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terça-feira, junho 21, 2011

PAHUMO vai às eleições gerais para reduzir assimetrias regionais

O Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), uma nova formação politica originária das províncias nortenhas de Cabo-Delgado, Nampula e Niassa, vai participar nas eleições autárquicas de 2013 e gerais de 2014, com o propósito de contribuir na redução das assimetrias sócio-económicas ainda latentes entre o norte, centro e sul do país.

segunda-feira, junho 07, 2010

PAHUMO DESVALORIZA CHAMA DA UNIDADE

-Nova formação política elege órgãos centrais do partido

O Partido Humanitário de Moçambique ( PAHUMO), uma nova formação política no país, considera a Chama da Unidade uma autêntica fantochada da Frelimo e sem qualquer significado científico ou tradicional para o povo moçambicano.
O PAHUMO reuniu-se este sábado, na cidade de Nampula, em assembleia constituinte, acto que culminou com a eleição de Cornélio Quivela, natural Cabo-Delgado, ao cargo de presidente, ao arrecadar cento e vinte e dois votos contra apenas dois do seu adversário, Emílio José Moçambique, oriundo da província da Zambézia.
No seu primeiro discurso, momentos depois da sua eleição como Presidente do Partido, Cornélio Quivela, antigo deputado da Assembleia da República (durante dois mandatos) e delegado político provincial da Renamo em Cabo-Delgado, disse que Moçambique continua a viver o regime monopartidário, alegadamente porque o partido no poder, a Frelimo, submete ao povo à várias situações de insegurança.
Quivela disse que o PAHUMO surge como uma alternativa democrática e promotora da paz, unidade nacional e bem estar social de toda a população moçambicana.
Aquele politico referiu que o PAHUMO considera a pessoa humana como o centro das atenções, através da oferta de oportunidades de acesso à educação, saúde, habitação condigna e justiça.
O país encontra-se numa situaçao em que todos têm medo e o nosso partido surge como guia dos moçambicanos, disse, acrescetando que vamos trabalhar para consolidarmos a Unidade Nacional.
O PAHUMO elegeu para secretário geral, José Henriques Lopes, antigo delegado político provincial da Renamo, em Nampula e ex- deputado da Assembleia da República, e os membros da Comissão Política e do Conselho Nacional.
Entretanto, conforme a nossa Reportagem teve oportunidade de constatar, o PAHUMO é constituido, maioritariamente, por descendentes da Frelimo, PDD e Renamo, que se comprometem em desencadear um intenso trabalho de mobilização popular por forma a que o partido venha a congregar um grande número membros para a sua participação nos próximos pleitos eleitorais.
Subordinado ao slogam “Levante-se, Moçambique”, o PAHUMO tem como logotipo dois indivíduos simbolizando uma entreajuda fraternal.Wf

Fonte: Wamphula Fax - 07.06.2010

domingo, junho 06, 2010

Partido Humanitário de Moçambique, PAHUMO, elege órgãos directivos

O Partido Humanitário de Moçambique, PAHUMO, uma nova formação política, elegeu hoje em Nampula, norte do país, os órgãos directivos e quer ser no futuro “guia dos moçambicanos”.
Cornélio Quivela, antigo dirigente da RENAMO (principal partido da oposição), foi eleito presidente por esmagadora maioria, ficando como secretário geral José Lopes. Foram também eleitos os membros da Comissão Política e do Conselho Nacional.
O PAHUMO surge como “uma alternativa democrática” e promotora da paz, unidade nacional e bem estar social de toda a população moçambicana, disse Cornélio Quivela no discurso de posse.
Como visão do partido, disse Cornélio Quivela que o PAHUMO tem a pessoa como o centro das atenções, através da oferta de oportunidades de acesso à Educação, Saúde, habitação condigna e Justiça.
“O país encontra-se numa situação em que todos têm medo e o nosso partido surge como guia dos moçambicanos”, disse, acrescentando: "Vamos trabalhar para consolidarmos a Unidade Nacional".
Para Cornélio Quivela, a “Chama da Unidade” (uma tocha que está desde 7 de Abril a dar a volta ao país para assinalar os 35 anos da independência) “não tem qualquer significado tradicional nem científico”.
O PAHUMO é constituído maioritariamente por antigos membros dos partidos FRELIMO, RENAMO e PDD, que hoje se comprometeram em desencadear um intenso trabalho de mobilização popular, para obter um resultado expressivo nas próximas eleições.
Cornélio Quivela é um antigo delegado provincial da RENAMO em Cabo Delgado e foi deputado por este partido durante dois mandatos. José Lopes também foi delegado provincial da RENAMO em Nampula e igualmente deputado na Assembleia da República.

