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quarta-feira, novembro 30, 2016

PROFESSORES DA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL BOICOTAM CORRECÇÃO DE EXAMES NA BEIRA

Os professores da Escola Industrial e Comercial (EICB) 25 de Junho, na cidade da Beira, capital da província central de Sofala, em Mocambique, estão desde a manhã de terça-feira em greve, protestando contra a falta de pagamento de horas extraordinárias referentes a dois meses de 2015.

Por isso, os professores decidiram boicotar a correcção dos exames em curso desde o dia 21 deste mês, como forma de pressionar o Governo a satisfazer as suas exigências.

O Diário de Moçambique soube que os docentes não receberam pelos serviços prestados em Outubro e Novembro de 2015, receando que o mesmo venha a acontecer em relação aos meses de Setembro, Outubro e Novembro do presente ano uma vez que ainda não foram pagos.

segunda-feira, junho 06, 2016

Em África não se ganha nada com boicote

A minha mãe deixou-me com legado do qual agradeço. Foi uma lição de vida sobretudo como africano e ou em África. Em pequenino dizia-me ela “onyanyala kumpwanyeria ethu” como sabéis não sei escrever em emackwa, mas traduzindo literalmente a expressão significa “com boicote nada se ganha”.
Quando eu recusasse de comer em protesto de qualquer coisa, a minha mãe me dava a lição, não deixando nadinha para eu comer depois. Assim aprendi, muito cedo a não boicotar.

Na verdade, toda a minha experiência diz que em África, boicotar é condenar-se à perda de tudo. Em muitos países africanos, muitos partidos da oposição boicotam eleições, e o resultado tem sido a perda de tudo e mais poder para o partido no poder. Até parece que os partidos no poder em África, fazem tudo por tudo para obrigar os partidos da oposição a boicotarem as eleições. Um país africano que agiu de forma contrária foi o Senegal. Quando em 2012, Abdoulaye Wade  decidiu disputar um terceiro mandato a despeito da Constituição do Senegal  os partidos senegaleses constituiram uma frente unida para enfrentá-lo nas urnas. Assim, Wade foi derrotado. Se alguém tem outra experiência que me diga. 

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Estudantes boicotam arranque do ano lectivo

Recusam-se a assistir às aulas e há três semanas lutam pela re­dução dos preços das propinas. Fazem parte dos 300 estudantes do Instituto Superior de Gestão de Negócios, delegação da cida­de de Maputo, uma instituição privada com instalações na Es­cola São Cipriano, no bairro da Malanga.
Foi em Janeiro que a direcção da instituição publicou um co­municado a informar que ajus­tou as propinas depois de “ava­liados e ponderados os factos da situação macroeconómica que se vive no país, caracterizada pela desvalorização elevada da moe­da nacional, o metical, e para fazer face aos custos de funcio­namento da instituição”. Assim, as taxas subiram de 3 950 para 5 250 meticais, um aumento 1 300 meticais.

Fonte: O País – 25.02.2016

quarta-feira, outubro 28, 2015

Para que servem os boicotes eleitorais em África?

Por António Antique

Penso que é há 10 anos ou um pouco mais que conclui que boicote eleitoral não eram nenhuma estratégia de pressão ao regime (partido no poder) seja para adiar eleições como para influenciar no resultado eleitoral em África. Ao contrário, em África, qualquer boicote serve para fortalecer o regime ou seja o partido no poder.

A minha conclusão se basea do acompanhamento do que se passou nos processos eleitorais em África e em particular em Moçambique. Nas eleições autárquicas de 1998 em Moçambique houve um boicote de quinze partidos políticos, incluindo a Renamo que segundo as previsões de Awepa e baseando nas eleições gerais de 1994, estava em condições de ganhar confortavelmente em sete dos 33 municípios, enquanto que a Frelimo ganharia confortável em 13.  Em mais 7 cidades e vilas a disputa entre a Frelimo e a Renamo seria renhida.

