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sábado, novembro 10, 2012

Em mais uma graduação: UEM reajusta currículo

A UNIVERSIDADE Eduardo Mondlane (UEM) procedeu-se ao reajustamento curricular em praticamente todas as unidades da instituição garantindo, assim, que os currículos possuam a devida relevância, actualidade e conversibilidade regional.

Segundo Orlando Quilambo, Reitor da UEM, que ontem falava em mais uma cerimónia de graduação, os cursos de Mestrado é que foram extremamente reforçados, com a aprovação de Mestrados nas áreas de recursos naturais, ciências veterinárias, serviços sociais e reassentamento urbanos.

Na cerimónia de ontem, a UEM graduou 911 estudantes, sendo 836 Licenciados e 48 Mestres nas diferentes áreas do conhecimento. Estes se juntam aos 601 que em Abril deste ano se graduaram, o que conduz a uma graduação no presente ano de cerca de 1521 cidadãos, entre Licenciados, Mestres e Doutores. Ler mais
Fonte: Jornal Notícias – 10.11.2012

quinta-feira, junho 14, 2012

No Pavilhão da UEM: Guebuza pede paciência aos jovens

O encontro teve um grande vencedor: Armando Guebuza, pois, este, soube deixar a sua mensagem. os jovens foram a maior desilusão, na medida em que não foram capazes de enfrentar o Presidente da República e deixar ficar as suas preocupações. Os jovens, na verdade, limitaram-se a elogiar o Chefe do Estado e a lançar críticas a outros jovens, acusando-os de serem pobres mentais, entre outros adjectivos depreciativos. Ler mais (País online)

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Graduados e mercado de emprego: Falta de coordenação fragiliza integração

A FALTA de coordenação na elaboração de currículos das instituições do Ensino Superior e o desalinhamento entre o crescimento do sector produtivo e os programas sectoriais de desenvolvimento debilitam a interacção e integração dos graduados no mercado de emprego, segundo tese defendida ontem, no Maputo, pelo académico José Chichava, na abertura do ano académico 2012 na Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Professor historiador alemão recusa dar entrevista com medo da Frelimo

“As ligações entre a Frelimo e a UEM são tão fortes que não há diferença entre uma e outra instituição” - Gerhard Julius Liesegang, Professor de História na UEM

Maputo (Canalmoz) – É um caso insólito que mostra como a massa crítica neste país está “acorrentada” ao partido no poder, a Frelimo. Na tarde de domingo, telefonámos ao Professor Doutor, historiador alemão e docente universitário na UEM, Gerhard Liesegang, para lhe solicitar uma entrevista sobre os “50 anos da FRELIMO”. O docente recusou-se a conceder-nos a entrevista com uma justificação inédita: “Não quero falar do meu patrão que me dá emprego”, disse o historiador. Ler mais

terça-feira, janeiro 24, 2012

Professores “turbo” prejudicam estudantes da UEM

“Eu queria fazer trabalho do fim do curso, mas não encontrei docente para supervisionar o meu trabalho e acabei fazendo exame de estado. Quando me inscrevi na UEM tinha uma ideia de uma universidade organizada, mas o que lá encontrei é outra coisa” – Nádia da Silva, formada na UEM

“Muitos docentes são directores e PCA’s por aí. Têm pouco tempo para os estudantes” – Ayrton Cassamo, Presidente da Associação de Estudantes da UEM Ler mais

segunda-feira, outubro 17, 2011

Direcção da UEM reprovou currículo que aprovou há 3 anos

Padre Couto traído pelos seus colegas.

