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segunda-feira, março 19, 2018

Deputados britânicos assinam moção contra dívidas ocultas como a de Moçambique

Um grupo de 100 deputados do Reino Unido assinou uma petição em que exige aos bancos mais medidas de transparência face ao caso das dívidas ocultas de Moçambique, anunciou hoje o grupo promotor.

O documento "expressa preocupação com os supostos empréstimos secretos concedidos pelos bancos com sede em Londres, em 2013, para empresas moçambicanas, com garantias do governo de Moçambique e sem aprovação do parlamento", de acordo com um comunicado da organização Jubilee Debt Campaign, que advoga o cancelamento de dívidas dos países em desenvolvimento.

A moção "solicita medidas para garantir que todos os empréstimos concedidos pela lei do Reino Unido a governos ou com garantias governamentais sejam divulgados publicamente no momento em que são feitos e cumpram a lei do país em questão".

O documento é divulgado um dia antes da reunião, em Londres, do Governo de Moçambique com os credores das dívidas ocultas - no valor de dois mil milhões de dólares (1,62 mil milhões de euros).
Sarah-Jayne Clifton, diretora da Jubilee Debt Campaign, referiu que "os credores e funcionários do governo que estão nos bastidores desses acordos ultrajantes precisam ser responsabilizados por suas ações".

"O povo de Moçambique não deveria ter que pagar um centavo sobre essas dívidas secretas" e "qualquer credor que se sinta enganado deve procurar ser ressarcido pelos bancos que organizaram os empréstimos secretos", ou seja, o Credit Suisse e VTB, bem como "por qualquer pessoa que possa ter lucrado com os negócios ".

Roger Godsiff, deputado citado pelo grupo promotor, considerou " muito preocupante" que os empréstimos tenham sido concedidos "sem a supervisão parlamentar adequada em Moçambique". Ler mais (Notícias Sapo – 19.03.2018)

segunda-feira, novembro 02, 2015

Londres: Nada de carros oficiais. Políticos só podem utilizar transporte público ou bicicletas

Ao tomar posse de seus cargos, os políticos recebem vale-transporte  válido para ônibus, trem e metrô e são avisados das regras oficiais da Assembleia de Londres, a ‘Câmara dos Vereadores’ da cidade britânica: “O prefeito e os membros da London Assembly têm o compromisso de usar o transporte público“.
Táxis também não são liberados. Para serem reembolsados quando optam por este tipo de serviço, os políticos precisam provar que não tinham outra opção de deslocamento para ir ao lugar que precisavam.
O prefeito Boris Johnson, no comando do governo de Londres desde 2008, é um dos que menos utiliza o serviço. Em uma bela jogada de marketing, ele aproveitou a norma que o proibia de ter um carro oficial e atrelou sua imagem à causa docicloativismo.
Johnson é constantemente visto pelas ruas da cidade pedalando de capacete – ao vivo e também nas propagandas do programa de aluguel de bikes que ele mesmo criou para desincentivar o uso do carro para deslocamentos diários.


Fonte: BR29  - 12.09.2015

segunda-feira, novembro 19, 2012

INGLATERRA SUSPENDE AJUDA FINANCEIRA AO UGANDA

A Grã-Bretanha suspendeu sexta-feira toda a ajuda financeira ao governo do Uganda por alegada acusação de que o dinheiro está sendo depositado nas contas bancárias dos governantes em vez de ser usado para ajudar os necessitados.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Liam Fox cometeu erros graves

O MINISTRO britânico da Defesa, Liam Fox, cometeu "graves erros" ao incluir nas suas actividades oficiais um dos seus amigos, denunciou na segunda-feira o gabinete do primeiro-ministro. A crítica do gabinete de David Cameron, foi feita após Fox comparecer ao Parlamento para explicar os seus vínculos com Adam Werritty, seu amigo e padrinho de casamento, com quem se reuniu "à margem" de 18 viagens oficiais no exterior. Apesar de negar a má conduta, Fox admitiu ontem que deveria ter observado uma "separação mais clara dos assuntos do governo" das suas questões privadas.

Fonte: Jornal Notícias - 12.11.2011

terça-feira, agosto 16, 2011

Primeiro-ministro britânico estuda interromper Facebook e Twitter durante distúrbios

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou na última quinta-feira (11/08) que estuda adoptar uma polêmica medida com o objectivo de combater a onda de distúrbios violentos ocorridos nos últimos cinco dias em algumas das principais cidades do Reino Unido.

