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terça-feira, agosto 03, 2010

Compulsando as insurreições contra administradores em Chemba

Segundo o O País online edicão de 02.08.2010, a população do distrito de Chemba, na província central de Sofala, insurgiu-se, último sábado, contra o respectivo administrador, a quem acusa de corrupção na atribuição do Fundo de Desenvolvimento do Distrito (FDD), vulgo “sete milhões de meticais”.
Um dos residentes de Chemba foi à tribuna para explicar ao Presidente, na presença de vários membros do Governo e de alguns membros do corpo diplomático acreditado em Moçambique, que, naquele distrito, para beneficiarem dos “sete milhões”, os mutuários devem aceitar repartir o valor requerido com o administrador, António Januário. O mesmo, pediu o regresso do anterior administrador, Jorge Daul, que segundo fez muito para o desenvolvimento do distrito.
Ora, será por consenso que a população quer o regresso de Jorge Daul para governante máximo do distrito de Chemba? Recordemos as anteriores queixas dos residentes daquele distrito amplamente publicas em diferentes órgãos da comunicação social (Canal de Moçambique, Zambeze, Savana, Púnguè, Jornal Notícias e allafrica )como:

Renamo Threatens Demonstrations in Sofala

Speaking at a press conference in Beira on Tuesday, the Renamo Sofala provincial political delegate, Fernando Mbararano, said that three Renamo offices had been destroyed in Chemba and two in Cheringoma. He said the assailants had also burned two Renamo flags... (Allafrica, 10 May 2006) o artigo inteiro aqui.

Frelimo reinstala ditadura monopartidária em Chemba
Membros da Renamo refugiam-se no Malawi fugindo prisões arbitrárias e julgamentos públicos do administrador Jorge Daul. Zambeze, in Diário de um sociólogo, 17.11.2006

Interdição da actividade política pelo Governo distrital de Chemba
Renamo reclama violação da lei 7/91

Um documento do Governo Distrital de Chemba, datado de 01 de Novembro corrente em poder do jornal Púnguè, refere que as autoridades governamentais local interditou um grupo de membros da coligação Renamo –União Eleitoral (RUE) ido da Beira, desenvolver actividades política naquele distrito... (Púnguè, in Reflectindo sobre Mocambique, 11.12.2006)


MP investiga alegados desmandos em Chemba

O MINISTÉRIO Público na província de Sofala está a investigar alegados desmandos protagonizados pela administração do distrito de Chemba, contra militantes dos partidos da oposição naquela parcela do país... (Notícias, 05.03.2007)

Chemba sem lei

Beira (Canal de Moçambique) - Fernando Mbararano delegado politico da Renamo na província de Sofala queixou-se em conferencia de Imprensa dos desmandos que são cometidos pelos governos dos distritos de Maríngue, Caia e Chemba... (Canal de Moçambique – 12. 07. 2007)

Demands for Removal of District Administrator

People attending a public meeting in Chemba district, in the central Mozambican province of Sofala, have demanded the sacking of the district administrator, Jorge Daul… (allafrica, 8 October 2007), o artigo inteiro se pode ler aqui.

quarta-feira, maio 19, 2010

Futuro do administrador de Moma será conhecido dentro de 45 dias

Acusado de má gestão dos “sete milhões”

A ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, garante que brevemente haverá uma resposta às denúncias de má gestão e discriminatória do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões, contra Daniel Ramos, administrador de Moma. Trata-se de denúncias feitas ao Presidente da República, Armando Guebuza, durante a sua presidência aberta na província de Nampula, que terminou ontem.
A governante revelou que uma equipa de inspecção está a caminho do distrito de Moma, em Nampula, onde vai aferir a veracidade das denúncias e aprofundar a investigação de casos de corrupção, que já chegaram aos ouvidos do Chefe do Estado.
Contra o referido administrador, pesam acusações de prisões arbitrárias a cidadãos que denunciam desmandos que acontecem no distrito.

Administrador de Moma denunciado em público

Denunciadas em Nampula durante a presidência aberta

Daniel Ramos é igualmente acusado de má gestão do fundo da iniciativa local, vulgo “Sete Milhões”, ao congelá-lo ou atribuir sem respeitar as normas estabelecidas
O administrador do distrito de Moma, em Nampula, Daniel Ramos, deve andar sem sono desde a passagem do presidente da República, Armando Guebuza, pelo seu distrito, no passado dia 16 de Maio. Tudo porque, num comício orientado por Guebuza, no posto administrativo de Larde, a população denunciou casos de corrupção, perseguições, abuso de poder e mau comportamento da mais alta figura do distrito.
Conforme presenciou o “O país”, no decurso do comício, iniciado por volta das 09h00, o presidente da República deu tempo para a população subir ao pódio e usar da palavra. Foi nesta altura em que uma cidadã de nome Eugénia Viagem disse haver intimidação quando a população faz denúncias sobre o que acontece no distrito. A situação é tão dramática, havendo pessoas que são ameaçadas de detenção.
O facto fez com que muitos residentes abandonassem as suas casas por temer a detenção depois de terem denunciado situações anómalas na recente visita do governador de Nampula, Felismino Tocoli, àquele distrito.

sexta-feira, maio 14, 2010

Reflexão sobre o conflito de Ile, Zambézia

Esta reflexão é em resposta a este artigo aqui do trabalho do jornal O País e foi postado aqui.

