professores, com uma certa agenda, mas acabam falando de assuntos partidários”, contam.
Os professoram disseram ainda que, nos encontros nas escolas, sempre se mete um slogan político.
As fontes afirmam entretanto que faz falta discutirem-se assunto relacionados com a progressão nas carreiras profissionais e a falta transparência no processo de atribuição de bolsas. (Cláudio Saúte)

Fonte: CanalMoz - 2010-10-14

Reflectindo: Talvez isso seja novidade em Maputo, mas nas províncias, sobretudo em Nampula, já isso vem acontecendo desde há anos. Em Nampula começou a intensificar-se em 2005. Distribuir impressos a funcionários públicos para membros é violação de direitos individuais. Seria bom que os professores revelassem as escolas.

quarta-feira, outubro 13, 2010

MDM adere à “Internacional Democrata do Centro”

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) acaba de ser admitido como membro de pleno direito da “Internacional Democrata do Centro” (em Inglês “Centrist Democrat International”), que até 1999 se designava por “Internacional Democrata Cristã”, uma associação de partidos políticos democratas-cristãos e cristãos socialistas de vários países e cuja ideologia, de acordo com seu depoimento, foi baseada inicialmente no “humanismo cristão”.
A organização a que o MDM acabada de aderir foi fundada em 1961 sob o nome União Mundial Democrata Cristã.

Oposição reage: Remodelações no Governo já deviam ter acontecido há muito tempo

“A agricultura é”, na opinião de Ismael Mussa, SG do MDM, “uma cartada perdida do Governo de Guebuza”. “O grande problema é uma sucessão de falhas”. “Os erros que estão a ser cometidos hoje são de 1975”. “O que o Governo está a fazer é tentar inventar uma roda que já foi inventada”. A chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República, Maria Angelina, disse ao Canalmoz que “há muitos problemas de incompetência no Governo da Frelimo”. “A confiança política está a afundar o país e a reduzir a zero o esforço de muitos moçambicanos”. “O problema não está nas pessoas, mas, sim, no sistema que as nomeia”.

Graça Machel e Desmond Tutu contra Prémio Obiang da vida

Os académicos e defensores dos direitos humanos signatários desta missiva recordaram, uma vez mais, os graves abusos e o desbaratar das riquezas da Guiné Equatorial pelo Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que deu 300 mil dólares à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura de modo a ter direito a um prémio que o prestigiasse.
A continuação da existência deste galardão, proposto há três anos e ainda não atribuído a ninguém, devido à celeuma que levantou, “contradiz a missão da UNESCO e é um insulto aos africanos que trabalham para melhorar a realidade dos seus países”, dizem o arcebispo emérito da Cidade do Cabo, a antiga primeira dama de Moçambique e da África do Sul e as demais pessoas que se associaram à contestação.
Há dois dias um grupo de escritores latino-americanos, entre os quais o prémio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa, peruano, também pediu o cancelamento definitivo de toda e qualquer associação entre uma instância da ONU e um ditador africano que mantém na miséria três quartos dos seus compatriotas.
Os Estados Unidos avançaram já também com uma proposta de resolução no mesmo sentido, dirigida à 185ª sessão do Conselho Executivo da UNESCO, que está a decorrer em Paris até 21 de Outubro.

Fonte: Jornal Notícias - 13.10.2010

Proposals for New CNE Disappoint By Paul Fauvet

Proposals for amended electoral laws drafted by all three of Mozambique's parliamentary groups insist that political parties should retain a major role on the National Elections Commission (CNE), thus flying in the face of recommendations from civil society bodies that the CNE should be completely depoliticized.
When the parliamentary groups deposited their proposals last week, the spokesperson for the ruling Frelimo Party, Nyeleti Mondlane, said that Frelimo wants a non-partisan CNE, and is open to reducing the number of CNE members.
However, the Frelimo document submitted retains exactly the same structure as the CNE that ran the 2009 general elections - five members appointed by the political parties represented in the country's parliament, the Assembly of the Republic, and eight appointed by civil society bodies.

