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terça-feira, dezembro 14, 2010

Mozambique: Drugs and the U.S. Charge D'affaires

Paul Fauvet

"The value of illegal drugs passing through Mozambique is probably more than all legal foreign trade combined, according to international experts. . . (who) estimate that more than one tonne per month of cocaine and heroin are now passing through Mozambique".
Anyone reading that quote today probably assumes that it comes from the Maputo US embassy telegrams, signed by former US charge d'affairs Todd Chapman, and released last week by the whistle-blowing organisation Wikileaks.
But AIM did not need to go to Wikileaks for that quote - it comes from an article by British journalist and researcher Joe Hanlon published in the Mozambican press in 2001, years before Todd Chapman set foot in Mozambique. (The Portuguese version appeared in the independent newsheet "Metical" on 28 June 2001, and AIM published an English summary.)

segunda-feira, dezembro 13, 2010

WikiLeaks: Joaquim Chissano classifica documentos sobre narcotráfico de "mentira grossa"

O ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e presidente honorário do Partido Frelimo negou à Lusa qualquer envolvimento com narcotráfico e classificou os documentos divulgados pelo portal WikiLeaks como “mentira grossa”.

Governo desmente informações publicadas pelo Wikileaks

Acusação de envolvimento em narcotráfico a figuras do Executivo

Em comunicado de imprensa, o Ministério de Oldemiro Baloi, revela a posição do Governo. O Executivo distancia-se das informações do Wikileaks e enaltece boas relações externas.
O Governo de Moçambique desmente informações tornadas públicas pelo site Wikileaks, segundo as quais altos dirigentes do Estado e outras figuras da política nacional estariam implicados em tráfico de drogas, e que Moçambique é um corredor de circulação das mesmas.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Documentos da Wikileaks levantam discussões no Parlamento

“Frelimo é bancada do narcotráfico” – acusa o deputado da Renamo, João Milaco

As revelações do portal Wikileaks já chegaram ao parlamento moçambicano. Os deputados da bancada parlamentar da Renamo não perderam tempo e já acusam os seus pares do partido no poder de serem “uma bancada de narcotráfico”.
“Toda a bancada da Frelimo é fruto do narcotráfico, porque fizeram uma campanha eleitoral que foi suportada pela venda de Cocaína, Haxixe, Mandrax, entre outras”, disse o deputado da Renamo, João Milaco, citando os documentos da embaixada dos EUA em Maputo, publicados pela Wikileaks.
A acusação do deputado da Renamo foi em resposta a palavras injuriosas do deputado da Frelimo, Edmundo Galiza Matos Júnior, que deixou de falar do Plano Económico e Social e do respectivo Orçamento do Estado de 2010, que estavam em debate, para falar da “desorganização da Renamo.”

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Relatório diplomático americano citado pelo Le Monde acusa directamente os mais altos dirigentes de se beneficiarem do tráfico...

Em Moçambique, o poder político ao mais alto nível está comprometido com o narcotráfico, revelam telegramas confidenciais da embaixada norte-americana em Maputo, divulgados pelo portal WikiLeaks, que envolvem o presidente Guebuza e o seu antecessor, Joaquim Chissano.
Após a Guiné-Bissau, Moçambique tornou-se "o segundo lugar africano mais ativo para a actividade dos traficantes de droga", relatou num telegrama, no verão do ano passado, o representante diplomático da Embaixada dos Estados Unidos na capital moçambicana.
O narcotráfico é dirigido por dois moçambicanos de ascendência asiática, Mohamed Bachir Suleiman, conhecido como "MBS", e Ghulam Rassul Moti, cujas atividades eram impossíveis sem a cumplicidade ao mais alto nível do Estado, segundo a correspondência diplomática.
A notícia e os vários telegramas aparecidos no Wikileaks (encontráveis via Google) a partir da embaixada americana em Maputo estão já a ter repercussões na imprensa portuguesa (imagem) e deverão ter ainda mais, dado o envolvimento da banca portuguesa no negócio de Cahora Bassa.

Fonte: Le Monde/LUSA/RDP África in Imensis - 09.12.2010