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sábado, dezembro 23, 2017

Moçambique votou contra decisão de Trump no “caso Jerusalém”

A decisão de Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel levantou um grande debate a nível internacional. Devido à gravidade do assunto, numa disputa que também envolve a Palestina, as Nações Unidas levaram o caso à votação, na qual, a maioria dos países disse “Não” à decisão do presidente norte-americano. A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas chegou a dizer, depois dos resultados da votação serem conhecidos, que o seu país iria se lembrar dos que votaram a favor da decisão de Donald Trump.
Neste contexto, de acordo com AIM, Moçambique integra um grupo de 128 países que, quinta-feira, votaram a favor de uma resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas que exige dos Estados Unidos o não reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

quinta-feira, maio 26, 2011

Israel admite ceder território

Netanyahu rejeitou dessa forma a proposta do presidente dos EUA, Barack Obama, e foi ovacionado em várias ocasiões por congressistas norte-americanos
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, mostrou-se ontem disposto, perante o Congresso dos Estados Unidos, a “adquirir compromissos dolorosos” para obter a paz com os palestinianos, mas disse que não aceitará voltar às fronteiras estabelecidas antes da Guerra dos Seis Dias, de 1967.

terça-feira, junho 01, 2010

Flotilha: Turquia irada com Israel, Obama pede explicações > Internacional > TVI24

O ataque israelita ao barco Mavi Marmara, que integrava a flotilha que transportava ajuda humanitária para Gaza, causando nome mortos (número oficial), está a gerar várias reacções internacionais, sendo que a Turquia, de onde o barco atacado é proveniente, assumiu a posição mais dura. O presidente dos Estados Unidos também já pediu explicações a Israel.
O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan acusou Israel de ter cometido um acto de terrorismo de Estado e caracterizou a ordem de atacar como uma «acção desumana». «Deveriam saber que não ficaremos calados e sem responder diante desse desumano acto de terrorismo de Estado», afirmou Erdogan, acrescentando que o seu país vai solicitar que a Nato convoque uma reunião de urgência para tratar do assunto, informa a agência Associated Press.
«O ataque demonstra que Israel não quer a paz na região», frisou, acrescentando que o seu embaixador em Jerusalém foi chamado a Ancara, para além de ter sido pedida uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nas ruas de Istambul ouviram-se, entretanto, gritos de «Morte a Israel», proferidos por mais de dez mil manifestantes que se juntaram na Praça Taksim. Foram queimadas bandeiras israelitas.
Flotilha: ocupação militar, limpeza étnica, apartheid... e por fim, pirataria (opinião)
Oitocentas pessoas estavam a bordo do Mavi Marmara, entre elas mulheres e um bebé de seis meses. São de várias nacionalidades, desde turcos, a ingleses, americanos, ingleses ou até a realizadora brasileira Iara Lee

Legítima defesa

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças agiram para defender a própria vida.
«Os ocupantes do barco atacaram deliberadamente os soldados; estes foram agredidos com pedaços de pau e punhos e, inclusive, foram reportados disparos, e os nossos soldados tiveram que reagir para defender as suas vidas», declarou Netanyahu depois da reunião, em Ottawa, com seu colega canadiano Stephen Harper.
Netanyahu encurtou sua visita ao Canadá e cancelou a viagem prevista para terça-feira aos Estados Unidos para voltar para o seu país.
Entretanto, o exército israelita divulgou vídeos que mostram os activistas a atacarem os militares:
Também Barack Obama reagiu e para pedir explicações a Netanyahu numa conversa telefónica. «O presidente (Obama) expressou profundo pesar pela perda de vidas no incidente de hoje, e preocupação com os feridos, muitos dos quais estão a ser tratados em hospitais israelitas», divulgou a Casa Branca numa nota enviada à imprensa.




Fonte: TVI24 - 31.05.2010

Reflectindo: duvido desses vídeos. Quantos soldados israelitas morreram ou foram feridos? Espero que para lá vão peritos da ONU. Aliás, depois de eu ter visto o vídeo, fico perguntando do porquê os militares israelitas foram para um barco que estava nas águas internacionais? 

