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sexta-feira, maio 20, 2011

sábado, setembro 11, 2010

As Acções do Grupo de choque

Tenho experiência da acção de campanha do grupo de choque. Desde 2002 que fui activo no Imensis. que providencia ou providenciava os melhores serviços aos internautas moçambicanos, senão a todos os falantes da língua portuguesa.
Na Comunidade imensis há diferentes fóruns para diferentes assuntos. Até início 2007 não era necessário registar-se para participar dos debates ou lançar/editar um tema. Mesmo nos comentário das notícias, o Imensis não fazia moderação/censura. Eu adorava aquele espaço.
Entretanto, a partir dum certo momento, provavelmente em 2005, após as eleições gerais de 2004, começou uma campanha de sabotagem e ela consistia em insultos, discursos racistas, insinuações e falsificação de nicks sobretudo daqueles utentes que eram alvos do grupo de choque. O Imensis foi tomando medidas que visavam acabar com a campanha, mas pareceu-me que o efeito foi da morte daquele valioso espaço - comunidade imensis. Felizmente, o espaço para comentários das notícias está ainda muito vivo.
Sei que o grupo de choque tentou fazer sombra ao imensis, mas que acabou não logrando nada.
Talvez tenha sido pelo esmorecimento da Comunidade Imensis que muitos blogs dedicando-se à discussão da vida política e social de Moçambique se desenvolveram. Porém, não tardou que uma guerra na blogsfera eclodisse.
Após as eleições gerais de 2009, o grupo de choque lançou uma campanha contra o Reflectindo sobre Moçambique, lançando insultos, discursos racistas e ou de Nós e os Outros, insinuações e falsificação de nicks, inclusivé, o grupo de choque chegou de criar um blog com o meu nome para com ele fazer passar comentários sem nexo em meu nome.

quinta-feira, abril 15, 2010

Encontro de blogueiros discute os prós e contras da internet

A internet é considerada um instrumento extraordinário contra as ditaduras, mas os regimes autoritários também sabem usá-la como um excelente meio de controle da população, afirma blogueiros de todo o mundo reunidos em Berlim.
Ucrânia, Moldávia, Mianmar, Irã... os levantes populares destes últimos anos tiveram a internet como uma ferramenta imprescindível, que permitiu rápidas mobilizações de manifestantes ou a transmissão de informações sobre as repressões.
No entanto, se a "internet é sem sombra de dúvida um fenômeno difícil de ser comparado, não invalida tudo o que se sabe de Ciência Política, Sociologia e História", ressaltou o jornalista e blogueiro Evgueny Morozov durante uma apresentação do evento "re:publica 2010", que reúne na capital alemã até sexta-feira mais de 2.000 blogueiros de cerca de trinta países.
"Todas as perguntas que fazemos em nossas democracias sobre internet também temos que fazer em um contexto de autoritarismo", prosseguiu, explicando que tudo o que é publicado na internet é utilizado pelos poderes de diferentes países para assentar melhor o seu domínio.
"Nossos amigos do Facebook, aqueles que seguem ou aqueles que são seguidos no Twitter, as listas de difusão às quais pertencem, as fotos de manifestantes divulgadas on-line...", todos esses elementos são fontes de informação.
"A internet é uma faca de dois gumes. Alguns governos têm exércitos de funcionários encarregados de vigiar a internet", confirma Almira al-Husaini, blogueira do Bahrein.
"Cada blogueio de página, cada prisão serve para criar uma cultura do medo", acrescentou.
O objetivo é dissuadir os dissidentes: "o que é mais importante ainda que a censura é a importância que tem hoje a autocensura", confirmou Michael Anti, jornalista e blogueiro chinês.
A internet oferece também vetores de comunicação aos regimes autoritários ou a grupos que também se preocupam pouco com as liberdades.
"Não são apenas as democracias que se opõem às ditaduras, mas também outras forças políticas, com seus próprios objetivos", lembrou Morozov.
Os fóruns de discussão ou os blogs se tornam meios infinitamente mais discretos para fazer propaganda: "um blogueiro anônimo será mais confiável do que o Pravda" local, explicou o jornalista-blogueiro de origem bielorrussa.
Organizações como a dos Irmãos Muçulmanos também são muito ativas e estão muito organizadas para intervir na internet, indicou Al-Hussaini.
Mas Morozov indicou três perigos ligados à própria natureza da internet. O primeiro é a ilusão de que qualquer um pode dar início a uma revolução, já que "nem todo mundo pode se tornar um Lenin".
O segundo é que a instantaneidade das trocas de dados na internet fragiliza os movimentos que utilizam esse vetor: "se concentram muito nos resultados a curto prazo e nem tanto nas mudanças a longo prazo", o que explica os resultados moderados dessas insurreições.
O último perigo, segundo ele, é que o ativismo na internet predomine sobre as ações nas ruas.
Ele expressou esse perigo de maneira mais crua: "o fato de ser detido e de receber agressões se torne norma" para aquele que quer derrubar uma ditadura, "é uma realidade que os ciberativistas devem enfrentar", concluiu.

hap/dm

Fonte: AFP in Global - G1 - 15.04.2010

segunda-feira, novembro 23, 2009

Bloguesfera, treva ilustrada!