O modelo de Bolonha foi visto pelo padre Couto, Orlando Quilambo, Joel das Neves, Firmino Mucavele, entre outros, como o mais flexível. Consideraram o anterior como ultrapassado.
A direcção da Universidade Eduardo Mondlane decidiu, semana passada, que se deve retornar, a partir do próximo ano, ao anterior currículo de quarto anos de formação para a obtenção de licenciatura em diversas áreas do saber, e sete anos para medicina. A ideia não só divide opiniões, como também está a causar estupefacção, pelo facto de o novo currículo baseado no Modelo de Bolonha – três anos de formação para o grau de licenciatura – ter sido aprovado, anunciado e introduzido pelas mesmas figuras que hoje compõem, maioritariamente, a direcção da UEM. A única diferença é que alguns mudaram de cargos, não do órgão. A título de exemplo, Orlando Quilambo, actual reitor, na altura, ocupava o cargo de vice-reitor. Joel das Neves era porta-voz do Conselho Universitário, cargo que ocupa até hoje.

quinta-feira, abril 28, 2011

Gamito é novo presidente do CC e Quilambo reitor da UEM

O presidente da República, Armando Guebuza, nomeou, ontem, o actual presidente do First National Bank (FNB), Hermenegildo Gamito, para o cargo de presidente do Conselho Constitucional (CC), depois da renúncia de Luís Mondlane, a 18 de Março passado.
No mesmo dia, Armando Guebuza nomeou o actual vice-reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) para o cargo de reitor, em substituição de Filipe Couto, que esteve no cargo durante quase cinco anos.
A nomeação de Quilambo foi antecedida da sua exoneração do cargo de vice-presidente, dado que não podia ocupar dois cargos da mesma natureza simultaneamente. Assim, Quilambo deverá ser substituído por Ana Maria Mondjana no cargo de vice-reitora da UEM. Tanto Orlando Quilambo como Ana Maria Mondjana são quadros seniores da UEM e com larga experiência profissional. Ler mais

quinta-feira, março 03, 2011

Couto considera ser possível formar licenciados em um ano

Para suprir a falta de quadros

Esclarecimento:
Reagindo à notícia publicada pelo jornal “O País”, na sua edição da passada segunda-feira, 28 de Fevereiro do ano em curso, a Universidade Eduardo Mondlane, através do Centro de Comunicação e Marketing, e fazendo uso do seu direito de resposta, enviou-nos uma carta que passamos na íntegra:

domingo, fevereiro 27, 2011

Filipe Couto considera ser possível formar licenciados em um ano

Para suprir a falta de quadros

O Segundo o Engenheiro Luís Loforte, gestor de procurement no Programa Integrado de Reforma do Ensino Técnico e Profissional, PIREP, devia investir-se mais no ensino técnico-profissional no país, pois este tipo de formação tem respondido mais as necessidades do mercado.
O reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Filipe Couto, defende que os cursos de licenciatura em Moçambique deviam durar apenas um ano, para que rapidamente se possa aumentar o número de quadros no país.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Agitação na UEM

Está instalado o braço de ferro entre a Universidade Eduardo Mondlane e os estudantes.
Em causa, segundo os últimos, estão os critérios pouco claros para a renovação de matrículas, um processo que iniciou na passada segunda-feira na maior universidade pública do país.
Segundo os revoltosos, cada curso tem o seu dia para renovação, mas acontece que na segunda-feira, primeiro dia reservado a este processo nada aconteceu, facto que agora está a criar transtornos.
Outro problema apontado pelos estudantes tem a ver com a introdução dos cartões electrónicos. Leia mais

Fonte: TIM - 12.01.2011

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Propinas mais caras na UEM

AS propinas na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo passam, a partir do próximo ano, a custar sete vezes mais para os estudantes de licenciatura daquela que é a maior e mais antiga instituição do Ensino Superior no país.
A decisão foi tomada durante a segunda sessão ordinária do Conselho Universitário realizada no passado dia 16 de Dezembro, tendo se decidido na mesma ocasião agravar, em 400 porcento, as taxas cobradas pela inscrição de cada disciplina semestral. Com efeito, a taxa de matrícula será agravada de 80 meticais (2,4 dólares norte-americanos) para 600 meticais e o valor de inscrição por cada disciplina semestral aumenta de 105 meticais para 420 meticais. Para as cadeiras anuais aplica-se o preço de 840 meticais.

