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quinta-feira, julho 14, 2016

ACNUR alerta para o regresso da violência em Moçambique

Zeid Al Hussein pediu ao Governo para responsabilizar os protagonistas da violência e combater a corrupção.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos advertiu nesta quarta-feira, 13, em Genebra (ACNUR) para o facto de Moçambique dar “sinais de retorno à violência”, depois de ter sido considerado um caso de sucesso nos últimos em África.
Zeid Al Hussein afirmou ainda"o ressurgimento de um conflito armado entre o braço armado da Renamo e o exército nacional levou ao deslocamento de pessoas nas áreas afetadas".
Aquele responsável apontou deslocamentos em áreas afectadas por combates entre o exército e forças do maior partido da oposição e relatos de “raptos, execuções sumárias, maus tratos e ameaças” a activistas e jornalistas.

sábado, maio 14, 2016

Acnur impede delegação governamental de visitar refugiados moçambicanos no Malawi

Uma delegação moçambicana foi impedida pela representação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), no Malawi, de visitar os campos de Kapise e Luwani, onde encontram-se refugiados moçambicanos que fugiram aos confrontos entre o exército e a Renamo.
A Rádio Moçambique (pública) noticiou que a delegação deslocou-se ao Malawi depois do entendimento alcançado entre os Presidentes Filipe Nyusi e Peter Mutharika no passado dia 25 de Abril em Lilongwe, que abriu espaço para os dois governos encontrarem caminhos para o regresso dos moçambicanos.
No entanto, a representação do Acnur no Malawi alega só a sua sede em Genebra pode autorizar a visita aos dois centros, tendo em conta as convenções internacionais.
O Alto Comissariado considera que os governos de Moçambique e do Malawi devem formalizar a decisão política dos Chefes de Estado sobre orepatriamento e advertiu que, caso contrário, os refugiados moçambicanos não poderão sair do Malawi.
Aquela agência das Nações Unidas, citada pela rádio pública, manifestou ainda o seu desconhecimento em relação aos moçambicanos que estão a regressar à localidade de Nkondedzi, distrito de Moatize, alegadamente devido às precárias condições de vida em Kapise e ao restabelecimento do ambiente de paz naquela região.
As autoridades malawianas e o Acnur dizem que estão em Kapise cerca de 9.628 deslocados moçambicanos.
Outros 880 moçambicanos estão integrados nalgumas famílias em Chikwawa e os restantes 439, em Luwani.
Fonte: Voz da América - 14.05.2016

quarta-feira, março 16, 2016

Nações Unidas elogiam Malawi por reabrir campo para acolher moçambicanos

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) elogiou o Malawi pela decisão de reabrir um antigo campo para acolher refugiados de Moçambique, em fuga da actual crise político-militar no país.
O Governo do Malawi anunciou, na sexta-feira, que pretende reabrir o antigo campo de refugiados de Luwani, que acolheu refugiados moçambicanos durante a guerra civil de 1977-1992, entre Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
O campo de Luwani – encerrado desde 2007 – tem mais de 160 hectares e o ACNUR acredita que o espaço oferece mais segurança e melhores instalações e serviços para os refugiados.
Os moçambicanos estão a chegar ao Malawi numa base diária, sobretudo no último mês e, por isso, o ACNUR aproveitou para salientar a importância de manter as portas abertas a pessoas que estejam em fuga do perigo. Ler mais (LUSA, 16.03.2016

domingo, março 06, 2016

Assim escreve Jorge Rungo do Jornal Domingo:

Há delegados da Renamo entre os deslocados

"Um dado que deixa qualquer um espantado no Centro de Kapise é que não há um único professor ou enfermeiro entre aquela população.
Nem um para amostra. Quando se sabe que nas cinco povoações de onde aquela gente procede há escolas e unidades sanitárias. A própria oficial de campo da ACNUR, Elsie Mills-Tettey confirma esse dado.
O que apuramos de fontes que ali encontramos é que no meio daquela população se escondem delegados da Renamo cujos nomes nos foram fornecidos e aqui se seguem, sabendo-se que alguns destes são bastante violentos e terão sido os mentores de alguns actos relatados nesta Reportagem:"
Texto de Jorge Rungo, Kapise, Malawi

Fonte: JORNAL DOMINGO – 06.03.2016

Perguntas que não querem calar:

sábado, fevereiro 20, 2016

ACNUR sublinha direito de asilo para moçambicanos que fogem para o Malaui

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) apelou ontem, perante o aumento do número de cidadãos moçambicanos em fuga para o Malaui, para respeitarem o seu direito de asilo, enquanto persistem os sinais de pressão para regressarem. 
Mais de seis mil moçambicanos entraram no Malaui desde meados de Dezembro, relatando confrontos entre elementos armados da RENAMO, principal partido da oposição, e forças governamentais.
Quase todos os recém-chegados ao país ficam instalados num acampamento na aldeia de Kapise, distrito de Mwanza, a cerca de 100 quilómetros a Sul da capital, Lilongwe, e os restantes estão espalhados pelo distrito vizinho, Chikwawa.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Acnur defende regresso de refugiados moçambicanos em segurança

A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur)no Malawi refutou nesta terça-feira as acusações do ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Odemiro Baloi, que a acusou de estar a mobilizar os refugiados naquele país para não regressarem a Moçambique.

Em declarações à VOA a partir do Malawi, Monique Ekolo defendeu junto das autoridades moçambicanas que que o regresso deve acontecer quando houver condições para os refugiados viverem nas suas aldeias e vilas.
“O regresso dos refugiados a Moçambique é um processo livre, mas eles nos disseram que fogem aos conflitos, as suas casas foram queimadas e têm muito temor de regressar às suas vilas, e dissemos ao ministro dos Negócios Estrangeiros que eles devem regressar quando a situação for propícia”, explicou.