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quarta-feira, dezembro 13, 2017

Burundi: Presidente lança campanha para estender mandato

Nkurunziza disse aos seus apoiantes na província de Gitaga para votarem a favor da emenda no referendo que está sendo preparado. As propostas mudanças incluem estender o mandato presidencial de cinco para sete anos.
O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, lançou terça-feira uma campanha para apoiar uma emenda da constituição que lhe vai permitir estender o seu mandato apesar dos avisos dos seus opositores de que isso vai provocar mais violência no país.
Nkurunziza disse aos seus apoiantes na província de Gitaga para votarem a favor da emenda no referendo que está sendo preparado. As propostas mudanças incluem estender o mandato presidencial de cinco para sete anos.
A data para o referendo ainda não foi fixada, mas deverá acontecer próximo ano.
A oposição alertou que tentativas para mudar a constituição podem levar a mais um banho de sangue naquele país do leste de África que ainda não se refez da onda de violência pós- eleitoral depois de Nkurunziza ter feito de tudo para se candidatar a um terceiro mandato – contra a constituição – em 2015. Centenas de pessoas foram mortas, o Tribunal Penal Internacional (TPI) está a investigar alegados crimes. Ler mais (Notícias Sapo, 13.12.2017)

quinta-feira, novembro 24, 2016

BURUNDI: TPI CONTINUA INVESTIGAÇÕES MESMO INICIADO PROCESSO DE RETIRADA DO PAÍS

A procuradora do Tribuna Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, deu a mais forte indicação até agora, de que os planos de alguns países de se retirarem daquele organismo não vão, de maneira alguma, afectar as investigações em curso sobre alegados crimes de guerra. Ela prometeu continuar a perseguir os perpetradores das atrocidades.

Bensouda disse que a sua equipa vai continuar com as investigações preliminares no Burundi, iniciadas em Abril, e ela tem o apoio de mais de 120 outros estados membros.

A violência eclodiu no Burundi em Abril de 2015 quando o presidente Pierre Nkurunziza anunciou a sua candidatura para um terceiro mandato. Os confrontos forçaram mais de 300.000 burundeses a procurar refúgio nos países vizinhos.

O Burundi, África do Sul e Gâmbia submeteram em Outubro e Novembro às Nações Unidas cartas que expressam a sua intenção de se retirarem do TPI. Contudo, a sua retirada só pode ter efeito depois de um ano.

sexta-feira, outubro 30, 2015

A muitos líderes africanos o mais importante é o poder e não a nação: O caso de Burundi

Pelo menos 20 pessoas morreram nos últimos três dias no Burundi em vários confrontos na capital e, pela primeira vez, no centro do país. Agostinho Zacarias, coordenador das Nações Unidas no Burundi, diz que a situação está realmente tensa em termos de segurança.

Cerca de 20 pessoas morreram nos últimos três dias em vários confrontos entre as forças de ordem e “criminosos armados”, de acordo com a expressão usada pelas autoridades para designar os que contestam, nas ruas, a reeleição do presidente Pierre Nkurunziza. Os confrontos aconteceram na capital e, pela primeira vez, no centro do país, de acordo com a agência France Presse. Ler mais (RFI)

sexta-feira, maio 15, 2015

Burundi: Quatro antigos presidentes denunciam candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato

Quatro antigos chefes de Estado burundeses consideram "inconstitucional" a candidatura do actual presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandato, estimando que ele arrisca de comprometer as conquistas da paz, depois do fim da guerra civil em 2006.

Numa carta, endereçada no início desta semana aos chefes de Estado da região, transmitida nesta sexta-feira à AFP, esses quatro ex-presidentes constatam “as preocupações exprimidas” pelos burundeses sobre a candidatura de Nkurunziza (eleito em 2005 e reeleito em 2010) às presidenciais de 26 de Junho deste ano.

Burundi: Retomadas manifestações anti-Nkurunziza em Bujumbura

Bujumbura - Manifestantes da oposição a um terceiro mandato do presidente burundês Pierre Nkurunziza retomaram nesta sexta-feira em Bujumbura, os protestos enquanto a polícia atirava para o ar para dispersar os contestatários, apenas a algumas horas após o fracasso de uma tentativa do golpe de Estado, noticia a AFP.
Um  jornalista da AFP  viu a polícia a dispersar à golpe de tiros de intimidação para centenas de  manifestantes nas ruas de um bairro periférico  de Musaga (sul de Bujumbura), reunidos por grupos de dezenas em redor das barricadas.