Fonte: Notícias Lusófonas - 05.06.2010

quinta-feira, março 25, 2010

Dissidente da Renamo cria partido político

FERNANDO Quivela, ex-deputado da Renamo revelou ao “Notícias” que um novo partido político será publicamente apresentado na cidade de Nampula, em data não indicada.
O interlocutor explicou que a futura agremiação política conta com a integração de “muitos simpatizantes”, destacando-se academicos e outros intelectuais maioritariamente das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
Fernando Quivela afastou a hipótese de se tratar de um partido regionialista, aclarando que “espero que não nos considerem regionalistas, pois nunca chamamos regionalistas os partidos criados a partir do sul e do centro, pelo contrário aderimos, assim como nós esperamos que os concidadãos vivendo em tais regiões sejam democráticos como nós demonstramos, aderindo aos nossos ideais, sem terem em consideração o facto de o partido ter nascido no norte do país”.
Disse ainda serem boas as perspectivas desta formação política poder vir a vingar no cenário político nacional, considerando existir muita ansiedade por parte dos membros que já aderiram ao projecto.
Porém, admitiu que o partido espera enfrentar “muitas dificuldades, decorrentes do facto de nascermos muito longe da capital, da sede de quase todos os órgãos nacionais, das redacções dos jornais, das televisões, das embaixadas, daí que seremos, provavelmente, “atacados” sem nos apercebermos, porque estamos a nascer do campo para cidade. Os comentaristas dirão muita coisa e, provavelmente, não os ouviremos…”
Outra dificuldade que o futuro partido espera enfrentar relaciona-se com a falta de meios financeiros. A propósito, a nossa fonte explicou que “a experiência mostra que não poderemos esperar ter todas as condições para começarmos uma batalha. Todos os partidos do nosso país nasceram pobres, nós é que começamos a enriquece-los com as nossas contribuições quer materiais, quer em ideias. Demos as nossas camisas, os nossos cabritos, a nossa makhákha (mandioca seca) para não morererem”.
Sem avancar o nome da futura organizacao, o nosso entrevistado informou estar prevista para a semana em curso a realizacao de um encontro em Nampula, com o proposito de se definir a linha ideologica da agremiacao, o nome e a data da apresentacao publica. (Pedro Nacuo)

Fonte: Jonal Notícias - 26.03.2010

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Consumando-se na Renamo

Com a Renamo de Afonso Dhlakama é difícil não se prever a chegada do diabo. Não passou sequer uma semana desde que que o Canal de Moçambique e O Paísonline publicaram uma informação segundo a qual Afonso Dhlakama já tinha a lista dos membros desobedientes às suas ordens.

Vem nessas peças de notícia, que ele já havia decidido para a substituição dos actuais membros da Renamo e da coligação RUE, que assumem cargos nas comissões da Assembleia da República. Para isto consumar-se, parece que deve passar pela Comissão Permanente da Assembleia da República. Então, é um pouco complicado.

Enquanto isto demora por depender de quem por lei não cumpre ordens de lideranças partidárias, Dhlakama começou a consumar o seu plano a partir da província nortenha de Cabo Delgado, mandando cessar Conélio Quivela, delegado político provincial, Celiano Salimo, delegado político distrital de Montepuez, e Juma Rafim, chefe do Departamento de Mobilização em Cabo Delgado.

Contudo, estas destituições todas são ilegais por lesarem os estatutos do partido, uma das condições para que um partido seja legalizado em Moçambique. Só para ilucidar, por exemplo, os Estatutos da Renamo no seu Artigo 41 refere que o é a Conferência Provincial que elege o Conselho Provincial e no Artigo 43 refere que o Conselho Provincial elege o Delegado Político Provincial e a Comissão Política Provincial. O mesmo é quanto aos órgãos distritais referidos nos Artigos 54 e 56.

Por diversas vezes tenho apontado aqui violações à lei dos partidos políticos, ver nas páginas 23 e 24 e os estatutos da Renamo que por minha surpresa, muitos jornalistas não têm dado conta este facto quando escrevem sobre destituições e nomeações no lugar de eleições naquele partido.