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quinta-feira, maio 18, 2023

Reino Unido e Suécia injectam mais de MZN 192 milhões para energias renováveis em Moçambique

 Governos do Reino Unido e da Suécia assinaram, hoje, um acordo para injectar 2,4 milhões de libras, o equivalente a mais de 192 milhões de Meticais, ao programa de energias renováveis em Moçambique, que está em curso desde 2019 e tem o fim previsto para 2024, abrangendo 1,9 milhões de pessoas.

O acesso à energia eléctrica ainda não atingiu 50% da população moçambicana e a meta do Governo é levar energia a toda população até 2030. E as energias renováveis são uma das apostas para o alcance dessa meta, por isso, esta quarta-feira, os representantes dos governos do Reino Unido e da Suécia em Moçambique assinaram, em Maputo, um acordo para adicionar mais dinheiro ao programa “Brilho”, em implementação desde 2019 em todo país. 

 https://opais.co.mz/reino-unido-e-suecia-injectam-mais-de-mzn-192-milhoes-para-energias-renovaveis-em-mocambique/

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Cidadãos indignados com falta de luz na principal cidade do norte de Moçambique

Habitantes de Nampula, a maior cidade do norte de Moçambique, estão indignados com frequentes cortes na energia eléctrica e responsabilizam o município e a empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) pela "má qualidade" de serviços.

quinta-feira, julho 29, 2010

PR do Malawi diz NÃO à energia de Cahora Bassa

O Presidente do Malawi, Bingu wa Mutharika, rejeitou esta quarta-feira a importação da energia moçambicana a partir da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa em Tete, alegando ser um negócio extremamente oneroso.
Segundo especialistas da indústria energética, a decisão do Mutharika significa que o Malawi vai continuar a perder anualmente 238 milhões de dólares devido a fraca energia eléctrica fornecida ao parque industrial daquele país.
Trata-se de um valor que o Malawi poderia poupar caso optasse pela energia da HCB contra o pagamento anual de apenas doze milhões de dólares.
Falando a jornalistas em Lilongwe, Bingu wa Mutharika reiterou que a ligação à HCB só iria favorecer apenas a Moçambique, uma vez que mesmo sem consumir toda a energia fornecida, o Malawi seria obrigado a pagar mensalmente a um milhão de dólares àquela empresa.
Ele considera que nestas condições, o negócio é inviável, sublinhando que como Presidente do Malawi não vai autorizar que tal aconteça, porque isso significaria o desperdício das poucas divisas de que o país dispõe.
Bingu Wa Mutharika referiu ainda que o Malawi vai potenciar o uso dos seus recursos hídricos para a produção de energia que necessita, sem depender de Moçambique.
Segundo dados oficiais, a economia malawiana sofre anualmente prejuízos estimados em duzentos e trinta e oito milhões de dólares devido a fraca energia eléctrica, valor este que representa quatro 4,4 por cento do Produto Interno Bruto do Malawi.
Mutharika afastou igualmente a possibilidade da assinatura de um acordo com o Banco Mundial visando o empréstimo de 48 milhões de dólares para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica a partir de Tete para o Malawi.
O projecto iria permitir ao Malawi dispor de 485 megawatts de energia contra os actuais 285, que se mostram insuficientes para fazer face à demanda.
Aquela instituição financeira internacional havia dado um ultimato ao Malawi para decidir sobre aquele financiamento até quinze de Março passado, mas até agora as duas partes não chegaram a consenso.
Recorde-se que no ano passado o PCA da HCB, Paulo Muxanga, disse que haviam fracassado as negociações com o Malawi visando a venda da energia aquele país.
Com uma população estimada em treze milhões de habitantes, apenas sete por cento de malawianos têm acesso à energia eléctrica.

Fonte: Rádio Mocambique - 29.07.2010

sábado, março 27, 2010

Chávez decreta feriado durante toda a Semana Santa para poupar energia

O presidente Hugo Chávez, da Venezuela, decretou feriado os cinco dias da Semana Santa, como forma de poupar energia num país que já convive com racionamentos, em meio a uma severa crise no setor.
A medida, porém, foi muito criticada pelos empresários, que a consideram inútil para conter os problemas.
Esta medida é a mais radical adotada pelo governo desde que Caracas declarou estado de emergência elétrica no início de fevereiro.
"O objetivo fundamental não é afrouxar, mas poupar o consumo de energia", acrescentou.
Na Venezuela, um país de maioria católica, são feriados, por lei, apenas a quinta e a sexta-feira da Semana Santa.
A Venezuela passa por uma severa crise no setor elétrico, atribuída pelo governo ao elevado consumo e à falta de chuva no país. No entanto, os críticos do Executivo denunciam a falta de investimentos por parte do governo e sua ineficácia.
A medida foi muito criticada pelos empresários. O presidente da Fedecámaras, Noel Alvarez, chamou a decisão de "populista e pouco efetiva para a economia de energia".
"O maior consumo de eletricidade é registrado justamente nas casas e se, durante os três dias de feriado mais pessoas estiverem em casa, o efeito pode ser contrário ao que espera o governo", declarou.
"Todos os cidadãos estão pagando com grandes sacrifícios pela ineficiência do governo, que não soube gerenciar nem investir os recursos necessários", criticou.
A mesma linha foi seguida pelo presidente da associação do setor comercial, Consecomercio, Fernando Morgado, para quem em meio à crise "deveria ser maior o esforço para seguir trabalhando".
Nesta semana, a administração Chávez suspendeu por 24 horas o fornecimento de eletricidade a 96 empresas e estabelecimentos comerciais que não reduziram seu consumo em 20%, como o estabelecido por um decreto de fevereiro.
Além das medidas de poupança fixadas para os "altos consumidores" industriais, o governo exigiu dos usuários particulares a redução, de pelo menos 10% o consumo, estabelecendo multas para os que não cumprirem o objetivo.
Em diversos pontos do país, exceto na capital, o governo realiza desde o começo do ano cortes programados no fornecimento da energia elétrica.
Fonte: retirado da Brasil Econômico - 25.03.2010