Por Jorge Saiete

Mano, o que os litigantes nos dizem a primeira vista (declarações do administrador e do seu SP ao Jornal) pode não configurar o real problema" Normalmente nos dão as folhas e ramos mas o que nos interessa para compreender o conflito são as raizes mas para acedermos a elas temos um grande caminho a percorrer.

Os casais dizem que se diviorciam porque, não se respeitam, se violentam etc, mas o problema pode estar na cama onde as coisas não andam como devia ser e isso nunca nos dizem, contam nos apenas os efeitos.

Quando uma mulher vai se queixar á policia, diz que o marido lhe espanca e a policia trata de chamar o marido para lhe trancar ou outras formas de castigo. mas fazendo isso, a policia não está a resolver o problema, pois não está trabalhando com as causas mas sim com os efeitos. E o resultado é que logo que saiem da esquadra e antes de chegar a casa o embroglio recomeça e a porrada é incontrolavel.

O que os governantes de Ile fizeram é apresentar suas posições aos jornais e nós devemos tentar compreender os interesses e se possivel as suas necessidades. O Governador perdeu o seu tempo em Ile porque foi pegar nas posições e não procurou perceber os interesses em jogo. Para além disso, perdeu seu tempo com as pessoas (Administradora e seu SP) e não no assunto que os divide. Quando ele diz “quem manda no distrito é a administradora e não o secretário permanente”. Parce que está a sugerir que o SP deve cumprir qualquer ordem da administradora mesmo que contraproducente ou ilegal.

No caso Ile temos que tentar perceber, os interesses em jogo. À primeira vista, estamos perante interesses meramente psicológicos, mas há que considerar também os interesses substantivos (o poder material, lembre, meu irmão, que quem é executivo é o SP e a Admistradora é um corta fitas e isso irrita a muitos) mas também há que ver os interesses processuais (como as coisas são feitas, quem “efectivamente” define as regras da casa, que processos e procedimentos internos existem, quem os define e porquê?). Há que ver também se não haverá incompatilibilidade ou intolerancia aos valores/ crenças de cada uma das partes? Como é que a informação flui e qual é a capacidade ou predisposição de cada um de perceber as mensagens emitidas? e a auto estima? e a sindrome de inferioridade ou superioridade?

Mas é preciso também ver, quem são efectivamente as partes primarias/principais neste conflito e quem são as secundárias. quem nos garante que a administradora e o SP são as partes principais? não serão simples caixas de ressonancia de algo muito maior? Que influencia têm as partes secundarias (partido, conselho consultivo, equipe tecnica distrital, secretariasprovincial etc) neste conflito? De que lado se posiciona cada uma das pessoas ou entidades? Que interesses cada um tem?

Em suma, eu só tenho perguntas e nenhuma resposta quanto a este caso. aquele abraço

Maio 13, 2010

terça-feira, maio 11, 2010

Secretário permanente em pé de guerra com sua administradora

Distrito de Ile, província da Zambézia, José Saize, está em pé de guerra com a sua administradora distrital, Ângela Serrote. à volta do conflito está o facto de o SP do distrito possuir o grau de licenciatura, e a administradora o nível médio.
Segundo Ângela Serrote, o SP não se sente à vontade com o facto de ter alguém com nível médio a dirigir o distrito. Assim, a discrepância de níveis académicos leva ao desrespeito e desentendimento entre as duas altas figuras do distrito.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Administrador de Moatize demitiu-se

Coisa inédita em Mocambique, mas muito boa e que vale a uma publicacão ampla. Segundo o Mocambique para todos, o administrador de Moatize, Adelino Andissene, pôs o seu cargo à disposição do governador da província de Tete. Há quatro meses que a administração distrital de Moatize não recebe dinheiro nem do Fundo de Iniciativa Local nem para as despesas de funcionamento. As contas da administração são pagas pelo próprio administrador.
Sou de opinião que se os nossos governantes, os altos funcionários do Estado ou outros em comissão de serviço aprendessem a agir como este administrador, Moçambique teria começado a caminhar para frente.