TIM: Revisão da lei eleitoral

Frelimo, Renamo e MDM, juntos pela partidarização da Comissão Nacional de Eleições.
A Frelimo, Renamo e MDM, estão a favor da partidarização da comissão nacional de eleições, mas divergem no número de representantes para este órgão e na data da realização das eleições.
O conhecido projecto de revisão da lei eleitoral levado a cabo pela assembleia da república está no processo de articulação das propostas avançadas pelos partidos políticos existentes no país, com destaque para a Frelimo, Renamo e MDM, todos estes com assentos parlamentares.
A Bancada da Frelimo defende:
-a redução dos 13 membros na CNE para cinco ou Nove.
-Para a data das eleições pretendem que seja no período não chuvoso. Realização das eleições presidenciais e legislativas na primeira semana de Outubro de cada ano eleitoral.
-A data deve ser definida pelo presidente da república com antecedência mínima de 18 meses.
-A fixação da data deverá também ter o aval da CNE
-As eleições presidenciais e legislativas devem realizar-se, simultaneamente, num único dia.
A Renamo avança com as seguintes ideia
- Revisão pontual das leis 7, 8, 9, 10 e 18, por entender que estas enterram a administração eleitoral.
-A CNE deve ser constituída por membros dos partidos políticos
Sejam eles com acento na AR ou não,
-A Frelimo, Renamo e o MDM deverão ser representados com 4 membros, os partidos extra-parlamentares com 3 membros e a sociedade civil também com 3 membros. Assim sendo, dos 13 membros da CNE, a Renamo pretende elevar para 18.
- As eleições devem ser marcadas 270 dias antes da sua efectivação (Isto é segundo domingo do mês de Outubro).
Já o Movimento democrático de Moçambique pretende que a CNE seja constituída por 7 membros, dos quais 3 deverão ser oriundos da AR
3 da sociedade civil e 1 dos partidos políticos extra-parlamentares.
- Para a data das eleições, o MDM propõe 12 de Outubro
Das contribuições consta também a criação de um tribunal eleitoral
Quanto ao financiamento da campanha eleitoral, a maioria parlamentar defende que deve resultar da contribuição dos próprios candidatos e dos partidos políticos ou coligação de partidos políticos; contribuição voluntária dos cidadãos nacionais e estrangeiros; entre outros.
Por outro lado o Orçamento do Estado deve prever uma verba para o financiamento da campanha eleitoral, a ser desembolsado aos destinatários até 15 dias antes do seu início.(Helenio Jeronimo)

Fonte: TIM (11/10/2010)

Os Números

A talhe de foice

Por Machado da Graça

Os números publicados neste jornal a semana passada, sobre a questão da pobreza entre nós, são muito preocupantes.
Não eram números provindos de qualquer organização de pouco crédito. Eram números retirados do Inquérito aos Orçamentos Familiares, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística.
E o que estes números nos mostram é que a guerra contra a pobreza não está a ser ganha.
Está a ser perdida. A nível de todo o país havia em 2008/9 mais pobreza do que em 2002/3. E, estou perfeitamente convencido, em 2010 a pobreza foi ainda maior.

Trazer o deputado mais próximo do eleitor

EDITORIAL do SAVANA

O que menos se espera acontece. É o que nos revela o relatório do MISA-Moçambique num estudo recentemente divulgado sobre o nível de abertura das instituições ao público. Era menos de esperar que a Assembleia da República, um órgão directamente eleito pelo povo, fosse considerada a instituição pública mais secretiva e menos transparente.

terça-feira, outubro 12, 2010

TIM: Mexidas no governo divide opinões

Mudanças no executivo dividem opiniões, população chora a saída do ministro da saúde e congratula a demissão do ministro do interior.
Cidadãos entrevistados pela TIM congratulam as mexidas efectuadas pelo Presidente da república ao seu executivo. Para muitos, a saída do Ministro de Interior já devia ter acontecido há mais tempo.
Os acontecimentos de 1 e 2 de Setembro que culminaram com a morte de alguns cidadãos foram a gota de água que transbordou o copo.
Por outro lado, os cidadãos choram a saída do Ministro da Saúde, a quem muitos consideram ter feito grandes melhorias na área da saúde.
Para os citadinos da Cidade de Maputo, as mudanças no governo devem estender-se a outros Ministérios que não estão a mostrar bom desempenho.

Veja o vídeo:


Fonte: TIM (12/10/2010)