Fonte: Jornal Notícias - 27.12.2010

domingo, maio 16, 2010

Reforma curricular em disputa: Padre Couto enfrenta Zeferino Martins

- Campus de confrontação na UEM

Num azedar de relações entre o reitor da UEM (Universidade Eduardo Mondlane) e o novo ministro da Educação, Zeferino Martins, o responsável pela universidade pública, o padre Filipe Couto, fez questão em dizer ao titular da pasta, perante centenas de graduados e professores, na última sexta-feira, que não vai abrandar o passo na reforma curricular na instituição.
O incidente da sexta-feira é apenas o último episódio de vários confrontos que se têm vindo a verificar na UEM desde que Zeferino Martins tomou posse como ministro da Educação. Filipe Couto, que foi nomeado reitor da UEM pelo presidente Armando Guebuza, segundo docentes contactados pelo SAVANA, tem reagido mal às iniciativas de Martins e o seu vice Arlindo Chilundo que foram interpretadas como pondo em causa a controversa reforma curricular desenvolvida pelo reitor.
Segundo as nossas fontes, Zeferino e Chilundo visitaram algumas faculdades, tendo depois reunido com os órgãos colegiais da UEM, nomeadamente, o Conselho dos Directores, o Conselho Académico e o Conselho Universitário. Em frente ao reitor Filipe Couto, o ministro Zeferino Martins encorajou os docentes universitários a colocarem em cima da mesa os seus problemas, nomeadamente a questão da reforma curricular.
A UEM pretende introduzir um novo currículo, que fique mais homogéneo com o da região da SADC e o Processo de Bolonha. Na base desse currículo, os estudantes são graduados em três anos e tornam-se mestres dois anos depois. Nos cursos mais técnicos, nomeadamente em Medicina e nas Engenharias têm havido uma grande resistência às reformas impulsionadas por Filipe Couto. Reitores de outras universidades têm igualmente expressado reservas, tendo sido feitos lobbies importantes no sentido de se influenciar a Assembleia da República e o próprio presi¬dente Armando Guebuza.
Zeferino Martins, nas suas iniciativas junto da UEM, pretendia deixar um recado, na opinião de docentes que estiveram nos encontros, segundo o qual se devia adiar o curso das polémicas reformas curriculares, para dar lugar a uma profunda reflexão. Martins e Chilundo enfatizaram perante os docentes que o Governo está preocupado com a qualidade de ensino, nomeadamente o ensino universitário.
No encontro com Zeferino Martins, vários docentes pronunciaram-se sobre vá¬rios problemas na UEM, incluindo a questão da reforma curricular, o que deixou o reitor irritadíssimo. Ao que apurámos, Couto terá dito que as reformas são para continuar, abrindo um claro campo de confrontações com Zeferino Martins, que pretende ver aprofundadas as reflexões sobre esta matéria.
Ao que apurou o SAVANA, Filipe Couto e Zeferino Martins concordam com a preocupação sobre a elevação da qualidade de ensino, mas o reitor não gostou de ver invadido o seu espaço de autoridade numa instituição que goza de autonomia perante o ministério. Advogam fontes próximas de ambos os contendores que as confrontações nunca chegariam a público se Zeferino Martins tivesse optado em reunir em privado com o reitor Filipe Couto e os seus vices.
O desafio lançado por Couto ao ministro na cerimónia de sexta-feira no Centro Cultural Universitário foi o culminar das tensões criadas pelas visitas estilo Ivo Garrido feitas por Zeferino e Chilundo às faculdades.

Fonte: Savana in Diário de um sociólogo - 14.05.2010

Reflectindo: será reflexo de um défice democrático?

terça-feira, outubro 06, 2009

Associação dos Estudantes da UEM faz campanha da Frelimo

Simulando palestra académica

O presidente honorário da Frelimo e ex-chefe do Estado, Joaquim Chissano, que está fortemente envolvido na campanha do seu partido, proferiu uma palestra académica sobre “universitários e cidadania”, mas essência, Chissano foi pedir voto aos presentes “Nestes dias de campanha anda aí um partido que se diz ser de jovens, e que vai promover muitos jovens, pois a sua aposta é a juventude…Não se deixem enganar, esse partido não nos vai levar a lugar nenhum, esses não têm agenda” – Joaquim Chissano, falando na referida palestra

