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segunda-feira, novembro 02, 2015

População de Zimpinga diz que não incendiou viaturas da Renamo

Emboscada do dia 25 Setembro

A população de Zimpinga (próximo de Amatongas – Estação), no distrito de Gondola, província de Manica, nega ter sido ela a incendiar as viaturas da Renamo, depois de as forças do Governo tentarem assassinar Afonso Dhlakama, no atentado do dia 25 de Setembro.
A população diz que o Governo é quem sabe quem de facto incendiou as viaturas da caravana da Renamo.
Os residentes na zona exigem a remoção das carcaças das viaturas. Segundo eles, ouvidos numa breve visita do CANALMOZ a Zimpinga no passado sábado, a permanência das carcaças cria-lhes fantasmas dos episódios vividos naquele dia de tiroteio.

quinta-feira, outubro 22, 2015

MDM acusa Governo de ter “apetite para matar”

O Movimento Democrático de Moçambique juntou-se ao coro de críticas que condena as duas emboscadas executadas pelas forças governamentais contra o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama e o assalto à sua residência na Beira. Lutero Simango, chefe da bancada do MDM, disse ontem no parlamento que os incidentes de Manica e da Beira são inaceitáveis em democracia e revelam que a reconciliação é quase inexistente. “Os incidentes organizados em Manica e na Beira mostram o apetite que existe em matar.”

O MDM criticou o uso da violência como instrumento do exercício da política. No seu discurso, o chefe da bancada parlamentar do MDM solidarizou-se com as famílias que perderam os seus parentes em diferentes incidentes militares.

Há relatos sobre vários jovens das Forças de Defesa e Segurança que perderam vida nas matas, na empreitada de caça a Afonso Dhlakama. Os corpos não foram entregues aos familiares e apodreceram nas matas, tendo o governo optado por ocultar tais mortes.

“Basta de usarem os nossos jovens como comida para canhões, levando muitos a mortes ocultadas nas matas deste país. Essas matas não devem servir de túmulo clandestino dos nossos jovens, devem ser locais de produção de comida para acabar com a malnutrição crónica a que estão sujeitas milhares e milhares de crianças. As nossas matas devem ser transformadas em locais de rendimento económico e não em cemitérios clandestinos”, disse Lutero Simango.

Fonte: CANALMOZ – 22.10.2015