segunda-feira, março 21, 2016
DESVIO DE DONATIVO NO HCBEIRA: 4 SUSPEITOS DETIDOS E MATERIAL MÉDICO CONFISCADO
quarta-feira, novembro 28, 2012
Presidente moçambicano rejeita "tese tribal" na distribuição dos recursos naturais
terça-feira, abril 10, 2012
Oposição mostra-se céptica sobre gestão moçambicana de Cahora Bassa
segunda-feira, abril 09, 2012
Passos Coelho anuncia acordo sobre Cahora Bassa
sábado, abril 07, 2012
Barragem "não é só fonte de energia, mas de muita energia política" -- economista
quinta-feira, março 29, 2012
HCB será 100% moçambicana em 2014
quinta-feira, julho 29, 2010
PR do Malawi diz NÃO à energia de Cahora Bassa
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Parabéns Itoculo (2)
Contudo, há partes do distrito do Monapo com solos menos férteis ou que dão para o cultivo de cereais para o consumo familiares e um pouco mais para a comercialização. A zona onde se descreve como tendo se instalado a rede de energia eléctrica é totalmente desta úúltima categoria.
Com esta pequena apresentação do distrito do Monapo, em termos de agricultura, pretendo criar uma reflexão sobre se a ligação de energia de HCB é um investimento economicamente rentável ou não. O texto do notícias aponta claramente que apenas 25 pessoas e eu traduzo isto como famílias num universo de centenas em Muelege e Itoculo sede, onde foram instalados PTs (postos de transformação), são as que consomem a energia eléctrica.
No artigo não aparece o impacto positivo da ligação da energia eléctrica na produção de cereais e de culturas de rendimento de que o posto administrativo de Itoculo é potencial e aparece sublinhado no sua introduccão. E, pode-se compreender que embora o investimento igual seja discursivamente para estimular a produção, a instalação de energia eléctrica até no Itoculo-Sede está longe de ser essa realidade, quanto muito, ela é para o consumo privado. Mas quem são esses privados? O administrador, alguns funcionários públicos, tais como professores, o pessoal da saúde e outros que duma ou doutra forma têm trabalho assalariado. Essas que na sua totalidade são 25 pessoas ou famílias como eu quero designá-las.
Para se falar de um impulso na produção de cereais e culturas de rendimento com a instalação de energia da HCB, era necessário que se dissesse o que isto concretamente vai acontecer e onde. Com a iluminação de poucas casas não impulsionará qualquer produção agrícola, sem eu dizer que não há nisso um algum impacto positivo. Esperando que o Ministério de Educação quererá pagar pela energia, as escolas de Muelege e Itoculo, ambas leccionando até a 7a classe, isto é, EP-Completas, serão electrificada e assim se poderá frequentar em curso nocturno. A vida cultural será mais viva e os professores jovens nunca mais passarão ao que me aconteceu: sair de Muelege para Monapo-sede para assistir a um filme regressar no fim dele era uma noite sem dormir.
Mas a HCB é uma empresa com qualquer privada ou estatal que deve funcionar para fins lucrativos. São os impostos e dividendos que HCB de que todos os moçambicanos se beneficiarão e não energia eléctrica gratuita como a coisa parece ou que muitas vezes não se explica O Jornalista Mouzinho de Albuquerque já deu esta atencão. Mas se bem que são os impostos e dividendos provenientes dos lucros que a empresa paga aos Estado, o nosso bem-comum, constitui nosso prejuizo quando se investe tanto para uma perda prevista. No caso vertente de Itoculo, era pelo menos justificável se a prioridade fosse de instalar a rede de energia em Ramiane ou Mecuco em Netia nas plantações e fábricas de sisal para uma melhor produtividade nas respectivas fábricas. Aqui, acredito que o número de consumidores privados podia ser maior ao de Itoculo. Mas mesmo isto tinha que ser avaliado em relação aos custos e eventuais lucros.





