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terça-feira, março 15, 2011

Mahamadou Issoufou vence eleições presidenciais no Níger

Niamey, Níger (PANA) - Mahamadou Issoufou venceu as eleições presidenciais nigerinas, no termo da segunda volta organizada sábado último, segundo os resultados provisórios globais divulgados esta segunda-feira pela Comissão Eleitoral Independente (CENI).
O candidato do Partido Nigerino para a Democracia e Socialismo (PNDS/Taraye) obteve 57 porcento dos sufrágios contra 42 porcento para o seu adversário, Seini Oumarou, do Movimento Nacional para a Sociedade de Desenvolvimento (MNSD/Nassara).
Uma vez estes resultados validados pelo Conselho Constitucional, Mahamadou Issoufou vai tornar-se no primeiro Presidente da VII República, depois de derrotado na sua corrida à presidência em 1999 e 2004 pelo ex-chefe de Estado Mamadou Tanja, derrubado pelos militares em 18 de fevereiro de 2010.

segunda-feira, março 01, 2010

Junta exclui-se de eleições presidenciais no Níger

Nenhum membro do Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSRD) ou do Governo de Transição poderá candidatar-se às próximas eleições no Níger, anunciou domingo o chefe da Junta, o chefe de Esquadrão Salou Djibo, numa mensagem à nação.
Segundo ele, o CSRD assumiu este engajamento de rejeitar a candidatura às próximas eleições "para assegurar uma condução serena e imparcial desta transição". "A nossa única ambição é acompanhar o regresso à democracia na nossa cara pátria. A época dos regimes autocráticos acabou neste país que apenas tem como vocação ser democrática", sublinhou o líder da Junta na sua primeira mensagem endereçada aos seus compatriotas desde a tomada do poder a 18 de Fevereiro de 2010.
O CSRD derrubou o Presidente Mamadou Tandja após uma crise política agudizada pelo referendo constitucional de Agosto de 2009 que permitiu ao chefe de Estado nigerino prolongar o seu reinado depois de dois mandatos legais de cinco anos que terminaram em Dezembro passado.

Fonte: AFP in @ VERDADE - 01.03.2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Líder do Níger "detido por soldados"

O presidente do Níger, Mamadou Tandja, e membros do seu governo foram feitos prisioneiros por soldados, após tiroteios junto ao palácio presidencial na capital do país, Niamey.
O tiroteio começou cerca das 13horas locais e prolongou-se por 30 minutos, segundo o correspondente da BBC Idy Baraou.
O nosso correspondente afirma ainda que há tanques pelas ruas da cidade e que testemunhas viram várias pessoas feridas, que estão a ser levadas para o hospital. Baraou diz que se continuam a ouvir tiros esporádicos na cidade, onde se situam quatro quartéis militares.
Um oficial superior francês, que pediu para manter o anonimato, disse à Agência France Press que se trata de uma tentativa de golpe de Estado. "Tudo o que posso dizer é que Tandja não se encontra numa boa posição", afirmou o oficial. E acrescentou que a detenção do presidente foi feita durante a reunião semanal do seu governo. leia mais

UE ameaça cortar ajudas ao Niger

A União Europeia aqui ameaçou suspender toda a cooperação com o Niger a não ser que o país regresse imediatamente à ordem constitucional.
Numa carta enviada pelo presidente Mamadou Tandja no início da semana, a União Europeia convidou o Niger para participar em negociações com os seus representantes dentro de trinta dias.
O bloco europeu acusa o presidente Tandja de violar a constituição do seu país, ao realizar um referendo em Agosto que lhe permite prolongar o seu mandato e reforça os seus poderes.

Fonte: BBC (18.02.2010)

quarta-feira, maio 27, 2009

Presidente do Niger dissolve parlamento

O presidente do Niger, Mamadu Tandja, dissolveu hoje por decreto o Parlamento, um dia depois de o Tribunal constitucional ter recusado a realização de um referendo que lhe permitiria manter-se no poder, afirmou a rádio privada Anfani.

Esta dissolução surgiu quando os 113 eleitos examinavam hoje uma carta enviada por Tandja para os informar que tinha decidido organizar um referendo para lhe permitir manter-se no poder depois do último mandato de cinco anos, que termina este ano.

Segunda-feira, o Tribunal constitucional, a mais alta jurisdição do país, tinha emitido um parecer desfavorável em relação à realização deste referendo, considerando que o artigo 49 da Constituição, sobre o qual Tandja se queria apoiar, “não podia servir como fundamento para uma mudança da Constituição”.

Este artigo 49 autoriza o presidente a convocar um referendo sobre vários assuntos.

“O presidente da República, tendo jurado respeitar e fazer respeitar a Constituição, não poderia comprometer ou modificar esta constituição sem violar o seu juramento”, referiu o Tribunal.

A assembleia nacional foi eleita em 2004 por um período de cinco anos.

Fonte: O País online