Didier RatsirakaDidier Ratsiraka foi presidente de Madagáscar de 1975 a 2002 com interrupção entre 1993-1997. Muito se pode estudar sobre este homem como é o caso do massacre de 10 de Agosto de 1991, mas não é a isto que dedico os artigos desta série, mas sim sobre os golpes palaciais em África depois das eleições, como se concretizam e quem os concretiza.
Nas eleições presidenciais de 1993, Ratsiraka perdeu a favor do líder oposicionista Albert Safy que foi impugnado em 1996. Ratsiraka recandidatou-se as eleições de 1997 e venceu-as com uma pequena margem ao seu adversário Safy.
Nas eleições de 2001, Ratsiraka perdeu a favor de Marc Ravalomanana. Segundo o Governo, Ravalomanana obteve 46 % enquanto que Ratsiraka 40 %, exigindo o último uma segunda volta. Por seu turno, Marc Ravalomanana alegando ter ganho com mais de 50 %, para evitar a segunda volta, toma posse em Fevereiro de 2002 e deste acto eclode uma guerra entre os apoiantes dos dois. Em poucos meses Ravalomanana ganha o controle do país e Ratsiraka exila-se na França levando consigo oito milhões de dolares do banco central em Toamasina.
Algo que muito estranho nas eleições de 2001, em Madagáscar, foi o facto de o tribunal supremo, que declarara os resultados que obrigavam a uma segunda volta entre Ravalomanana e Ratsiraka, declarar depois o primeiro como vencedor com mais de 50% na primeira volta.






O que se está a passar no Zimbabwe é apenas uma repetição do muito que se passa na nossa África. Alguns casos são ou foram bem visíveis e convincentes tanto mais que à nossa história, a história de África e a do mundo inteiro, não se lhe escapou registar com letras garrafais.



