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quarta-feira, maio 11, 2016

Malawi pede investigação à morte de quatro malawianos no centro de Moçambique

O Governo do Malaui pediu uma investigação ao Governo moçambicano sobre as circunstâncias da morte de quatro malawianos no centro de Moçambique e aconselhou os seus cidadãos a evitarem a estrada onde ocorreu o incidente.
Citado pelo jornal The Nation, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Malawi, Francis Kasaila, afirmou que foi "solicitado a Moçambique que se investigue e forneça um relatório oficial sobre o incidente que levou à morte de quatro malawianos inocentes".
O caso ocorreu a 23 de Abril, quando, segundo o jornal, homens não identificados abriram fogo na zona de Catandica, na província de Manica, centro de Moçambique, sobre um camião que transportava 24 malawianos, resultando na morte de quatro pessoas e ferimentos graves em três.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Ainda recorrem-se a generais de reservas para missões diplomáticas?

Nota: Não sei. Será que Mocambique ainda não produziu diplomatas de carreira e tem que recorrer generais na reserva? Não será disto que as embaixadas de Mocambique continuam células da Frelimo?

AIM: PAULINO MACARINGUE NOVO ALTO-COMISSÁRIO NA ÁFRICA DO SUL

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou esta quarta-feira o general na reserva Paulino Macaringue para ocupar o cargo de Alto-Comissário de Moçambique junto da África do Sul, refere um comunicado de imprensa da Presidência enviado a Redaccão da AIM.

Macaringue substitui Fernando Fazenda que foi exonerado do cargo, nesta quarta-feira, através de um outro despacho assinado pelo estadista moçambicano.

De 2008 à 2013, Macaringue ocupou o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, antes de passar à reserva em Fevereiro de 2014.

Fonte: AIM - 07.10.2015

domingo, maio 31, 2015

Embora disfarçada: A diplomacia moçambicana está doente

Recentemente, 18 embaixadores moçambicanos travaram um braço-de-ferro com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), Oldemiro Baloi que colocou o seu lugar à disposição, porque os diplomatas recusaram-se a apresentar os relatórios de actividade mensal por si solicitado. A fúria do ministro não agradou o estadista moçambicano que não aceitou o pedido de demissão, tendo mandado o recado de que quem não trabalha não pode pertencer ao seu executivo. Entretanto, o oficial de Programas de Justiça no sector económico e social da Agência Católica Internacional (CAFOD), João Mbeve, diz que mais do que uma crise diplomática é uma demonstração clara de que a diplomacia estava habituada ao comodismo vivido com o Governo anterior. Ler mais (Debate)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Malawi lança ofensiva diplomática para normalizar relações com Moçambique e Zâmbia

Por Faustino Igreja, em Blantyre

O Governo do Malawi anunciou o lançamento de uma ofensiva diplomática visando normalizar o relacionamento com Moçambique e a Zâmbia, bem como com a sua antiga potência colonizadora, a Grã-Bretanha.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Jornalistas proibidos de entrar em Luanda dizem ter sido tratados como "cães e criminosos"

Maputo, 15 ago (Lusa) -- Os serviços de migração angolanas na África do Sul proibiram dois jornalistas moçambicanos de entrar em Angola, apesar destes possuírem vistos concedidos pela embaixada angolana em Maputo para participar numa formação jornalística em Luanda, capital do país.

domingo, outubro 31, 2010

Moçambique – Malawi

A talhe de foice

Por Machado da Graça

Penso que começa a ser muito urgente que alguém venha a público explicar-nos o que se passa no relacionamento entre o nosso país e o Malawi, que levou, muito recentemente, a graves e lamentáveis incidentes diplomáticos.
E que a explicação vá ao fundo do problema e não se fique pela questão da necessidade do estudo de impacto ambiental.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Passaportes oficiais e diplomáticos: Moçambique e Rússia eliminam vistos de entrada


OS governos de Moçambique e da Rússia assinaram ontem, em Maputo, um acordo de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço, inserido no âmbito das boas relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países.
O acordo, que entrará em vigor 30 dias após a sua ratificação pelos países signatários, foi assinado pelo Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e pelo Embaixador da Federação Russa acreditado no país, Igor Valentinovitch Popov.
Falando no final da cerimónia, Baloi disse que o acordo de isenção de vistos, inserido no âmbito das excelentes relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países, reveste-se de extrema importância na facilitação da circulação de pessoas e bens entre os dois Estados amigos.
Após a concretização deste acordo, segundo o ministro, alargar-se-á esta isenção para outros níveis, medida que permitirá as pessoas portadoras dos passaportes não contemplados nesta primeira fase que também beneficiem dos ganhos daí decorrentes.
“O acordo permitirá uma liberdade de circulação de pessoas, uma vez que os cidadãos moçambicanos interessados em visitar aquele país poderão entrar e sair sem qualquer requisito, bastando mostrar o passaporte, aspecto que facilita o tempo de execução das tarefas e sobretudo a resposta em relação à emissão de visto”, explicou o ministro.
A Rússia destacou-se no campo da cooperação com Moçambique no domínio militar, durante a luta de desestabilização, garantindo a provisão de apoio multiforme ao país. Porém, se essa cooperação foi, em tempos frutuosa, hoje muito pouco se pode constatar.
Oldemiro Baloi disse que Moçambique enviou, em 2008, uma delegação à Rússia para tentar dinamizar o processo de cooperação económica e, para o efeito, tem havido um trabalho intenso nesse sentido.
O titular da pasta diplomática explicou que, geralmente, existem duas formas de dar sinais claros da vontade de expandir as relações de cooperação. A primeira é quando se assinam os acordos na área de investimento para evitar a dupla tributação e a segunda é o acordo para a respectiva protecção.
A cooperação com a Rússia foi muito vasta, mas depois das mudanças ocorridas, consequentes da queda do bloco socialista (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), o país virou as atenções para dentro, com o objectivo de se organizar e se ajustar à conjuntura actual e isso pode ter influenciado nos níveis de cooperação com Moçambique.
Todavia, segundo o ministro, no momento os dois países estão a tentar redefinir os contornos dessa cooperação e a assinatura do acordo de isenção de vistos constitui um passo importante.
Actualmente, existem no país cerca de 240 cidadãos de nacionalidade russa registados no consulado daquele país mas, segundo o embaixador, há vários outros que não observam estas formalidades, daí que o universo pode ser bem maior.
Quanto ao número de moçambicanos naquele país da Europa do Leste, o chefe da missão diplomática estima em cerca de 100.


Nota: esta é uma versão em Português do artigo em Inglês publicado aqui

Visa Agreement With Russia

Maputo — The Mozambican and Russian governments signed an agreement in Maputo on Wednesday, abolishing entry visas - but only for holders of diplomatic and service passports.
The agreement was signed by Mozambican Foreign Minister Oldemiro Baloi and Russian ambassador Igor Popov.
Addressing the ceremony, Baloi said the agreement would facilitate the circulation of people between the two countries, and speed up official business. He hoped that in future the agreement could be extended to the holders of other types of passports.
In the days of the Soviet Union, there was very substantial military and economic cooperation between Mozambique and the USSR. But with the collapse of the Soviet Union, the level of cooperation plummeted.
Baloi said that in 2008 Mozambique sent a delegation to Russia to revive bilateral cooperation. He thought the visa exemption agreement was a useful step in this direction.
Currently the Russian embassy is aware of 240 Russian citizens working in Mozambique. There are about 100 Mozambicans living in Russia.

Source: Allafrica (2009.12.30)