A consequência imedieta pelo boicote, foi de todos os 33 municípios tanto em presidências como em assembleias fossem ocupados pela Frelimo que nos cinco anos que se seguiram, permitiram-lhe à preparação do terreno para reverter as tendências nos municípios de maior apoio da Renamo ou oposicão. Por outro lado, a Frelimo ensaiou a fraude eleitoral. Em alguns casos nem foi para prejudicar aos partidos da oposição, mas neutralizar qualquer efeito do boicote como se reportou no caso de Dondo.

“In Dondo Frelimo was unopposed, so there were no poll watchers from other parties in polling stations. Just before 6 pm at polling station 3680A in the 7 de Abril primary school, with no voters present, a staff member was seen putting a folded ballot paper into a ballot box. Another staff member, realising that they had been seen, put a pad on top of several other folded ballot papers on her table and covered the pad with her arms -- but three folded ballot papers could be seen sticking out beyond the pad, and another had fallen at her feet.” AWEPA, (Mozambique Peace Process Bulletin 21 -- 21 July 1998 pag. 3).

Desta forma, Moçambique perdeu a oportunidade de ensaiar a alternância de governação a partir dos governos locais, dando lugar à prática de fraude eleitoral e pressão aos funcionários públicos (partidarização da função pública) pelo partido no poder, a Frelimo. Se notarmos, os países africanos que experimentaram a alternância de governação tanto ao nível nacional como local logo depois da queda do Muro de Berlim têm menos conflitos eleitorais e cito Zâmbia, Malawi, Cabo Verde, Gana, Guiné-Bissau, entre outro. São países que não investem em fraudes nem medo têm por alternância na governação.

Ao escrever este texto, lembrei-me dos boicotes eleitorais da oposição em Burundi e agora na Côte d’Ivoire e do referendo em Congo Brazzaville. 

No Burundu, a oposição gastou muito tempo, energia e até sacrificou muitas vidas para boicote, mas isso deu maior oportunidade a Pierre Nkurunziza a continuar no poder sem o mínimo de disputa. Por outro lado, será interessante ver de perto e comparar a composição entre o actual e anterior parlamento burundese. O preço do boicote é alto e poderá ser aimda mais alto nas próximas eleições.

Na Côte d’Ivoire, Alassane Ouattara ganhou com 84%, o que é raro em verdadeiras democracias.  Mas o caso deste país vai até à teimosia de Laurent Gbagbou de validar fraude que hoje pode ter tirado ou reduzido  o seu partido à catástrofe no panorama político. Outra questão que pode não sustentar o meu texto e se realmente se deva ir para agora com o partido de Laurent Gbagbou.  

O caso mais visível é do Congo Brazzaville com dados que parecem que Denis Sassou Nguesso forjou para derrotar o boicote. Diz-se que a participação foi muito fraca que não ia acima de 10%, (Deutsche Welle) mas lá se forjou a moda Dondo para que o referendo valesse. Pelo menos Robert Mugabe assim não o fez em 2000. Talvez teria sido mais inteligente se a oposição mobilizasse um voto contra e não boicote.

E para que servem os boicotes?

segunda-feira, março 25, 2013

Renamo mobiliza seus membros para boicotarem eleições deste ano

Mais do que se abster de participar nas eleições deste ano, a Renamo diz que não vai permitir que haja recenseamento eleitoral e muito menos eleições autárquicas.

A Renamo juntou os seus membros e simpatizantes, no último fim-de-semana, na cidade da Beira, para lhes informar que não se devem recensear para as eleições deste ano.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Partidos extra-parlamentares apelam ao boicote das eleições intercalares

Alegando despesismo causado pela Frelimo

Maputo (Canalmoz) - Numa altura em que os principais partidos já indicaram os seus candidatos com a excepção da Renamo que tem vindo a afirmar que não vai concorrer, os partidos sem assento parlamentar na Assembleia da República, e que formam a coligação denominada G12, apelam à não realização das eleições intercalares, alegadamente porque foram propositadamente provocadas pela Frelimo com fins obscuros. O G12 diz que a realização das eleições intercalares forçadas Ler mais

Reflectindo: Descordo.