Fonte: ANGOP – 15.05.2015

quinta-feira, maio 14, 2015

Cimeira da Comunidade da África do Leste condena o golpe de estado e a pretensão de Nkurunziza ao terceiro mandato em Burundi

A Cimeira encerrou com um apelo ao adiamento das eleições previstas para Maio e Junho no Burundi e a cessação das hostilidades, o que igualmente o Conselho de Paz e Segurança deverá lançar por seu turno.
A presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, condenou quarta-feira "em termos muito fortes" o golpe de Estado em curso no Burundi e apelou ao retorno da ordem constitucional.     
"Os princípios da União Africana se opõem a toda mudança inconstitucional de governo", acrescentou na ocasião, numa clara referência à Carta sobre a democracia, as eleições e a governação, adoptada em 2007 pelos chefes de Estado da organização panafricana.
De igual modo, a chefe da UA criticou severamente a tentativa do presidente Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato, justificação do golpe de Estado, segundo o general, golpista.   
"Fora da Corte (consitucional) burundesa, todas as outras interpretações que temos da Constituição é que (...) já não deverá haver um terceiro mandato", disse ela a semana passada em entrevista à televisão chinesa CCTV.    

Fonte: ANGOP – 14.05.2015

Burundi: Chefe do Estado-Maior do Exército anuncia fracasso do golpe de Estado

"A tentativa de golpe de Estado liderada pelo general Godefroid Niyombare foi frustrada", disse Niyongabo em declaração transmitida pela Rádio Nacional.
Em seguida, o porta-voz dos militares rebelados afirmou que as forças do general Niyombare controlam o aeroporto de Bujumbura e outros pontos da capital.
Após semanas de protestos contra a decisão do presidente Nkurunziza de se apresentar a um terceiro mandato, considerado inconstitucional,  quarta-feira o general e ex-chefe do serviço de Inteligência Godefroid Niyombare anunciou a dissolução do governo.
O anúncio de Niyombare, uma figura muito respeitada, ocorreu horas após Nkurunziza viajar à Tanzânia para analisar com líderes regionais a crise no Burundi.
Segundo militares leais ao governo, o Palácio Presidencial permanece sob o controlo das forças governamentais.
"As Forças Armadas fazem um apelo aos golpista para que se entreguem", disse o general Niyongabo em mensagem na rádio estatal.

Fonte: Angop - 14.05.2015

Manifestante morto na véspera de cimeira regional

Um manifestante foi, esta terça-feira, morto em Bujumbura, onde os opositores a um terceiro mandato do presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, continuam a manifestar-se, na véspera de uma cimeira regional sobre a crise no país.

Ao 17.º dia de contestação, com violência que já causou cerca de 20 mortos, um manifestante foi morto a tiro em confrontos com a polícia no bairro de Butarere, onde se situa o aeroporto internacional de Bujumbura, a uma dezena de quilómetros a norte do centro da cidade.

Fonte: O País - 13.05.2015

segunda-feira, abril 27, 2015

CANDIDATURA PARA TERCEIRO MANDATO GERA VIOLENCIA NO BURUNDI

Bujumbura, 27 Abr (AIM) – Organizações da sociedade civil no Burundi sairam domingo a rua envolvidas na campanha «Não ao Terceiro Mandato» do Presidente Pierre Nkurunziza.

As manifestacoes ocorreram igualmente em vários bairros da cidade de Bujumbura, capital burubdesa, vigiadas por elementos da Polícia Anti-Motim, que lancaram gas lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que queimaram pneus e arremessaram pedras.

Noticias da capital Bujumbura, onde os confrontos entre os manifestantes e forcas policiais foram tensos, referem que houve danos humanos e materiais nao especificados.

O clima de tensão propagou-se à sede da Rádio Pública Africana Independente (RPA) onde os ministros do Interior, Edouard Nduwimana, da Segurança Pública, Gabriel Nizigama, e da Comunicação, Tharcisse Nkesabahizi, vieram com polícias para forçarem o encerramento desta rádio independente mais ouvida do país, com um mandato do Ministério Público acusando-a de 'propaganda dum movimento insurrecional'.