sexta-feira, julho 15, 2011

Deputados de luxo

Por Emídio Beúla

A comparação pode estar descontextualizada, mas não deixa de ser interessante: enquanto no Reino Unido (um dos maiores doadores ao orçamento do Estado, com cerca de USD 76 milhões para 2011) a era de austeridade deixa ministros apeados, em Moçambique a era de abundância dá aos deputados a prerrogativa de escolherem uma viatura de campo (4x4) a seu gosto: O Estado compra e distribui. 149 deputados “votam” Toyota Hilux 3000, 46 querem Nissan Navara 2.5, 34 optaram por Ford Ranger 2.5, oito “gostam” de Toyota Hilux 2.5, seis “simpatizam” com o Isuzu KB 2.5, três preferem o Ford Ranger 3000 e dois ficam com os Isuzu KB 3000. São no total 304.805.827 meticais que o Estado vai investir em meios circulantes para os deputados fiscalizarem o Executivo.

segunda-feira, julho 04, 2011

Medidas deixam ministros britânicos apeados

A era da abundância acabou. Bem-vindos à era da austeridade.” Não fosse o tema tão antipático e a ironia poderia bem ter sido usada por George Osborne, o ministro das Finanças britânico, quando na segunda-feira anunciou as primeiras medidas para redução do défice. E se o Reino Unido não foi o primeiro a lançar-se na árdua tarefa, foi mais longe do que qualquer país europeu nas medidas para limitar os gastos do Governo e dos seus gabinetes.

domingo, junho 05, 2011

Líbia: França e Grã-Bretanha começam a usar helicópteros de combate

Trípoli - França e Grã-Bretanha usaram pela primeira vez hoje (sábado) helicópteros de combate na Líbia para atacar o Exército do coronel Muammar Kadhafi, uma semana depois de Londres ter anunciado uma segunda fase de incursões da OTAN no país.

quarta-feira, maio 18, 2011

Sanções contra o regime ditatorial de Wa Mutharika

De acordo com Nyasa Times, Grã-Bretanha e Alemanha cortam ajuda ao Malawi, como sanção contra o regime ditatorial do Presidente Bingu Wa Mutharika. Ler aqui em inglês.

terça-feira, abril 19, 2011

Malawi expulsa diplomata britânico

“A situação de governação continua a piorar em termos de liberdade de imprensa, liberdade de expressão e direitos das minorias”
O enviado britânico para o Malawi foi convidado a abandonar o país depois de ter sido citado num jornal local a manifestar-se preocupado com a intolerância do presidente em relação a críticas e com a alegada

segunda-feira, março 21, 2011

Garantido salário para mais professores

O Reino Unido da Grã-Bretanha acaba de dar “luz verde” ao Governo moçambicano para contratar ainda este ano 1200 novos professores para leccionarem os níveis secundário e técnico-profissional vocacional, ao se comprometer a garantir o pagamento integral dos respectivos salários.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Governo britânico congelará contas de Kadhafi

Londres - O governo britânico congelará em breve as contas bancárias do líder líbio, Mouammar Kadhafi, e seu patrimônio imobiliário na Grã-Bretanha, avaliado em mais de 20 bilhões de euros, destaca nesta sexta-feira o jornal The Telegraph.

domingo, maio 30, 2010

Governo britânico corta mordomias para tentar sair da crise

No Reino Unido, o governo anunciou medidas de impacto para reduzir as despesas. O governo cortou até carro oficial para ministro.

Ninguém achou graça. Os cortes nem são tão grandes assim. Pouco mais de seis bilhões de libras, R$ 15,5 bilhões. É cerca de 4% do gigantesco déficit público deste país que rema, rema, mas não consegue sair da crise. É um começo, pois mostra o interesse do novo governo em cortar na própria carne.
Os menores cortes estão na saúde e na educação. Os maiores, nas mordomias. Por exemplo: a suspensão das viagens de primeira classe para funcionários do governo, o fim das limusines para ministros de Estado e também o fim dos carros oficiais para autoridades do alto escalão.
Uma charge publicada hoje pelo jornal ''The Times'' expressa - com bom humor - essas medidas: a rainha e o marido dela, o príncipe Philip, chegando ao Parlamento de metrô. A charge se refere ao grande evento do dia, uma cerimônia pomposa. É a abertura oficial dos trabalhos no Parlamento.
A rainha vai do Palácio de Buckingham ao Parlamento de carruagem. O que Elizabeth II vai fazer no Parlamento? Ela vai ler o discurso com o resumo do que o governo planeja fazer este ano. Geralmente é um discurso frio, meio óbvio. Mas dessa vez vai ela vai anunciar as medidas econômicas do novo governo.
Os cortes anunciados ainda são pequenos. Mas a rainha vai dizer, em bom inglês, que isso é só o começo. O governo conservador, com o apoio dos liberais democratas, prepara um novo pacotão para agosto. Esse promete ser amplo e dolorido.
A ideia é cortar 1/3 dos gastos públicos. Não é a toa que o presidente do Banco Central britânico disse outro dia que por conta desse ''mal necessário'', os vencedores das últimas eleições correm o risco de serem odiados por várias gerações.