Maputo (Canalmoz) – A Associação dos Estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (AEU), agremiação cuja direcção é acusada pelos estudantes de estar altamente partidarizada e manipulada pela OJM, orquestrou, sexta-feira última, uma pseudo palestra subordinada ao tema “Universitários e Cidadania”. O orador escolhido foi o presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, que está fortemente envolvido na campanha eleitoral do seu partido. Mas na palestra que se esperava que fosse realmente académica, Chissano não conseguiu despir-se das cores partidárias. No lugar de proferir uma palestra académica, o presidente honorário da Frelimo promoveu a imagem da Frelimo e tentou denegrir a imagem dos demais partidos e candidatos às eleições gerais e das assembleias provinciais de 28 de Outubro.
A palestra teve lugar no Centro de Conferências Joaquim Chissano, e contou com a presença, de entre diversas personalidades, do vice-reitor da UEM, Leopoldo Nhampossa.

Um discurso para intimidar

No seu inconfundível jeito de diplomata, o ex-estadista moçambicano, começou por não ir directamente ao pedido do voto para Armando Guebuza e a Frelimo. Mas mais adiante acabaria por deixar inequívoco que a palestra foi para fazer propaganda partidária.
Orquestrada pela AEU em parceria com a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), uma organização social da Frelimo, na palestra Chissano foi subtil. Começou por contar a história da formação da Frelimo (como movimento de libertação), a sua integração nela como membro, para mostrar aos estudantes a importância daquele do movimento de libertação de que se separariam muitos milhares de moçambicanos que hoje integram outras organizações políticas. Após ter contado a história de muitos camaradas “corajosos” e do sucesso da Frelimo desde a luta de libertação até aos dias de hoje, Chissano disse que tudo o que os estudantes das diversas instituições de ensino superior que estiveram a participar da palestra, vêm ou têm, é graças “à boa obra” da Frelimo.
No seu discurso que foi depois visto como de intimidação aos estudantes, Chissano disse que se eles hoje estão no ensino superior, foi o seu partido quem tornou possível o facto. “Todos vocês são produto da Frelimo. Hoje podem estar numa universidade, isso tudo é graças a Frelimo”. Chissano punha assim de lado a importância dos impostos que contribuintes até sem partido têm feito para que o Estado disponha de verbas para manter as instituições do ensino superior.
De seguida o “orador”, que já não era palestrante, nem académico, mas sim político, fez uma pergunta que assustou os estudantes. “Quem não vai votar na Frelimo nesta sala levanta a mão para eu poder ver”. Era o fim de que se supunha académico para aquilo se tornar um comício. Criou com aquilo mais indignação do que o efeito que pretendia.
Chissano explicou depois que as bolsas que os estudantes têm também são do Governo da Frelimo. “Algumas pessoas têm dito que as bolsas são de impostos dos seus pais, mas se a Frelimo não soubesse usá-los não haveriam bolsas, por isso vocês só têm de votar na Frelimo e em Guebuza, assim como eu farei”disse a terminar.

“A AEU traiu-nos”

Mesmo durante a palestra, do lado onde se encontrava a nossa equipa de reportagem, foi notória a insatisfação de muitos estudantes que tinham ido àquela cerimónia com intuito de ouvir Chissano a falar da história como um académico. Acabaram ouvindo Chissano apenas a pedir votos para a Frelimo e Guebuza e manifestavam-se insatisfeitos.
Os estudantes estavam decepcionados com a atitude da AEU na pessoa do seu presidente, João Jobe Fazenda, pois segundo disseram, teria sido melhor se os tivesse avisado que Chissano lhes queria pedir votos ao invés de inventar palestras. “Estamos decepcionados com a própria universidade, porque isto é uma instituição de ensino e não do partido”. “Não se compreende como é que uma universidade organiza campanha para um partido”. “Temos a certeza que nenhum outro partido poderá vir falar para outros estudantes”. Foram algumas frases que ouvimos em comentário ao que ali tinha acontecido.

