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quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Músico “Claúdio Ismael” não vai mais participar em shows de artistas que não sejam moçambicanos

O músico moçambicano Cláudio Ismael divulgou uma mensagem na sua página oficial do facebook, no qual o mesmo diz que não vai mais participar em shows de artistas que não sejam moçambicanos, por conta dos promotores que tem optado por chamar os músicos de fora, excluindo assim os moçambicanos. Ler mais (TVE24)

sábado, abril 05, 2014

Gimo Mendes: Quem se dispõe a financiar o CD “Melo”?

O músico moçambicano Gimo Abdul Remane Mendes está à procura de apoios para promover o seu mais recente álbum a solo no nosso país com o título genérico “Meló”, em emakua, e “amanhã”, ao mesmo tempo que pretende lançar em solo pátrio o seu terceiro disco intitulado “Raízes”.
Gimo Mendes, de seu nome artístico, e radicado na Dinamarca há vinte anos, é citado pelo jornal a Notícias a dizer que com o seu terceiro álbum a solo, “Raízes”, pretende “retornar” através da música às suas origens africanas e, particularmente, moçambicanas, que observa com um futuro carregado de optimismo.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

VTS 01 1: Jame Ac



Nota: confesso que eu não conhecia este lado talentoso do meu amigo, o jovem Jame Ac, até que ele me surpreendeu quando me enviou este video clip.
Muito obrigado Jame e desejo-te muitos sucessos.

quarta-feira, julho 13, 2011

Impressionante

Apesar de tantos problemas, os nossos jovens, usufruindo a nova tecnologia, são criativos em arte, sobretudo na música. É impressionante.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Vandalismo lírico

Por Azagaia

O jovem rapper moçambicano, Edson da Luz, de seu nome artístico Azagaia, volta a surpreender com a temática das suas músicas. Um crítico confesso do regime no poder em Moçambique, Azagaia já foi alvo de censura dos órgãos públicos de comunicação social e tem sido perseguido, inclusivamente pela Procuradoria Geral da República que já o tentou silenciar intimidando-o com audições judiciais.
Foi indicado à Comissão Nacional de Eleições como cabeça de lista do MDM pela Província de Maputo, com capital na Matola, nas últimas eleições gerais a que o movimento liderado por Daviz Simango viria a ser impedido de concorrer em 9 círculos eleitorais. Desse modo foi afastado de mostrar a sua popularidade também no exercício da cidadania.
No extremo da censura, foi chamado para depor em autos de perguntas e respostas na Procuradoria Geral da República, alegadamente por ter interpretado uma música que incitava à violência. Mas o jovem não parou. Insistiu com o tema, cujo título é “Combatentes da Fortuna”. Hoje trazemos a letra da sua última obra rappe, VADALISMO LÍRICO, ainda fresca e a prometer fazer furor como aliás todas as outras:
Vandalismo lírico

(freestyle deixado no programa Impulso da Rádio Cidade)

Eu tenho a virilidade de Machel a pesar-me nos testículos
General do meu quartel, vou fornicar inimigos (2X)

Gaia!
Tu reconheces o moço
Pelo número de Maçarocas que arrotei no almoço
Perdizes que depenei e esfolei até o osso
E estrangularei esse Galo se não despertar o meu povo
Deram-me botas pra engraxar, mas eu apenas cospi
Disseram-me que não tinha escolha, e foi quando escolhi
Falsos! Agora sabem o que é ser um Mc
Não Roger, a minha alma ainda não a vendi
Cara bonita, mas eu cuspo feio
Nessas caras de latrina, com discurso cheio
De palavras bonitas, mas é de c* o cheiro
Abriram a boca e um milhão de moscas logo veio
Eu dei o…nome aos bois e nem sequer fui pastor como Mondlane
A cabras sabem disso, mas querem que eu mande no rebanho
E p´ra esses Mc´s que pensam em beefar o mano
Será na Casa Mortuária, o vosso próximo banho
Não adianta teres swagger se a tua mente não enxerga
Um palmo à frente do cap Gucci que te cega
Nem tudo que é m**da cheira à m**da, aprenda
…America embrulha bosta em papel de prenda
Tu és gangster? Nah, tu és moço direito
Gangsters mandam parar o vandalismo no gueto
Crianças rebeldes levam com chumbo no peito
E vão contar-te a estória das balas de borracha
Até tu acreditares no crime perfeito
Até acreditarmos no crime perfeito!!!

Auuuu
Azagaia é muito maaau
Até o Bin Laden fica tipo: uaaauu!!!

Disseram que não sou moçambicano porque o meu pai é de Cabo Verde
Eu sou muito africano, dois países, um continente
Queres saber quais são os meus fins,
Então estuda os meus princípios
Eu já não faço rap, bro, eu faço comícios
Cuspo discursos vitalícios
Com efeitos pró-activos
Que vais morrer e deixar pra os filhos dos teus filhos
Amaldiçoou-te a ti e toda tua descendência
Teus tataranetos vão envergonhar-se da tua incompetência
Verbal pra disputares com o Gaia
Cotonete Record got my back on fire
Rage, Izlo, Pitcho, Ivete não pára
Convida os niggas para ajoelharem-se e colocarem-te a tiara
Isto é violência gratuita pa todos que falam barato
Vestido pa matar, subo ao palco fardado
Vais querer ser pé descalço se eu for pedra no teu sapato
E só aceito que me bifes se um dia foste palhaço