fonte:Bom Dia Brasil -25.05.2010

domingo, maio 16, 2010

Tudo em menos de uma semana, sem uma única gota de sangue

TRIBUNA DO EDITOR

Por Fernando Gonçalves

Acompanhei com algum interesse as últimas eleições na Grã Bretanha, e cheguei à conclusão de que mesmo no mundo desenvolvido, é difícil ter uma eleição 100 porcento perfeita. Segundo a própria imprensa britânica, dezenas de milhar de eleitores que chegaram um pouco antes do encerramento das urnas, à 22.00 horas locais, foram impedidos de votar em vários círculos eleitorais.
Em alguns postos de votação, a polícia foi chamada a intervir para dispersar eleitores revoltados com o facto de não poderem votar. Noutros postos os boletins eleitorais esgotaram-se.
Os incidentes foram de tal amplitude que a própria Comissão Eleitoral admitiu que os resultados corriam o risco de serem postos em causa em tribunal.
Enfurecidos com o facto, alguns políticos disseram que o incidente fez a Grã Bretanha parecer um país do Terceiro Mundo.
Num editorial, o diário Daily Mail descreveu o fiasco eleitoral da semana passada como um acontecimento típico em “Estados corruptos”, e atribuiu o caos ao que chamou de “13 anos de incompetência” do governo trabalhista.
Quando coisas como estas acontecem em democracias consideradas mais adultas, como foi o caso nos Estados Unidos em 2000, quando a eleição do Presidente George W. Bush teve que ser decidida pelo tribunal, a oportunidade abre-se para que os inimigos da democracia em outras partes do mundo apontem tais incidentes como o exemplo da imperfeição do modelo democrático nesses países, e com uma dose de oportunismo, podem usar este facto para justificar más práticas eleitorais propositadas.
Mas com todas as suas imperfeições, as eleições britânicas foram um modelo de transição pacífica que vale a pena emular. O resultado das eleições foi o que há semanas já se previa, ou seja, que nenhum dos três principais partidos obteria uma maioria confortável que lhe permitisse imediatamente formar governo. Teria que haver negociações entre dois partidos para a formação de um governo de coligação.
Finalmente, um acordo foi alcançado entre o partido Conservador, que obteve o maior número de votos, e o terceiro partido mais votado, os Liberais Democratas.
O Primeiro Ministro derrotado, Gordon Brown, não tinha outra alternativa senão apresentar à Rainha Isabel II a sua demissão, abrindo caminho para um novo governo. No seu discurso de despedida, disse que deixava o governo com a consolação de saber que ainda tinha o trabalho mais importante do mundo: ser pai e marido. No mesmo dia tratou de arrumar os seus bens pessoais e abandonar a residência oficial.
No dia seguinte, depois de ter sido convidado pela Rainha a formar governo, David Cameron anunciava a composição do seu gabinete ministerial, ao mesmo tempo que uma empresa de mudanças fazia a transferência dos seus bens pessoais para o número 10 da Downing Street.
Não será exemplar que tudo isto tenha acontecido num espaço de menos de uma semana, sem uma única gota de sangue, sem um único tiro?

Fonte: Savana Diário de um sociólogo - 14.05.2010

terça-feira, maio 11, 2010

David Cameron é nomeado novo primeiro-ministro britânico

A rainha Elizabeth II nomeou esta terça-feira o líder conservador britânico David Cameron como primeiro-ministro, depois do pedido de renúncia feito por Gordon Brown cinco dias após as eleições.
Um comunicado emitido pelo Palácio de Buckingham afirma que a rainha pediu que Cameron formasse um novo governo. "O honorável David Cameron aceitou a oferta de Sua Majestade e beijou suas mãos após ser nomeado primeiro-ministro", afirma o comunicado.

Fonte: @ VERDADE - 11.05.2010

quinta-feira, maio 06, 2010

Brown, o desgastado primeiro-ministro que se agarra ao poder

O impopular primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, põe em jogo sua sobrevivência política nas eleições desta quinta-feira, mas parece condenado a perder, sobretudo após sua gafe com uma eleitora.
O microfone indiscreto que captou Brown chamando de 'intolerante' uma senhora idosa com quem acabara de falar em um comício foi um duro golpe para o primeiro-ministro, que já aparecia como o grande perdedor de uma campanha dominada pelos inéditos debates televisivos ante seus dois muito mais jovens e midiáticos rivais, o conservador David Cameron e o ascendente Nick Clegg.
O escorregão voltou a pôr no centro da campanha seu aparente mau caráter, revelado em um livro publicado em fevereiro por um respeitado comentarista político, que o acusou de despotismo com seus colaboradores.
O escândalo, somado aos problemas econômicos da Grã-Bretanha após a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, atingiram o trabalhismo nos últimos meses e devem custar o cargo que Brown herdou de Tony Blair, sem passar pelas urnas, em 2007.>>>>

Fonte: BOL Notícias/AFP - 04.05.2010