AEU foi usada pela OJM da Frelimo

De acordo com o comunicado que tivemos acesso, a pseudo-palestra era organizada pela Associação dos estudantes da UEM. Mas, quando chegámos ao local verificámos que todos os preparativos estavam a ser feitos pela Organização da Juventude Moçambicana, OJM, um organização sócio-política do Partido Frelimo. Ninguém da AEU estava no local como organizador, o que mostra que a palestra não passava de uma iniciativa orquestrada para a Frelimo formatar a mente dos estudantes.
Aliás, mesmo a água que se bebeu no encontro foi trazida pela caravana da Frelimo, facto que conjugado com outros mostra mais uma vez a que OJM assaltou a AEU para fins partidários. Este facto foi muito criticado pela maioria dos estudantes que abertamente se diziam indignados com a atitude da AEU.
Ouvimos ainda salientar que a própria OJM goza de uma reputação deplorável no seio da classe juvenil. Alegava-se que esta organização não tem interesses inclusivos a defender. E ouvimos também que “a exclusiva tarefa da OJM é reproduzir o discurso dos governantes”.

A pseudo-palestra serviu para atacar outros partidos

Já destapado o véu da pseudo-palestra, facto que fez com que o ambiente de campanha tomasse conta da sala, os ataques a outros partidos vieram a cima. E a principal vítima foi o líder do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, Daviz Simango.
Afinal, o fenómeno Daviz Simango está a incomodar mesmo muito a Frelimo, como se pode verificar no decorrer dos acontecimentos. Num discurso caracterizado por muitas indirectas atacando Daviz Simango e o MDM, o ex-estadista moçambicano, Joaquim Chissano, disse a certa altura deixando isso de forma clara: “Nestes dias de campanha anda aí um partido que se diz ser de jovens, e que vai promover muitos jovens, pois a sua aposta é a juventude…Não se deixem enganar, esse partido. Não vos vai levar a lugar nenhum. Esses não têm agenda” disse Chissano.

A Renamo também na mira de Chissano

Houve também tempo para falar da Renamo. Chissano disse que aquele partido vive na desorganização, daí que sempre adiaram os seus congressos. “ Que partido é esse que não consegue realizar os seus congressos, durante vários anos”, questionou.
Chissano disse ainda que a alegação da Renamo quando diz que não organiza congressos por razões financeiras é um falso argumento. Joaquim Chissano acabaria por afirmar em conclusão que o facto da Renamo não organizar regularmente congressos mostra a falta de comprometimento político com o povo.

(Matias Guente)

Fonte: CanalMoz (2009-10-06 08:34:00)

sábado, agosto 15, 2009

AEU-UEM & GRINGO de mãos juntas

A associação dos estudantes universitários, AEU-UEM, assina em Maputo, um memorando de entendimento com a GRINGO.
À luz do memorando, todos estudantes da UEM passam a beneficiar dum desconto de 20 %, na compra de qualquer artigo de marca GRINGO nas suas lojas, excepto artigos em promoção. Aos estudantes da UED bastará exibir o cartão de estudante para fazer usufruto deste acordo.
Para o evento a AEU-UEM é representada pelo seu presidente, Luís Fazenda e a GRINGO pela Directora de marketing, Azima Aboobakar.
O memorando te a duração de um ano, podendo ser renovado. Estão também negociações com livrarias e casas de entreitenimento para concessão de descontos similares.

domingo, fevereiro 08, 2009

Reflexão sobre o novo curriculo na UEM

Haverá quem duvude que o ensino superior em Moçambique precisa de mudanças ou reformas? Parece que esse não é o problema. Mas há muitos preocupados quanto
às reformas que resolvam os probemas actuais do ensino superior em Moçambique.

Sem dúvidas, reformas curriculares em todo ensino universário precisam-se e muito urgente. Mas para tal, deve-se fazer primeiro um estudo sério. Mesmo ao que Filipe Couto quer copiar, mereceu estudos e está sempre em testagem e avaliação.

Portanto, o que nos conduz a uma batatalha sobre as mudanças curriculares da UEM é a forma como elas são feitas. Isto é, as mudanças são mais administrativas que académicas. Pelo que entendo sobre estas reformas é o poder e o direito que Couto tem, na sua qualidade de reitor.