Por Shirangano

Este texto vem a propósito de um e-mail que acabei de ler ainda nesta manhã, no qual, na sua amabilidade, um cibernauta/irmão fez questão de me informar sobre o que se estava a passar num determinado blogue que, por coincidência ou não, o autor é alguém cujo nutro simpatia e respeito. Não me fiz de rogado, corri por eles. “Isto é mesmo infantil! Coisa de ignorante para excitar outros ignorantes. Deixem-me rir!” – foi a minha primeira impressão, logo após uma leitura minuciosa dos textos e dos comentários que deles originaram.

Entretanto, escrevo em resposta, não escrevo com arrogância e, muito menos, azedume mas pela insolência do autor e a dos que lhe fazem ou fizeram coro. O texto que se segue é castrador. Poderá indubitavelmente chocar alguns ilustres bloguistas e desencadear desenfreadas ondas de ódios e algum ostracismo contra quem escreve e coloca em debate público. Mas que é um texto escrito com muito amor, é. Portanto, leia como quem mastiga as palavras, mesmo as que se apresentam violentas, saboreie. Aperte o cinto de segurança e prepare-se para uma viagem, ao mesmo tempo, estoteante e emocionante!

Li os textos e os comentários de cabo a rabo e, no final, senti-me vazio. Pois, os textos e os comentários, tão fechados à realidade, terminam todos eles vazios de afecto e sabedoria. Não há neles um pingo de sensatez, só demência-idolatria-hipocrisia em todo seu esplendor. As palavras que tecem a colcha de retalhos dos textos e comentários estão embutidas de nada o que mostra, à partida, que os seus autores, movidos pelo orgasmo atingido com a vitória do partido Frelimo, se sentaram defronte do computador e puseram-se a fazer masturbação colectiva e ejacularam fel e palha, e onde as palavras caíam é lá onde deixaram ficar. Numa atitude terrorista típica de jovens imaturos, dissipados, sem espinha dorsal, a sair da puberdade, ideológica e mentalmente indefesos.

Mas o pior é o ar triste e amargurado do autor dos textos e de alguns comentadores, bem visível em cada letra que acompanha a palavra, sem qualquer substância, não obstante a vitória do ídolo-partido. Pela maneira com que é embrulhada entre as palavras, as amarguras, os desabafos e os ressentimentos levam-me a crer que esse sentimento não é de agora e muito menos é consequência da linguagem dura com que sempre me apresentei nos meus textos e comentários, aliás, não tem nada a ver com os fortes e sucessivos enjoos causados pela minha postura aqui no “SOLTA-TE”.

Pelo contrário, o ar de tristeza e amargura que reveste esses meus compatriotas sem audácia para se meterem naquelas mesmas causas pelas quais Mondlane, Simango, Machel e outros filhos dilectos desta pátria entregaram as suas próprias vidas, é fruto de terem sido, abruptamente, obrigados, por força da natureza, ou seja, de idade, a deixarem de usufruir do gratuito leite materno. A maior parte deles, devido às condições financeiras dos progenitores, não puderam se socorrer dos famigerados produtos da Nestlé ricos em cálcio e é, por esta razão, que a tristeza e a amargura os acampanham desde a infância.

Continue ler o artigo aqui.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Este blog é meu (2)

Continuação
Respeito à integridade e privacidade

Sempre procurei respeitar a integridade e privacidade dos outros a quem exijo o mesmo para mim. Tanto por este blog como por outros canais da net (fóruns) criei muitos amigos com os quais me comunico em privado. Apesar dessa amizade, não tem sido o meu hábito perguntar de quem filho ele ou ela é, de quem sobrinho ou tio ele ou ela é, de quem pai ou mãe ele ou ela é, de quem esposa ou esposo ele ou ela é, de que região, província ou distrito ele ou ela é, de que cor de pele; onde ele ou ela trabalha e qual é o seu salário; por onde a pessoa tem viajado. Isto entre perguntas que não gosto de fazer aos meus amigos. Considero tudo isto um assunto privado que só a pessoa querendo e havendo necessidade para tal pode me informar. Talvez seja por eu querer a distinguir entre pessoas públicas e privadas. Felizmente, muitos desses amigos, senão todos, nunca me fizeram as perguntas acima. Então, eles têm a mesma percepção que a minha.

