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quarta-feira, dezembro 15, 2010

Deputados apresentam moção de censura contra embaixador americano

Um grupo de deputados depositou hoje (quarta-feira) uma moção de censura no Parlamento queniano para exigir que se chame novamente o embaixador dos Estados Unidos no Quénia, citado em várias notas diplomáticas reveladas pelo WikiLeaks, anunciou um desses parlamentares.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

O GUN do Quénia em crise?

UMA confusão instalou-se no seio do Governo de Unidade Nacional (GUN) queniano, depois de o primeiro-ministro Raila Odinga ter anunciado a suspensão dos ministros da Agricultura e da Educação, por alegado envolvimento num escândalo de corrupção, antes do presidente queniano, Mwai Kibaki, anular as suspensões.
No Quénia multiplicaram-se nos últimos dias apelos para a demissão de ministros, depois de milhões de dólares de fundos públicos terem sido desviados, num escândalo que envolveu os pelouros da Educação e Agricultura.
O Primeiro-Ministro, Raila Odinga, tomou uma medida rara no país ao anunciar a suspensão de dois ministros devido a "provas incriminatórias" e para o Governo conduza investigações justas, independentes e abrangentes é importante que ambos os ministros se afastem”, segundo Odinga.
Os resultados das investigações deram conta do desvio de 26 milhões de dólares no escândalo relacionado com o milho e mais de um milhão de dólares foram roubados num esquema no sector da educação.
O ministro da Agricultura, William Ruto, contestou a sua suspensão, alegando que tal medida só poderia acontecer por ordens do Presidente razão pela qual continuaria no exercício das minhas funções.
E, de facto, horas depois das suspensões terem sido anunciadas, o Presidente Mwai Kibaki anulou-as, afirmando que não tinha sido consultado e que o primeiro-ministro não tinha autoridade para tomar tais medidas.
Analistas acreditam que este assunto representa um grande teste para o Governo de unidade nacional queniano.

Fonte: Jornal Notícias (16.02,2010)

segunda-feira, abril 21, 2008

Quatro ou cinco homens, a mesma história (3)

Sani Abacha
Sani Abacha é a continuidade de Ibrahim Babangida e que até podia não ser interessante nesta série, razão pela qual o título inicial é quatro ou cinco homens. Porém, há factos importantes que marcaram o regime de Abacha e até ao fim deste.
A 17 de Novembro de 1993, o governo interino de Shonekan apresentou a sua demissão devido a problemas políticos e sociais na Nigéria, ainda que a Suprema Corte o declarasse inconstitucional. Nesse mesmo dia, o Tenente General Sani Abacha, proclamou-se Chefe de Estado da Nigéria e manteve-se à frente do Ministério da Defesa assumindo também o cargo de chefe das forças armadas.

Em Junho de 1994, o presidente eleito e golpeado, Moshood Abiola foi preso. A prisão do Abiola provocou a greve de petroleiros e de outros sectores de produção na Nigéria. Para meter medo, o governo de Sani Abacha executou muitos dos seus opositores entre eles 60 oficiais que participaram num movimento contra o ditador.

A execucão por enforcamento do activista Ogoni Ken Saro-Wiwa, a prisão do presidente eleito Abiola e do general Olusegun Obasanjo, a condenação em "abstentia" do proeminente escritor Wole Soyinka, o banimento dos partidos políticos e o controle da imprensa, foram alguns dos pontos mais altos do regime ditatorial de Sani Abacha.

Abacha morreu subitamente em Junho de 1998 e o chefe do Estado Maior Abdulsalami Abubakar foi empossado Presidente da República. Abubakar rapidamente anunciou a transição do país à democracia o que permitiu que Olusengun Obasanjo fosse democraticamente eleito Presidente da República

Fonte: ver aqui e

sexta-feira, abril 18, 2008

Quatro ou cinco homens, a mesma história (2)

Ibrahim Babangida
Quando em 1993, o Reino Unido e os Estados Unidos da América suspenderam a ajuda militar e congelaram as relações diplomáticas com a Nigéria, sob regime ditatorial do general Ibrahim Babangida, este viu-se forçado a promover eleições presidenciais que já vinham sendo adiadas e que realizaram-se a 12 de Junho de 1993.

Nessas eleições, Bashir Tofa, candidato pessoal do ditador Ibrahim Babangida ou da ala governamental, foi derrotado pelo empresário oposicionista Moshood Abiola. Posto que o candidato do regime nao foi eleito pelo povo nigeriano, Babangida anulou as eleições, alegando fraude.

Dois meses depois, fingindo vontade em deixar o poder, Babangida nomeiou Ernest Shonekan para presidente do governo interino a que chamou de GUNN (Governo da Unidade Nacional da Nigéria) e que duraria até Fevereiro de 1994. Neste governo, Sani Abacha é nomeado Ministro da Defesa.

Fonte: Aqui

segunda-feira, abril 14, 2008

Quatro ou cinco homens, a mesma história (1)













O que se está a passar no Zimbabwe é apenas uma repetição do muito que se passa na nossa África. Alguns casos são ou foram bem visíveis e convincentes tanto mais que à nossa história, a história de África e a do mundo inteiro, não se lhe escapou registar com letras garrafais.

Alguns escaparam e outros foram apenas registados por algumas pessoas que o quiseram fazer ou o viram com outros olhos. O nosso próprio país tem muitas histórias relacionadas com as eleições. Infelizmente são histórias registadas por quem o quis fazer ou teve o cuidado em distinguir o estranho, isto é, o normal do anormal.Entre os casos bem registados, na nossa história, está a Nigéria de Ibrahim Babangida e depois Sani Abacha, o Madagascar de Didier Ratsiraka, o Quénia de Mwai Kibaki e o agora recente Zimbabwe de Robert Mugabe.Para ver-se a analogia, entre os quatro ou cincos homens, vou tentar descrever, numa série de artigos, como eles fizeram golpe palacial depois de derrota eleitoral.