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sábado, abril 07, 2018

No dia da Mulher Moçambicana, o debate sobre a vulnerabilidade continua

As mulheres em Moçambique continuam entre o grupo social mais vulnerável. Apesar de existência de políticas que priorizam a mulher, esta ainda enfrenta a discriminação, dificuldades no acesso ao emprego, a violência domestica, o assédio sexual, e os casamentos prematuros.

A desigualdade entre homens e mulheres é visível na sociedade moçambicana, e algumas activistas têm defendido um planeta cinquenta – cinquenta, onde homens e mulheres gozam da mesma maneira de seus direitos humanos.

Dos 28 milhões de habitantes em Moçambique, de acordo com o resultado preliminar do censo populacional realizado no ano passado, a mulher é a maioria, mas ela é muitas vezes relegada o papel de responsável pelo lar o que leva muitas a não concluírem a escola.

Anchieta Ayuba, tem 26 anos, mãe de quatro filhos, é residente na cidade de Nampula, norte do país.
Nunca frequentou a escola porque como disse, os seus pais "não tiveram condições para o efeito".

Com a crise económica, Anchieta foi abandonada no ano passado pelo seu marido e hoje sustenta os seus quatro filhos através do comércio informal ambulante vendendo produtos da época.

Com dinheiro que consegue do comércio, ela paga apenas a escola do seu filho mais velho que tem 12 anos os outros de dez e sete anos respectivamente não estudam.

Com a sua actividade, consegue um rendimento diário de 55 meticais, quase um dólar , o que não chega para suprir todas as necessidades da família: "Não ganho muito, mas consigo alimentar as crianças. Há dias que o negócio não anda, aí a situação fica difícil em casa’’, disse. Ler mais (Voz da América).



FonTe: Voz da AMérica – 07,04.2018

sexta-feira, abril 08, 2016

É preciso despartidarizar as mulheres na Autoridade Tributária de Moçambique

presidente da Assembleia da República proferiu, nesta quarta-feira (06), na Autoridade Tributária (AT), uma palestra alusiva ao Dia da Mulher Moçambicana. Não há dúvidas de que Verónica Macamo não é uma mulher qualquer, porém, para a presidente da AT, mais importante do que o percurso profissional da palestrante é o curriculum político. “Ela é membro do Comité Central do partido Frelimo desde 1991. Colegas, ficar cinco anos como membro do Comité Central é muito suor, (palmas). Ela é membro da Comissão Política do partido Frelimo desde 1997, só ser membro ou visitar a Comissão Política já é uma grande honra. Ela não é uma mulher qualquer, merece os nossos aplausos”, afirmou Amélia Nakhare, após discorrer o CV de Verónica Macamo, desde os tempo da luta armada de libertação. É preciso, para além de despartidarizar o Estado, despartidarizar também muitas mulheres moçambicanas.

A mulher que ocupa o segundo cargo mais importante do Estado moçambicano começou a sua palestra, subordinada ao tema “O Papel da Mulher Moçambicana no Desenvolvimento da Economia Nacional”, com os “hoyes” tradicionais dos eventos do partido Frelimo...

A presidente do Parlamento referiu ainda a criação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), em 1973, como outro passo na emancipação e destacou como “mulheres líderes e heroínas” Josina Machel, Marina Pachinuapa, Deolinda Guezimane, Filomena Nachaque e Paulina Mateus, todas membros do partido Frelimo....

Fonte: @Verdade - =8.04.2016

terça-feira, abril 16, 2013

MULHER MOÇAMBICANA DIZ NÃO À GUERRA

As organizações moçambicanas da mulher exigem diálogo entre o governo e a Renamo, este último o maior partido da oposição em Moçambique, para evitar a reedição da guerra dos 16 anos no país.

Numa carta aberta dirigida ao Chefe do Estado, as organizações da mulher afirmam que ″Não precisamos fazer lembrar as manchetes que pululam os jornais do mundo, mostrando as humilhantes violações a que as mulheres são sujeitas em países sob conflitos armados”.

sábado, abril 07, 2012

DIA DA MULHER MOÇAMBICANA LIVRE DE PARTIDARIZAÇÃO


7 Abril 2009

Por Linette Olofsson

A coragem, é o uso da razao a despeito do prazer. Coragem, é ser coerente com seus príncipios a despeito do prazer e da dor.
“A Coragem é a primeira qualidade Humana, pois garante todas as outras”
Aristoleles
Esta pequena frase,  foi-me inspirada por uma Mulher muito simples e dotada de uma grande humildade, a quem dedico este artigo, Lúcia Inácio, uma camponesa anónima da etnia sena  com título de Rainha, nascida e  residente  no interiror do Distrito de Mopeia na localidade de Chimbazo, uma Mulher com tive a opurtunidade de trocar expriencias, e dela colher  os seus actos de coragem, jamais vistos  ou reportado de uma Mulher camponesa, muito menos por Mulheres com altos cargos no poder político em Moçambique.

quinta-feira, abril 05, 2012

DIA DA MULHER MOÇAMBICANA LIVRE DA PARTIDARIZAÇÃO


Por Linette Olofsson

“ Os males nao cessarao para os humanos antes que a raça dos puros e autencticos filosofos chegue ao poder, ou antes que os chefes das Cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente ” (Platao carta sétima, 326 b).

sexta-feira, agosto 20, 2010

Quem És Tu, Mulher Moçambicana?

Por Nelson Ngungu Rossano*

Do norte de Moçambique vislumbro-te,
mulher que julga o mundo
através de uma foto indefesa.

Moçambicana coberta desse pigmento
que provem da terra,
pareces o que jamais no meu mundo existiu.

Esse pano que levas na cabeça,
é para te proteger do sol por demais quente?
Ou é para transpareceres
os costumes do teu místico local?

Estátua imóvel no silêncio vivo,
olhas-me desafiando-me,
para onde me queres levar?

Olho-te...
procurando saber que omites
com o teu olhar sábio,
procurando encontrar parecenças
comigo na tua expressão,
desejando sentir aquilo
que só tu me podes dar.

Mãe, avó, sábia, feiticeira,
protectora, simples mulher,
quem és tu mulher revestida
pela magia da nossa Mãe?

*Poeta neo-afro-lusomestiço (02/04/2007 – in Caminhos dos Versos)

Foto de Armando Taula; fonte: Rádio Moçambique;