segunda-feira, maio 31, 2010

Israel ataca navio de ajuda e mata activistas > Internacional > TVI24

O exército israelita atacou, na madrugada desta segunda-feira, uma flotilha (caravana) de ajuda humanitária que se dirigia para Gaza. O raid contra um navio turco da frota pró-palestiniana matou pelo menos dez activistas, sendo que algumas agências já falam em 19 mortos.
Há dezenas de feridos, uma vez que a flotilha de seis barcos transportava 750 pessoas. O ataque foi feito em águas internacionais.
O governo turco já avisou Israel que esta acção terá «consequências irreparáveis», enquanto o Hamas está a convocar uma reacção. O presidente palestiniano, Mahmud Abbas, declarou três dias de luto.
O ministro israelita da Indústria e do Comércio, Binyamin Ben Eliezer, já veio lamentar «todas as mortes» ocorridas na intervenção de comandos israelitas. No entanto, o governo de Israel insiste que as intenções dos activistas eram ilegais, que foram encontradas armas nos navios e que os militares foram atacados.
«As imagens não são simpáticas. Posso apenas exprimir o meu lamento por todas as mortes», declarou, numa primeira reacção oficial israelita, Ben Eliezer, que se encontra no Qatar para uma reunião do Fórum Económico Mundial (WEF).
«Esperavam os nossos soldados com machados e facas e quando, além disso, alguém tenta tirar-vos a vossa arma, começa-se a perder o controlo da situação. O incidente começou assim e não sabemos como terminará», acrescentou.
A União Europeia vai abrir um inquérito ao incidente.


Fonte: TVI 24 - 31.05.2010

sábado, janeiro 17, 2009

"O Inferno são os outros"

Da advogada ambientalista e coordenadora do programa Eco&Acção, Ana Echevenguá, recebi o artigo abaixo o qual publico na sua íntegra:

Montserrat Martins - Psiquiatra da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Porto Alegre-RS.

Causa espanto à opinião pública, no mundo todo, que até o prédio da ONU tenha sido alvo do bombardeio israelense em Gaza, assim como escolas, hospitais, centros de imprensa, locais de ajuda humanitária... Sendo que a própria criação do Estado de Israel, em 1948, decorreu de sua aprovação na ONU (num momento histórico, em que o gaúcho Oswaldo Aranha era seu secretário-geral), o que faria este país atacar instituições internacionais que garantiram seu próprio direito à existência como uma nação independente ? Recém findo o holocausto vivido na Segunda Guerra, a criação deste Estado significaria também uma esperança futura de paz, um local para que um povo perseguido pudesse ter seu próprio território. Sabemos que isso não é fácil quando há grupos extremistas - como o Hamas - que até hoje não reconhecem o direito à existência de Israel e recorrem ao terrorismo para isso. É natural que Israel queira se defender do Hamas, uma ameaça real, mas porque o descaso com a vida de tantos civis inocentes e instituições humanitárias internacionais ?

Numa famosa carta de Einsten a Freud, o físico que é considerado o maior gênio da história da humanidade pede ao psicanalista: "Seria da maior utilidade para nós todos que o senhor apresentasse o problema da paz mundial sob o enfoque das suas mais recentes descobertas, pois uma tal apresentação bem poderia demarcar o caminho para novos e frutíferos métodos de ação". Ao responder, Freud termina sua carta se desculpando ao dizer que "me perdoe se o que eu disse lhe desapontou", após expor que a solução para a guerra seria o processo de "civilização" dos povos, porque "tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra", mas "por quais caminhos ou por que atalhos isto se realizará, não podemos adivinhar".

A esperança de Freud, portanto, residia na longa jornada civilizatória, na qual "sensações que para os nossos ancestrais eram agradáveis, tornaram-se indiferentes ou até mesmo intoleráveis para nós". Mas como explicar que entre o tão sofrido e perseguido povo judeu, vítima de um holocausto, seja aceitável a morte de centenas de civis inocentes, numa ofensiva violenta que desconsidera os esforços mais elevados da civilização internacional, representado pela ONU e órgãos humanitários ? Como pode um Estado com um povo tão culto e tão sofrido, vítima da barbárie do holocausto, cometer atos que agora vem chocando a humanidade ?

Para além da resposta que Freud conseguiu dar a Einsten, há uma máxima de Sartre que especifica o "ponto máximo" do processo de "civilização", a compreensão de nossa percepção habitual de que "o inferno são os outros", ou seja, de que nossa maior dificuldade humana está em ver em nós a nossa própria participação na violência, que atribuímos sempre como tendo causa nos outros. O ápice do processo civilizatório, então, seria desenvolvermos a capacidade de empatia, na qual para um israelense fosse tão dolorosa a morte de uma criança palestina, quanto para um palestino a morte de uma criança israelense. Não basta não ter prazer com a guerra - já que Israel alega que sua ofensiva é uma defesa contra os foguetes do Hamas. Para que não haja guerra, é necessária a compreensão empática de que todos são humanos, seja qual for sua raça ou religião.

