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segunda-feira, março 21, 2016

DESVIO DE DONATIVO NO HCBEIRA: 4 SUSPEITOS DETIDOS E MATERIAL MÉDICO CONFISCADO

A Procuradoria da República em Sofala, centro de Moçambique, ordenou, sexta-feira, na cidade da Beira, a detenção de quatro funcionários do sector da saúde, suspeitos de envolvimento no desvio do equipamento médico doado em Fevereiro do ano passado pelo Rotary Club da Austrália ao Hospital Central da Beira (HCB).

O porta-voz do governo de Sofala, Élcio Canda, citado pelo “Notícias”, disse apenas que entre os detidos figuram funcionários da Direcção Provincial de Saúde e do HCB.

O Ministério Público decidiu ainda pela confiscação do equipamento em causa na clínica privada Sorridente por ter fortes indícios de ser aquele que foi desviado do HCB.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Presidente moçambicano rejeita "tese tribal" na distribuição dos recursos naturais

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse na terça-feira que as vantagens geradas pela Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) desmentem a "tese tribal" de que os recursos naturais devem beneficiar apenas a população das zonas detentoras dos recursos.

terça-feira, abril 10, 2012

Oposição mostra-se céptica sobre gestão moçambicana de Cahora Bassa

Maputo - A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), principais partidos da oposição, manifestaram-se hoje (segunda-feira) cépticos sobre a futura gestão da Hidroeléctrica da Cahora Bassa (HCB) pelo Estado moçambicano, acusando o governo de "sonegar" informação sobre o empreendimento.

segunda-feira, abril 09, 2012

Passos Coelho anuncia acordo sobre Cahora Bassa

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, anunciou esta segunda-feira que os Governos de Lisboa e de Maputo já chegaram a acordo sobre a transferência de capital na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, por um valor ainda não divulgado.

sábado, abril 07, 2012

Barragem "não é só fonte de energia, mas de muita energia política" -- economista

Maputo, 07 abr (Lusa) - O economista moçambicano António Francisco considera que na reversão da Hidroelétrica de Cahora Bassa de Portugal para Moçambique "estão interesses privados pouco conhecidos", que podem tornar o empreendimento "não só fonte de energia, mas de muita energia política".
Durante a visita que vai efetuar a Moçambique na próxima semana, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, vão assinar os documentos finais dos acordos relativos à compra dos 15 por cento que Portugal ainda detém na barragem.

quinta-feira, março 29, 2012

HCB será 100% moçambicana em 2014

A reversão total da HCB ao Estado moçambicano deverá ocorrer até 2014, acabam de acordar, em Lisboa, os governos de Moçambique e de Portugal em encontros havidos nos dias 25 e 28 de Março de 2012, em Lisboa.

quinta-feira, julho 29, 2010

PR do Malawi diz NÃO à energia de Cahora Bassa

O Presidente do Malawi, Bingu wa Mutharika, rejeitou esta quarta-feira a importação da energia moçambicana a partir da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa em Tete, alegando ser um negócio extremamente oneroso.
Segundo especialistas da indústria energética, a decisão do Mutharika significa que o Malawi vai continuar a perder anualmente 238 milhões de dólares devido a fraca energia eléctrica fornecida ao parque industrial daquele país.
Trata-se de um valor que o Malawi poderia poupar caso optasse pela energia da HCB contra o pagamento anual de apenas doze milhões de dólares.
Falando a jornalistas em Lilongwe, Bingu wa Mutharika reiterou que a ligação à HCB só iria favorecer apenas a Moçambique, uma vez que mesmo sem consumir toda a energia fornecida, o Malawi seria obrigado a pagar mensalmente a um milhão de dólares àquela empresa.
Ele considera que nestas condições, o negócio é inviável, sublinhando que como Presidente do Malawi não vai autorizar que tal aconteça, porque isso significaria o desperdício das poucas divisas de que o país dispõe.
Bingu Wa Mutharika referiu ainda que o Malawi vai potenciar o uso dos seus recursos hídricos para a produção de energia que necessita, sem depender de Moçambique.
Segundo dados oficiais, a economia malawiana sofre anualmente prejuízos estimados em duzentos e trinta e oito milhões de dólares devido a fraca energia eléctrica, valor este que representa quatro 4,4 por cento do Produto Interno Bruto do Malawi.
Mutharika afastou igualmente a possibilidade da assinatura de um acordo com o Banco Mundial visando o empréstimo de 48 milhões de dólares para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica a partir de Tete para o Malawi.
O projecto iria permitir ao Malawi dispor de 485 megawatts de energia contra os actuais 285, que se mostram insuficientes para fazer face à demanda.
Aquela instituição financeira internacional havia dado um ultimato ao Malawi para decidir sobre aquele financiamento até quinze de Março passado, mas até agora as duas partes não chegaram a consenso.
Recorde-se que no ano passado o PCA da HCB, Paulo Muxanga, disse que haviam fracassado as negociações com o Malawi visando a venda da energia aquele país.
Com uma população estimada em treze milhões de habitantes, apenas sete por cento de malawianos têm acesso à energia eléctrica.