Continua

quarta-feira, outubro 21, 2009

Este blog é meu (1)

Será que o Reflectindo sobre Moçambique incomada e se é a quem e porquê e como? A partir dos finais da semana passada começou a circular um grupo de pessoas que se manisfestou muitíssimo preocupado com este blog e não menos do seu editor que eu sou eu. Ainda não consigo encontrar a explicação a razão de tanta preocupação, embora eu possa imaginá-la.
Criei o blog nos finais de 2005, seguindo exemplo de alguns compatriotas que já haviam o feito. O objectivo central foi de fazer deste um espaço de reflexão de moçambicanos vivendo nos diferentes pontos do mundo, incluindo em dentro do país sobre Moçambique e por essa razão se cunhou por Comunidade Moçambicana. Para reflectir sobre o país era preciso ter-se muita informação sobre ele e não menos no que diz respeito à sua política de desenvolvimento. Muitos foram convidados a serem co-editores do blog, porém, por vários motivos, entre eles a falta de tempo, nenhum se disponibolizou.

A minha disponibilidade

Apesar da minha origem, filho da povoação numa zona recôndita e de pais analfabetos e camponeses, a informação me fascinou bastante desde cedo. Desde cedo, procurei me informar sobre o que se passava em minha volta e no mundo. Logo que soube da existência de jornais e revistas comecei a caçá-los. Mais tarde passei também pelo uso da rádio e escutei não só a Rádio Moçambique, mas também outras emissoras internacionais. Sempre investi em tempo para me informar. É provavelmente essa minha fascinação à informação proveniente de diferentes fontes que galvanizou a minha dedicação a este blog.

Continua...

quinta-feira, setembro 03, 2009

O impacto dos encontros dos bloggers

Jorge Saiete anda apertadíssimo e não tem tido tempo para blogar. Segundo ele “roubou” um tempinho que teve para uma viagem aos blogs. Nessa viagem deparou-se com um artigo do Lázaro Bamo no seu “Insatisfação levará consigo a tensão alta”, cujo títuto é “Amizade excessiva ou morte de debate na blogosfera?”, leia aqui. Assim, Saiete questiona o paradeiro do debate no seu blog "Debate e reflexão" republicando o artigo do Bamo, veja aqui.

De facto, eu já havia lido e comentado o artigo do Bamo e esperei que os meus colegas bloguistas dessem a sua opinião. Fiquei decepcionado ao saber que muitos não quiseram dizer algo sobre o impacto dos encontros dos bloguistas no debate público. Os encontros dos bloguistas terão sido um autêntico “brainwhash” lavagem cerebral?

Hoje mesmo, numa das minhas rotineiras viagens aos blogs, fui até ao Meditabundo de deparei-me com um diálogo entre o dono do blog e Basílio Muhate, ver aqui ou directamente aqui. A conversa termina com promessa de um convite para um café com amigos bloggers. Para quem vinha questionando sobre o impacto dos encontros não poderá ainda pensar que lá morrem as liberdades?

terça-feira, agosto 11, 2009

Mais um blog na bloguisfera moçambicana

Temos mais um blog na nossa bloguisfera. É um blog com o título “Jornadas Educacionais” e que se destina a pensar e a discutir temas relacionados à educação, especificamente, naquilo que toca às políticas de educação moçambicana, com particular enfoque no problema do direito à educação.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O que apoquenta o amigo Jafar Buana

Após a publicação do “Vamos ter um “quinto poder”?” nas edições do Jornal Notícias da semana passada, me pus aqui a “contar carneiros” a ver se “extraía o caldo” da série do nosso reputado jornalista Jafar Buana!
Não faço ideia até quantos carneiros contei, mas de facto, porque muitos, perdi a conta!

o que poderemos fazer para agradá-lo, amigo Jafar Buana?? Criamos uma “Polícia de Internet”?? O amigo Buana aceitaria gerir o “Departamento de Plágios”?? Ficaríamos quites?? Leia aqui no Desenvolver Moçambique.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Desenvolver Moçambique

Desenvolver Moçambique é o blog do Jonathan McCharty cujo perfil é construção civil. Porém, o blog não se dedica apenas à arquitectura como nos sugere o perfil. McCharty dedica-se a vários outros assuntos relacionados com o desenvolvimento de Moçambique. São assuntos de interesse nacional.

