Mostrar mensagens com a etiqueta golpe de estado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta golpe de estado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, novembro 17, 2017

Sobre os acontecimentos no Zimbabwe

No meu ponto de vista, o que está a acontecer no Zimbabwe é bom e podia ser uma lição (modelo) para toda África. Pode ser que os militares fizeram tudo sem contar com o resultado final e nem Mugabe não tenha contado com o que possa acontecer no Zimbabwe nos próximos anos.

1. Pode ser que estes acontecimentos melhorem  a democracia interna no ZANU-PF mais do que se o
Emmerson Mnangagwa  ou a Grace Mugabe fossem indicados por um único homem – Robert Mugabe. Não julgo haver dúvidas que o sucessor de Mugabe será escolhido pelos militares veternanos, mas os zimbabweanos não reagirá doutra forma quando estes tiverem a oportunidade soberana ?
2. Pode ser que estes acontecimentos venham a abrir muito mais a consciência dos zimbabweanos, assumindo que só eles podem fazer mudanças no Zimbabwe e é pelos votos. Tenho dificuldades de acreditar que os que festejavam nas ruas, aquilo que me fez lembrar o golpe de Estado  em Portugal, era por prisão domiciliária do Presidente Mugabe por algumas horas.

3. O problema do clássico golpe de estado em África é de muitas vezes eliminar a democracia ou o processo democrático. Os militares por mais que digam que é para restaurar a democracia, sempre vêm com um período de transição que lhes permite formar um partido e abocanhar o poder para “sempre.”

quinta-feira, novembro 16, 2017

Robert Mugabe recusa-se a abandonar o poder

Fonte dos serviços secretos do Zimbabwe disse à Reuters, citada pelo Expresso, que o ainda Presidente Robert Mugabe, impedido de sair de casa pelos militares, não quer deixar o cargo voluntariamente e recusou a mediação de um padre católico, único meio de contacto com os generais.
Ainda de acordo com o Expresso, conta a Reuters, citando uma fonte política, que o padre Fidelis Mukonori constitui nesta altura o único elo de ligação entre Mugabe e os generais que numa declaração transmitida pela televisão justificaram o assalto ao poder com a necessidade de capturar “criminosos” próximos do chefe de Estado, “que estão a causar sofrimento económico e social no país”.
Relatórios dos serviços secretos a que a Reuters teve acesso sugerem que o antigo chefe da segurança e vice-Presidente, Emmerson Mnangagwa, cuja demissão foi anunciada na segunda-feira, dia 6, será o arquiteto do golpe que começou a ser desenhado há mais de um ano.

quarta-feira, setembro 23, 2015

Presidente destituído em Burkina Faso reassume após acordo

O presidente burquino, Michel Kafando, destituído por militares golpistas a 17 de Setembro, reassume o cargo esta quarta-feira, disse esta terça à AFP o general golpista Gilbert Diendéré. 
"Os chefes de Estado [da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental] chegarão amanhã [a Uagadugu] para reassumir o cargo".
"Teoricamente, vou recebê-los amanhã [no aeroporto], e Kafando vai acompanhá-los depois", afirmou Diendéré, chefe do Regimento de Segurança Presidencial (RSP), que liderou o golpe de Estado.
O Exército burquino e os golpistas assinaram um acordo, em Uagadugu, para evitar um confronto. O acerto foi divulgado à imprensa na presença do rei dos Mossis (etnia maioritária no país), Mogho Naaba, autoridade tradicional muito respeitada.

quinta-feira, setembro 17, 2015

DE GOLPE EM GOLPE EM ÁFRICA - PORQUÊ SERÁ?

Golpe de Estado no Burkina Faso
Ouagadougou - Militares que detinham desde quarta-feira à noite o Presidente da transição no Burkina Faso, o seu primeiro-ministro e demais membros do Governo dissolveram hoje (quinta-feira) o Governo e as instituições do país, antes de instaurar um Conselho Nacional para a Democracia (CND).
"Hoje, 17 de Setembro de 2015, as forças patrióticas e democráticas que congregam todas as componentes da nação e reunidas no seio do Conselho Nacional para a Democracia (CND) decidiram pôr termo ao regime que desvia a transição", declarou um militar nas antenas da Televisão Nacional.
Segundo os golpistas, instaurado depois da insurreição vitoriosa do povo de 30 e 31 de Outubro de 2014, o regime de transição afastou-se progressivamente dos objectivos de refundação duma democracia consensual.
"A lei eleitoral, criada por indivíduos e criticada pelas instâncias e homens de direito, estabelece-se então como um instrumento de negação dos valores do nosso povo, baseados no espírito de justiça, de equidade e de tolerância", denunciaram.

