Mas só o tempo dirá se o governo vai tomar outra
postura, sublinha Pereira
O director
executivo da Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC), João
Pereira, elogia a pressão das Nações Unidas para a justiça em Moçambique, mas
sublinha que a política africana não segue necessariamente os parâmetros
internacionais.
Zeid Al Hussein,
Alto comissário das Nações Unidas para o Direitos Humanos, pediu, ontem, ao
governo de Moçambique para o fazer o seu melhor para levar os autores das
execuções sumárias, promotores da corrupção e violência à justiça.
Al Hussein, que
discursava na 32ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra,
Suíça, disse que em Moçambique registam-se maus tratos aos defensores dos
direitos humanos e jornalistas.
Para Pereira, só o
tempo dirá se a pressão internacional fará o governo assumir outra postura.
“Pode ser um dos
mecanismos, mas nós temos que compreender que em África temos exemplos muito
concretos de que essas pressões não surtiram efeito,” diz Pereira.