Fonte: Rádio Mocambique - 29.07.2010

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Parabéns Itoculo (2)

Continuando,o tema anterior, ver aqui, venho com este texto apresentar a minha reflexão sobre a racionalizacão da HCB, tomando como exemplo, o consumo da sua energia no Posto Administrativo de Itoculo, em Monapo.
O distrito do Monapo conheço todo, pois que já o percorri em todas as suas localidades duma ou doutra forma. A maior parte do solo do distrito do Monapo é fértil para a prática de agricultura sobretudo para o algodão, milho, feijões. Por estas razões, o distrito do Manapo teve desde o tempo colonial grandes plantações de algodão que abandonadas pelos colonos se transformaram em machambas estatais Unidade de Producão como na altura se chamavam. No Itoculo, a zona de Marua, é o centro agrário. Em Monapo, tem-se Metocheria e Miserpane enquanto que em Netia se tem Imala 2, Mecuco e e Há também no Monapo muitas plantações de sisal as quais fazem com que o distrito tenha muitas pequenas vilas, tais como a de Ramiane no Itoculo, Mecuco em Netia, a Jagaia, Metocheria, Miserepane em Monapo, sem me esquecer da plantação de sisal situada entre a vila do Monapo e a Monapo-Rio. As plantações de sisal têm fábricas de sisal.

Contudo, há partes do distrito do Monapo com solos menos férteis ou que dão para o cultivo de cereais para o consumo familiares e um pouco mais para a comercialização. A zona onde se descreve como tendo se instalado a rede de energia eléctrica é totalmente desta úúltima categoria.

Com esta pequena apresentação do distrito do Monapo, em termos de agricultura, pretendo criar uma reflexão sobre se a ligação de energia de HCB é um investimento economicamente rentável ou não. O texto do notícias aponta claramente que apenas 25 pessoas e eu traduzo isto como famílias num universo de centenas em Muelege e Itoculo sede, onde foram instalados PTs (postos de transformação), são as que consomem a energia eléctrica.
No artigo não aparece o impacto positivo da ligação da energia eléctrica na produção de cereais e de culturas de rendimento de que o posto administrativo de Itoculo é potencial e aparece sublinhado no sua introduccão. E, pode-se compreender que embora o investimento igual seja discursivamente para estimular a produção, a instalação de energia eléctrica até no Itoculo-Sede está longe de ser essa realidade, quanto muito, ela é para o consumo privado. Mas quem são esses privados? O administrador, alguns funcionários públicos, tais como professores, o pessoal da saúde e outros que duma ou doutra forma têm trabalho assalariado. Essas que na sua totalidade são 25 pessoas ou famílias como eu quero designá-las.

Para se falar de um impulso na produção de cereais e culturas de rendimento com a instalação de energia da HCB, era necessário que se dissesse o que isto concretamente vai acontecer e onde. Com a iluminação de poucas casas não impulsionará qualquer produção agrícola, sem eu dizer que não há nisso um algum impacto positivo. Esperando que o Ministério de Educação quererá pagar pela energia, as escolas de Muelege e Itoculo, ambas leccionando até a 7a classe, isto é, EP-Completas, serão electrificada e assim se poderá frequentar em curso nocturno. A vida cultural será mais viva e os professores jovens nunca mais passarão ao que me aconteceu: sair de Muelege para Monapo-sede para assistir a um filme regressar no fim dele era uma noite sem dormir.

Mas a HCB é uma empresa com qualquer privada ou estatal que deve funcionar para fins lucrativos. São os impostos e dividendos que HCB de que todos os moçambicanos se beneficiarão e não energia eléctrica gratuita como a coisa parece ou que muitas vezes não se explica O Jornalista Mouzinho de Albuquerque já deu esta atencão. Mas se bem que são os impostos e dividendos provenientes dos lucros que a empresa paga aos Estado, o nosso bem-comum, constitui nosso prejuizo quando se investe tanto para uma perda prevista. No caso vertente de Itoculo, era pelo menos justificável se a prioridade fosse de instalar a rede de energia em Ramiane ou Mecuco em Netia nas plantações e fábricas de sisal para uma melhor produtividade nas respectivas fábricas. Aqui, acredito que o número de consumidores privados podia ser maior ao de Itoculo. Mas mesmo isto tinha que ser avaliado em relação aos custos e eventuais lucros.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Parabéns Itoculo (1)

Parabenizo ao posto administrativo de Itoculo, distrito do Monapo, na província de Nampula por ter passado a consumir energia eléctrica de “HCB”. A notícia vem veiculada no Jornal Notícias, na sua edição de 11-01-2008.