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quarta-feira, setembro 16, 2009

FRELIMO COMPROMETE-SE A NÃO FERIR A LEI ELEITORAL

Na província de Nampula

A Frelimo, ao nível da província de Nampula, compromete-se a não fazer uso dos meios públicos, sobretudo viaturas pertencentes às instituições estatais, no processo de campanha eleitoral de 28 de Outubro próximo, por forma a cumprir o preconizado na legislação eleitoral.
Agostinho Trinta, primeiro secretário daquela formação política que deu a conhecer a informação numa conferência de imprensa, disse estarem criadas condições logísticas para a campanha, através de valiosas contribuições dos seus militantes, que, inclusive, disponibilizaram suas viaturas.
Trinta destacou ainda o facto de, grande parte das 21 brigadas criadas que já se encontram nos distritos, estarem a usar meios próprios, numa manifestação inequívoca de apoio à Frelimo e ao seu candidato Armando Guebuza, que concorre para a sua própria sucessão à presidência da
República.
Por outro lado, observou que, nas novas estratégias ora introduzidas, o partido aboliu a constituição de caravanas de campanhas através de filas de viaturas e motorizadas, e acabou com a tradicional distribuição de camisetes aos militantes porquanto a nova política privilegia, essencialmente, o contacto interpessoal.
Agora, cada militante terá que trabalhar na sua própria célula, e, com essa norma, temos vindo a colher resultados positivos. Sublinhou Trinta.
A título de exemplo, na tarde de ontem, a célula da Universidade Pedagógica liderada por Mário Brito, director daquela instituição de ensino superior, teve um encontro com estudantes, docentes e funcionários, durante o qual, para além de explicar as vantagens de participação no processo eleitoral no país, pediu votos a favor da Frelimo e do seu candidato Armando Guebuza.
Segundo Brito, votar na lista da Frelimo significa apostar na continuidade dos programas de desenvolvimento do país e da província em particular.

WAMPHULA FAX – 16.09.2009

NOTA:

Quanto ao uso de viaturas já sabemos o que tem acontecido. Quanto à utilização de espaços estatais, sendo a UP uma instituição pública, a sua utilização para fins de propaganda eleitoral, suponho ferir a lei. Só resta aos restantes partidos fazerem o mesmo…

Fernando Gil

MACUA DE MOÇAMBIQUE

Retirado do MOÇAMBIQUE PARA TODOS.

Nota do Reflectindo: Observem bem as contradições das afirmações do Primeiro-Secretário da Frelimo em Nampula. Uma é a que o Fernando Gil apontou, UP é uma instituicão pública e por lei é proibido fazer propaganda política. Assusta-me de certo modo que académicos como o Mário Brito se façam de pessoas que não sabem ler e interpretar textos bem curtos; a outra é o caso da Ilha de Moçambique onde ontem foi reportado o uso de viaturas do Conselho Municipal e Administração Distrital.