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domingo, fevereiro 12, 2017

Deslocados moçambicanos denunciam “distribuição política” de comida

Apontam o dedo à OJM, a ala juvenil da Frelimo
Centenas de deslocados do conflito político-militar entre o Governo e a Renamo, reassentados num campo na Gorongosa, na província moçambicana de Sofala denunciam a falta de assistência alimentar e médica e a distribuição discriminatória da pouco comida que chega.
As famílias reassentadas no campo de Nhataca 2, nos arredores da vila sede da Gorongosa, oriundas de várias zonas de influência da Renamo, queixam-se da discriminação politica na distribuição de alimentos, geralmente feita por grupos da OJM, a ala juvenil da Frelimo.
Há vários meses que a comida já não chega com regularidade aos campos de deslocados e a pouca que chega é distribuída entre apoiantes do partido no poder, de acordo com várias famílias, que revelam pagar gorjetas para ter acesso à comida ou têm de recorrem a trabalhos domésticos em quintais dos residentes locais para se alimentarem.

quinta-feira, maio 02, 2013

Funcionários do Millennium bim marcharam de “luto”

“No Millennium bim estamos de luto pelos nossos direitos mortos pelo patronato, pedimos justiça. Socorro!”, mensagem do sindicato dos trabalhadores do maior banco comercial do País...
... Outra questão que inquieta a classe prende-se com o “desprezo e a falta de diálogo entre o patronato, aliada à valorização da mão-de-obra estrangeira em detrimento da nacional” Ler mais

quarta-feira, agosto 22, 2012

Caros Jornalistas de O AUTARCA


Por Padre Zé Luzia, Nampula

Mais uma vez, quero felicitar-vos pela atitude ética que vislumbro no vosso trabalho. Para mim, a pedra de toque a este respeito, foi a facilidade com que vos apercebestes da desinformação inicial sobre o caso “OS PADRES DE NACAROA”.
Renovo a minha solidariedade com Falume Chabane juntando a minha voz à de todos aqueles que pelo mundo se indignaram com as pessoas da (in)justiça que tão descaradamente atropelam os mais elementares direitos de quem luta por causas justas em defesa, ainda por cima, de menores, vítimas de discriminação, como era o caso.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Educação recusa-se contratar professor por possuir dreadlock

Um cidadão de nome João Sualehe Afito, ou simplesmente Mele como é conhecido no meio artístico, sobretudo na promoção de música tradicional e acrobacia ao nível da província de Nampula, diz-se vítima de preconceito por parte da Direcção Provincial de Educação e Cultura por dispor de dreadlock.

domingo, janeiro 01, 2012

Saifa Pichora CABO DELGADO - Saifa Pichora: Apresenta preocupações para o Chefe do Estado

Por Pedro Nacuo

É PORTADORA de deficiência física, porque leprosa, vive na aldeia Nkoripo, arredores da sede distrital de Meluco, que teve a sorte de acolher a visita da Primeira-dama da República, em 19 de Novembro deste ano que hoje termina. Levantou-se para dar uns recados dirigidos ao Chefe do Estado na esperança de que, desta vez, como sublinhou, cheguem na verdade.

sábado, outubro 15, 2011

Egipto: Junta Militar egípcia emite decreto-lei contra discriminação

Cairo - A junta militar que governa o Egipto emitiu neste sábado um decreto-lei que proíbe a discriminação religiosa, sexual e racial, depois dos distúrbios de domingo passado entre o Exército e manifestantes coptas (cristãos egípcios).

terça-feira, junho 23, 2009

Abuso do poder público: AR rejeita projecto de lei

A ASSEMBLEIA da República (AR) rejeitou ontem o projecto de lei de defesa dos cidadãos contra o abuso do poder público. Trata-se duma proposição de iniciativa da bancada parlamentar da Renamo-União Eleitoral que tinha por objecto sancionar todos os actos que criassem situações de privilégio e discriminação com base em opções políticas que, alegadamente, se têm verificado nas instituições do Estado, empresas públicas ou maioritariamente participadas pelo Estado, com vista a que se alcance a boa governação, transparência e melhor prestação de serviços ao cidadão.

Segundo o proponente, constitui abuso do poder público todo o comportamento por parte do agente do Estado que prejudique o cidadão, quer discriminando, cerceando ou violando os seus direitos.

O projecto foi rejeitado pelo voto maioritário. Na declaração de voto, o deputado Castro N’Temassaka, da bancada parlamentar da Frelimo, disse, entre outros argumentos, que o projecto continha deficiências na sua concepção, era contraditório no seu articulado, reducionista no conceito de abuso de poder público, vazio no seu conteúdo e não acrescentava nenhuma mais-valia ao ordenamento jurídico do país, pois constituía matéria já tratada na Constituição da República e nas demais leis.

Por seu turno, o deputado José Palaço, da bancada minoritária, afirmou, entre outras coisas, que a Renamo-União Eleitoral defende um Estado apartidário, inclusivo e profissional e é contra o uso de meios materiais e humanos do Estado para fins partidários...

Fonte: Notícias

Comentário: Este projecto de lei que julgo ser muito importante, devia ter merecido um debate público.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Admissões ao emprego

O mais interessante passam a ser comentários de alguns. Falo de indivíduos que aconselham submissão, aconselham ver, ouvir e calar-se, esperando a sua vez de ser chefe e praticar o nepotismo, ver aqui. Dizem que noutros lados com muito emprego não há quem se interessa em coisas como nepotismo ou favoritismo nas admissões ao emprego. Mas qual outro lado? Conhecem esse país e podem nos dar como exemplo?
Ao contrário, em países desenvolvimentos que eu conheço, casos como estes, podiam custar o emprego do pai se se provasse que houve nepotismo. E seja como for uma instituição que lida com os problemas de discriminação, investigaria este caso até apurar a base que ditou ela, a filha do governador do banco tinha mais mérito entre todos os concorrentes.
O risco em Mocambique, é de possível criação de castas do tipo Índia. Começo a ver que um filho de pobres camponeses que luta arduamente estudando e mesmo com notas brilhantes nunca tem e nem vai ter o emprego do seu sonho, acabando a ser vendedor do informal ou camponês de cabo curto, ainda que nem crédito para desenvolver a agricultura tem o direito, precisamente porque não tem padrinhos.