quinta-feira, maio 14, 2015

Cimeira da Comunidade da África do Leste condena o golpe de estado e a pretensão de Nkurunziza ao terceiro mandato em Burundi

A Cimeira encerrou com um apelo ao adiamento das eleições previstas para Maio e Junho no Burundi e a cessação das hostilidades, o que igualmente o Conselho de Paz e Segurança deverá lançar por seu turno.
A presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, condenou quarta-feira "em termos muito fortes" o golpe de Estado em curso no Burundi e apelou ao retorno da ordem constitucional.     
"Os princípios da União Africana se opõem a toda mudança inconstitucional de governo", acrescentou na ocasião, numa clara referência à Carta sobre a democracia, as eleições e a governação, adoptada em 2007 pelos chefes de Estado da organização panafricana.
De igual modo, a chefe da UA criticou severamente a tentativa do presidente Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato, justificação do golpe de Estado, segundo o general, golpista.   
"Fora da Corte (consitucional) burundesa, todas as outras interpretações que temos da Constituição é que (...) já não deverá haver um terceiro mandato", disse ela a semana passada em entrevista à televisão chinesa CCTV.    

Fonte: ANGOP – 14.05.2015

Burundi: Chefe do Estado-Maior do Exército anuncia fracasso do golpe de Estado

"A tentativa de golpe de Estado liderada pelo general Godefroid Niyombare foi frustrada", disse Niyongabo em declaração transmitida pela Rádio Nacional.
Em seguida, o porta-voz dos militares rebelados afirmou que as forças do general Niyombare controlam o aeroporto de Bujumbura e outros pontos da capital.
Após semanas de protestos contra a decisão do presidente Nkurunziza de se apresentar a um terceiro mandato, considerado inconstitucional,  quarta-feira o general e ex-chefe do serviço de Inteligência Godefroid Niyombare anunciou a dissolução do governo.
O anúncio de Niyombare, uma figura muito respeitada, ocorreu horas após Nkurunziza viajar à Tanzânia para analisar com líderes regionais a crise no Burundi.
Segundo militares leais ao governo, o Palácio Presidencial permanece sob o controlo das forças governamentais.
"As Forças Armadas fazem um apelo aos golpista para que se entreguem", disse o general Niyongabo em mensagem na rádio estatal.

Fonte: Angop - 14.05.2015

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Presidente demissionário da RCA em asilo político no Benin

O Presidente demissionário da República Centroafricana, Michel Djotodia, forçado à demissão pelos chefes de Estado dos países-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), chegou, na noite de sábado (11), a Cotonou, proveniente de N'Djamena.

quinta-feira, julho 04, 2013

Egipto: Exército derruba Morsi

O Presidente do Egipto Mohamed Morsi, o primeiro democraticamente eleito desde a queda de Hosni Mubarak, foi esta quarta-feira deposto pelas forças armadas. Um novo Governo interino será liderado por Mohamed ElBaradei.
Segundo as agências internacionais, o exército egípcio informou o líder islamista cerca das 17h locais de que já não era chefe de Estado. O rápido golpe militar ocorreu depois de um ultimato para Morsi encontrar uma solução para a crise política e institucional no Cairo ter expirado.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Golpes


Por Niosta Cossa
No mundo, existem, ou melhor, desde adolescente, habituei-me a ouvir falar de 3 tipos de golpes: Golpe de Estado, Golpe do Baú e Golpe da Barriga.
1. Na Guiné-Bissau, o golpe que mais se pratica é o de Estado: Golpe de Nino Vieira sobre Luís Cabral, em 1980. Tentativa falhada de se golpear Nino Vieira em 1985. Em 1994, já havia 3 tentativas falhadas de golpe de Estado contra Nino Vieira. Revolta das forças armadas chefiadas por Ansumane Mané, em 1998, e, em 1999, Nino Vieira exila-se em Portugal – golpe de Estado consumado.