É para mim concordável que , por exemplo, muitos cursos tenham o bacharelato, mas há os que assim não devem ser feitos pela sua complexidade. O curso da medicina, por exemplo, é tão complicado e de responsabidade que precisa duma rigorisidade minusiosa no terreno. Sejamos prudentes nisto.

Agora o que será o estudante da medicina em três anos?Enfermeiro, para-médico ou técnico-superior da medicina, médico?

Suécia, país muitíssimo desenvolvido, correspondendo a um meio (1/2), tanto em tamanho superficial como em populacional de Moçambique, tem pelo que me vem, na cabeça apenas, três universidade que formam médicos. A universidade de Örebro por exemplo, uma instituição do ensino superior desde 1968, é universidade apenas desde 1998, está há mais de quatro anos lutando pelo mais ambicionado curso de medicina. Entretanto, os avaliadores que são cientistas e apolíticos acham que a universidade de Örebro não está ainda em condições para formar médicos. Um curso da medicina é muito caro.

Afinal qual é a base da formação de médicos? A primeira e fundamental, está na capacidade do hospital aí existente. O hospital regional tem que ter condições em termos materiais, laboratórios e pessoal, (médicos pós-graduados e com investigação reconhecida) isto é, professores em medicina. Portanto, é diferente aos títulos que se atribuem a todos que sejam médicos ou tenham qualquer doutoramento em Moçambique. Na Suécia, é primeiro o hospital local que ganha o títuto de universidade (por ex: Hospital Universitário da Carolina, de Umeå, de Gutemburgo ou Örebro) e depois é que a instituição do ensino superior com muita experiência de formar pessoal da saúde ou medicina.

Seja ou não a nossa ambição de formar doutores, a ponto de, em Moçambique, chamarmos curandeiros ou feiticeiros a doutores (sem conhecimentos em anatomia), a formação de médicos é complicada e requer muitos anos. Daí me interrogo se UniLúrio é mesmo uma universidade. Será que o Hospital Central de Nampula tem Professores (médicos pós-graduados ) e quantos são com o tempo suficiente para os pacientes e estudantes da medicina? A pesar de Nampula ser a minha província, nada tenho a jubilar pela UniLúrio por não ter visto as condições que lha permitisse ser uma universidade. Julgo ser uma decisão política que científica essa de uma universidade de raiz. Mas entendo que muitos políticos querem ser “doutores honoris” uma atribuição que recebem de “Professores honoris”

Em termos de engenharia, há muitos cursos que julgo puderem ser feitos com bacharelamento, mas que a transição ao mestrado deve depender do mérito prático ou teórico do indivíduo/estudante.

Sou da opinião que um enfermeiro, se chama assim, qualquer indivíduo que tenha preferido estar apenas em três anos na cadeira da universidade em ciências da saude, devia passar pela licenciatura como uma das possibilidades para a sua progressão profissional.

Estou achando que não estamos a discutir o problema da reforma curricular universitária, isso que deveria ser para todas as nossas universidades em moçambique e não só na UEM. Ver a discussão no Diário de um Sociólogo.

Quem garante que o facto de declarar-se 3 anos na UEM, acabarão as reprovações? Serão logo passagens automáticas?

Acho nisto, duas coisas distintas: reforma curricular e o problema das reprovações. Porém tanto um como outro passa aqui em/por conversas. Parece-me que a reforma curricular resulta duma decisão do reitor sem basear-se dum estudo nem consultas nem que políticas fossem. Já me parece que uma vez Couto fora da reitoria, logo virá um novo currículo. Aliás, é isso mesmo que aconteceu com a UCM (Universidade Católica de Moçambique). Lembram-se?

O mesmo faz-se com a questão das reprovações. Num país com muitas reprovações e mesmo no ensino superior, onde normalmente vão indivíduos supostamente com dedicação aos estudos, isto é, os melhores dos melhores no ensino pré-universitário. As reprovações no Ensino Superior deviam merecer um estudo particular e não fazerem-se em conversas.