Actualmente, MacCharter está publicando artigos com o título: Tomando um copito com... XYZ. Com esta rubrica ele discute de forma clara, transparente e aberta com as individualidades XYZ (ministros) indicadas, assuntos cruciais ao desenvolvimento da nação moçambicana que tanto estimamos. Aí somos todos chamados a contribuir.

Também pela minha modéstia, entendo que os políticos seriamente interessarados e determinados para o desenvolvimento de Moçambique podem, pelo menos, ler os vários os comentários sobre as conversas com as várias individualidades.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A guerra blogsférica continua?


A lista de supostas pessoas que desistiram e continuam em contribuir no Diário de um sociólogo e as respectivas qualificacões e desqualificações feitas por um “anónimo”, é muito e muito interessante. Ainda preciso de muito tempo para eu encontrar o que essas pessoas têm em comum. Não é fácil para mim, e, para tomar como exemplo, a Fátima Ribeiro tem mostrado interesse em discutir assuntos relacionados à educação/pedagogia; o Bayano comentou há pouco num assunto que achou importante e teve tempo para deixar algumas palavras e eu pude o referir na última postagem a partir daquela fonte; o chapa 100 contribue onde quer que seja e em assuntos que quer, dependendo do tempo, Florêncio, Egídio, Agry, idém. Dos seus desqualificados, talvez o melhor é eu não mexê-los, mas a verdade deve ser por serem de opinião contrária. Então não é aquilo que suspeitei que anda nos blogues um tipo de guerra, um de recrutamento de associados, partindo de uma construção de um “Nós e os Outros”? Que saudade eterna de Edward Said!

Tenho visto no Diário de um sociólogo e em muitos blogues moçambicanos, muitas pessoas a insultarem às outras e as mesmas a queixarem-se de ser insultadas e, isso acontece quando a alguém tiver atingido nos pontos mais sensíveis da outra pessoa, do seu “adversário” ou sentir-se assim atingido.

Não vamos nos enganar, aqui na blogsfera moçambicana, são pouquíssimas as pessoas que respeitam o pensar diferente, mas todos reclamam o direito ao respeito e à tolerância do pensar diferente. Há muita agressão, muito grupismo ou tendência para isso, muita defensiva vs ofensiva, muito desprezo, muita dedicação à desqualificação, muita intolerância, muito recrutamento. Pessoalmente, não vejo os motivos, por exemplo, de alguém ter que se revoltar por uma lista dos mais ricos em Mocambique, ainda que o seu nome não esteja lá. Em muitos países este tipo de lista é normal.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Luta Blogosférica mocambicana

Luta por uma blogosfera clânica em Moçambique?

Pelo que tenho lido em alguns blogues moçambicanos, nestes últimos dias, não me deixa sossegado sem manifestar a minha indignação quanto ao que parece um manifesto contra alguma coisa que ainda não sei dar nome. Uma guerra na blogosfera moçambicana? E se isso for qual é a razão de ser e qual é o objectivo? Será que os blogues estão incomodando a certas pessoas ou a um grupo? Quais ou qual? Em que os blogues incomodam? Em suma, quem se sente ameaçado pelo desenvolvimento de blogues em Moçambique?

Uma das minhas indignações pende-se na tendência de constituição de clãs blogosféricos moçambicanos, algo que não deixa transparecer em alguns textos que manifestam uma campanha de mobilização de apoiantes, por vezes bem seleccionados. Há um pior nisso que constitue em amarrumação em carapu de corrida de que se é esperto, julgando-se aos outros, incluindo a maioria que vive pelo dumba-nengue ou o informal, e, porque não pela agricultura sustentária, que é a maioria moçambicana também analfabeta e nem sabe da existência de blogues, a quem não entende o jogo. Neste sentido, mata-se silenciosamente o slogan "unidade nacional" e criando-se blogues clânicos que nem que não respeitem ou sigam um tipo de fronteiras já reconhecidas de qualquer modo, na blogosfera parece estarmos para dois clãs a do PODER e do Povo . A selecção de melhores "o quê" do ano 2007 e pedido de aderência ao grupo dos melhores, em 2008, parece ser um dos manifestos.

Felizmente, não estamos em 1975, mas o que vivemos hoje na blogosfera pode um dia constituir uma infelicidade, porque mais do que discurso ou atitude dessa época, precisamos agora de mais de uma coerência e prudência nos nossos discursos. Temos que ir à realidade e agirmos consoante ela.

Felizmente, temos ainda bloguistas que procuram nos fazer entender que as guerras clânicas na blogosfera moçambicana são absolutamente desnecessárias.

Que ano de 2008 seja de Paz também na blogosfera moçambicana!