Ana Echevenguá - advogada ambientalista - coordenadora do programa Eco&Ação - www.ecoeacao.com.br - telefone 48 88133380/91343713 - Florianópolis - SC.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

A Água no conflito do Médio Oriente

Algo que raramente se fala no conflito do Médio Oriente é o que há já dez anos, o meu professor da cadeira de geografia de desenvolvimento me ensinara de tratar-se de uma batalha pelo controle da água. Depois de muitos dos problemas terem sido resolvidos entre as partes em conflito, ficou a questão de água por se resolver.

Recordando-me do tal professor, fui de facto ao google para buscar se havia algo escrito sobre a água como uma das causas do conflito, tendo encontrado neste blog aqui o texto da advogada ambientista Ana Echevenguá. É um texto muito valioso para entender o impacto do recurso hídrico no conflito do Médio Oriente.

Estranhamente, fala-se agora de uma das causas do conflito ser por controle do gaz (clique aqui e aqui), algo para mim nova, mas na realidade, no Médio Oriente a água vale mais do que o gaz. Pode ser que valha a pena para não falar muito desta questão que seria uma justificação do impasse quanto à (re)difinição das fronteiras e à independência total da Palestina.
Quem e como se geririam as águas superficiais da bacia do rio Jordão, incluindo o alto Jordão e seus tributários, o mar da Galiléia, o rio Yarmuk e o baixo Jordão?

Há na Faixa de Gaza águas subterrâneas: 2 grandes sistemas de aquíferos: o aquífero da Montanha, totalmente sob o solo da Cisjordânia, com uma pequena porção sob o Estado de Israel, aquífero de Basin e o aquífero Costeiro que se estende por quase toda faixa litorânea israelita até Gaza. Quem e como se geririam? Vale a pena ler todo o texto da Ana Echevenguá neste blog para continuarmos a debater.
Nota: 1) fiz alguns reparos ao texto que havia escrito às correreias; 2) contactei a Ana Echevenguá, a advogada ambientista, autora do artigo em referência, dando-lhe a conhecer este cantinho e amávelmente confirmou que já o visitou.

sábado, janeiro 10, 2009

Solidariedade selectiva? Parece que sim.

Tenho insistentemente dito que apesar de deste ou daquele discurso, diferentemente de África do Sul com a COSATU, em Moçambique, são pouquíssimos os que verdadeiramente se solidarizam com o povo do Zimbabwe. Se a falta de solidariedade é apenas com o povo do Zimbabwe ou com outros povos africanos, ainda não sei dizer. Sei também que não há e nunca houve um sinal expressivo de solidariedade para com o povo de Darfur, no Sudão nem assisti uma reacção clara da sociedade civil em Moçambique quanto à situação da República Democrática do Congo. Se foi-se à rua para se manifestar contra o ataque terrorista às duas Torres Gêmeas (World Trade Center) nos Estados Unidos, não me lembro.

Porém, a verdade é que os mesmos moçambicanos que não se solidarizam expressivamente com os zimbabweanos, com o povo de Darfur, com os congoleses, estão sempre na vanguarda quando se tratar de mostrar e demonstrar a solidariedade com outros povos fora do continente africano. Sempre têm havido super-manifestações na Cidade de Maputo quando se tratar de violência na Ásia. Só para lembrar, já houve uma super-amanifestação contra a invasão dos Estados Unidos da América ao Afeganistão e uma outra contra a republicação da caricatura de Mohamade pelo Savana. Hoje houve muita aderência à manifestação em apoio ao povo Palestino.

Curiosamente, estas manifestações são autorizadas pelas autoridades do país [leia-se pela Polícia da República de Moçambique] sem nenhum questionamento, enquanto que as tentativas feitas pela Liga dos Direitos Humanos para uma manifestação em apoio ao povo do Zimbabwe, encontraram um obstáculo por parte das mesmas autoridades. Um tratamento discriminátório? Os zimbabweanos não merecem a nossa solidariedade?

Entenda-se, não estou contra as manifestações que já tiveram e sempre terão lugar em Moçambique sem qualquer obstáculo. Pelo contrário sou também solidário para todos os que sofrem e sou contra os promotores da violência. Sou contra a morte dos inocentes na Palestina. Estou a questionar porém, a atitude daqueles que são mais solídários para com uns povo e não para com os outros. Estou a questionar o tratamento discriminatório. O que assistimos é uma solidariedade selectiva, incoerência e inconsequente.

Tenhamos todos coragem para denunciar atitudes duvidosas!