Fred Jossias e Manos Azagaia
Os únicos que continuam reis por trás das barras

Mc´s paninas, nem com licença de parto
Terão tempo suficiente pra responder a este recado
Governo do povo não precisa de mandato
Povo no poder, o slogan tá gravado
Eles vieram com engenhocas
Pra acabar com os xiconhocas
Mas meia volta transformaram-se em xiconhocas
Por isso piso essa gente com versos mata-cobras
E deixo-te sem graça com esse rap de anedotas
Se tivéssemos no Japão teu cérebro era um pénis
Huh, pequeno demais, por isso não me entendes
Quando me vês na rua, tu te escondes, tu tremes
Porque sabes que carrego a revolução nos meus genes
Arrrrriiiii!!!!!
(a itálico, na própria letra, todos os calões/palavrões/palavras em Inglês)

(Redacção)

Fonte: CanalMoz - 2010-10-14

segunda-feira, junho 07, 2010

Biografia de Oliver N'Goma

Oliver N'Goma do seu verdadeiro nome Olivier N'Goma ou Noli para os amigos nasceu em Mayumba, Gabão no dia 23 de Março de 1959. O seu pai era professor e era considerado um dos melhores a tocar harmónica na região e foi pelas mãos dele que o jovem Oliver aprendeu a tocar este instrumento quando tinha oito anos.
Em 1971, a família deixou Mayumba para a capital do Gabão, Libreville, onde Oliver estudou contabilidade na escola secundária, juntou à banda da escola, “Capo Sound”, tocando violão. Oliver não se interessava muito pelas aulas de contabilidade, porque preferia concentrar-se nas suas duas grandes paixões: cinema e música.
Começou a coleccionar instrumentos musicais, e em pouco tempo já tinha um estúdio em casa, sempre com esperança de se tornar um músico profissional talentoso. No entanto, surgiu a oportunidade de começar a trabalhar como operador de câmara, a sua segunda paixão. Foi na Televisão do Gabão que Oliver começou a trabalhar como operador de câmara. Em 1988 viajou para Paris onde para formação. Durante o longo Inverno que passou na capital francesa Oliver aproveitou para trabalhar as suas composições, em demo.
Durante a sua estadia em Paris, Oliver conheceu Manu Lima, um dos melhores produtores de show Africano em Paris. Manu Lima ajudou a relançar a carreira de muitos artistas africanos, como Monique Seka, Pépé Kallé. Quando Manu Lima ouviu as melodias de Oliver pela primeira vez ficou logo maravilhado e concordaram em trabalhar juntos nas gravações do primeiro CD de Oliver, como director artístico.
O álbum foi bem recebido pela crítica, quando foi oficialmente apresentado, com o tema de maior sucesso, “Bane”. Mas em 1990, especialmente graças Rádio África Nº1 e Obringer Gilles, na Rádio France International, e posteriormente discotecas africanos e franceses, o tema “Bane” tornou-se num sucesso tremendo em toda a África, França e nas Antilhas, onde ainda hoje, é possível ser ouvida em qualquer parte.
“Bane” é um dos maiores sucessos da música moderna africana, juntamente como temas como Mário do Franco, Brigadier Sabari de Alpha Blondy’s, “Ancien Combattant” de Zao’s (Veteran) e o Kwassa Kwassa de Man`s Kanda Bongo . Manu Lima conseguiu um equilíbrio perfeito entre os ritmos africanos e uma nova batida do Zouk.
O tema Icole, também foi um sucesso. O álbum, “Bane” rapidamente tornou-se num dos discos mais vendidos na história da música Africana. E, Oliver teve a oportunidade de visitar as principais capitais africanos, apresentado as suas músicas, onde foi recebido como um chefe de Estado. Desde 1990, nenhuma música nova conseguiu ofuscar o sucesso alcançado por “Bane”.
Oliver recusou-se a deixar levar pelo enorme sucesso que alcançou, percebendo que teria que viver até ao seu novo estatuto. Assim que regressou ao trabalho, Ngoma sabia que o segundo album seria para ele uma espécie de libertação.
Oliver continuou a sua parceria musical com Manu Lima, e os dois começaram as sessões de gravação de "Adia" em conjunto no final do Verão de 1995. O álbum surgiu em meados de Dezembro do mesmo ano. Combinando sofisticação com proliferação de batidas.
Em 2001, Oliver gravou “Seva” , mas desta vez sem a parceria de Manu Lima. Contudo pouco tempo depois voltou a gravar com o produtor franco cabo-verdiano, Manu Lima, cuja competência foi tão crucial nos seus dois primeiros álbuns, e o resultado final deste reencontro foi “Saga” lançado em Maio de 2006.
A habilidade musical de Manu Lima que marcou o sucesso, que viria a premiar o álbum “Saga”, que é essencialmente um sucesso da dança estilo Zouk Africano.
Além da musica Saga, que dá nome ao álbum, o cd inclui vários outras canções, como Noli, uma espécie de rumba- zouk com destaque para os vocalistas e guitarras congoleses, bem como colaboração especial, com a parisiense MC Kevin Sauron: Lubuge.

Discografia:

Bane – CD Lusafrica

AdiaA – CD Lusafrica

Seva – CD Lusafrica

Saga – CD Lusafrica

Best of – CD Lusafrica

Best off clips – DVD Lusafrica
SAPO CV

Fonte: Notícias Sapo - 07.06.2010

Reflectindo: Descansa em Paz Oliver N'goma!