O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse na terça-feira que as vantagens geradas pela Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) desmentem a "tese tribal" de que os recursos naturais devem beneficiar apenas a população das zonas detentoras dos recursos.
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quarta-feira, novembro 28, 2012
sábado, maio 05, 2012
Quatro empresas estrangeiras disputam lugar de segundo maior accionista
Maputo (Canalmoz) - Quatro empresas estrangeiras estão a disputar o lugar de segundo maior accionista no projecto da linha de transporte de energia eléctrica Tete-Maputo, denominado CESUL ou “espinha dorsal”.
Segundo informação prestada ao Canalmoz pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM), Eng. Augusto Fernando, trata-se das empresas Rede Energética Nacional (REN) de Portugal, Eletrobras, do Brasil, Eskom, da África do Sul, e a EDF, da França, que neste momento estão a disputar a maior franja dos 49 por cento das acções destinadas aos accionistas estrangeiros no projecto CESUL, detido maioritariamente pelo Estado moçambicano através da EDM, com 51 por cento.
“Neste momento, estão em curso negociações visando a definição do segundo maior accionista, uma vez que as quatro empresas manifestaram interesse e desejo de ficar com a maior fatia dos 49 por cento”, disse Augusto Fernando para depois acrescentar que “as quatro empresas vão fazer parte da estrutura dos accionistas no empreendimento, mas a grande luta neste momento é de cada uma querer ficar com o máximo possível das acções”, explicou.
“O Governo está neste momento a tentar harmonizar as propostas de modo a apurar a empresa que irá ficar com o maior bolo dos 49 por cento, para depois entrar-se na fase de implementação, tendo em conta que esta linha deve estar associada aos projectos de Mpandankua e Cahora Bassa norte”, acrescentou o PCA da EDM. Ler mais
Reflectindo: Cabora Bassa continua nossa?
sábado, abril 07, 2012
Barragem "não é só fonte de energia, mas de muita energia política" -- economista
Maputo, 07 abr (Lusa) - O economista moçambicano António Francisco considera que na reversão da Hidroelétrica de Cahora Bassa de Portugal para Moçambique "estão interesses privados pouco conhecidos", que podem tornar o empreendimento "não só fonte de energia, mas de muita energia política".
Durante a visita que vai efetuar a Moçambique na próxima semana, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, vão assinar os documentos finais dos acordos relativos à compra dos 15 por cento que Portugal ainda detém na barragem.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Que mais tem o “WikiLeaks” para nos revelar?
Com a “bomba da WIKILEAKS”, na semana passada, altas figuras do nosso Estado, actuais e passadas, foram, pura e simplesmente “despidas”, no País e internacionalmente.
A Embaixada dos Estados Unidos da América, em Maputo, já veio a público, através do seu adido de Imprensa e Cultura, mais, através da Voz da América (VOR) – a emissora oficial do Governo de Washington – reconhecer que os “telegramas” que a “WikiLeaks” divulgou, são autênticos. Não o disse expressamente, mas ao lamentar a divulgação de documentos “confidenciais” deixou claramente subentendido que os documentos são verdadeiros, muito embora se saiba que subscritos pelo então chefe da missão diplomática em Maputo, agora colocado no Afeganistão, não tenham necessariamente que ter sido todos produzidos por Todd Chapman, o então encarregado de negócios na ausência de embaixador durante todo o primeiro mandato de Armando Guebuza como chefe de Estado. São, contudo, de facto despachos oficiais americanos, assinados pelo então chefe da missão em Maputo, que entraram no sistema de apreciação que aquele País faz dos outros, neste caso específico de Moçambique. E é de se ter em conta que se trata de “inside information” (informação secreta) que só veio a público por via de quem se propõe a manter o público informado – o WikiLeaks –, designadamente a opinião pública americana que agora certamente impedirá que este assunto fique entre quatro paredes e reservado apenas para pressão política.
Em primeira e imediata análise, o que sobreleva destes “telegramas”, que saíram a público aparentemente fugindo ao controlo da encriptação americana, é que eles falam de nomes de pessoas, de grandes figuras, do sistema político e empresarial moçambicano, enquanto de outras vezes os relatórios simplesmente se limitavam a dizer que Moçambique era um grande corredor de tráfico de droga; de tráfico de influências; e de corrupção.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Frelimo Impede Debate Parlamentar Sobre Revelações do Wikileaks
A oposição tem exigido do chefe de Estado e do governo para que esclareça o país sobre as alegações vindas a lume no portal Wikileaks.
Em Moçambique, o partido governamental reprovou, hoje, uma proposta da oposição para questionar o executivo sobre as alegações tornadas públicas pelo portal Wikileaks, envolvendo destacadas figuras do Estado em actos ilícitos, incluindo relações com narcotraficantes que operam no país. O Filipe Vieira falou com o deputado Daniel José, porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, a quem perguntou as razões para derrotar a moção apresentada pela oposição.
A Renamo, através do porta-voz no Parlamento, Arnaldo Chalua, lamentou a decisão da Frelimo.Posição idêntica foi assumida pelo MDM, através do seu secretário-geral, Ismael Mussá.
Entretanto, foi anunciado que o presidente Armando Guebuza irá ao Parlamento, na próxima segunda-feira, fazer um discurso sobre o estado da nação. A oposição tem exigido do chefe de Estado e do governo para que esclareça o país sobre as alegações vindas a lume no portal Wikileaks.
Fonte: Voz da América - 16.12.2010
Nota: 1. Escute aqui Daniel José porta-voz da bancada da Frelimo, recorde-se aqui o que se escreveu sobre os deputados Margarida Talapa e Teodoro Waty também da bancada da Frelimo. Escute aqui o comentário do deputado Arnaldo Chalaua da Renamo e aqui o deputado Ismael Mussá do MDM.
2. Leia também no O País online: Frelimo “chumba” convocação do Governo para esclarecer “Wikileaks” e os respectivos comentários.
2. Leia também no O País online: Frelimo “chumba” convocação do Governo para esclarecer “Wikileaks” e os respectivos comentários.
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