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segunda-feira, dezembro 22, 2014

Líder da Renamo expulsa televisão estatal da cobertura de reunião do partido

 líder da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, expulsou neste domingo a equipa da Televisão de Moçambique (TVM), estação estatal, que cobria o Conselho Político da organização, por inviabilizar a visibilidade do movimento.
Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), ordenou, em plena sessão, que o jornalista e "cameraman" da TVM, da delegação de Sofala, destacados para cobrir o evento, deixassem a sala, por suspeita de "espionagem" e por alegadamente terem ordens para não publicarem as matérias.
"Fiz [a expulsão] por satisfação pessoal e dos membros do partido. Chega de brincadeiras. Eles filmam muito tempo e não tiram nada. Inclusive, já abordei o PCA [presidente do conselho de administração] sobre a situação", disse Afonso Dhlakama, quando questionado pela imprensa sobre a sua posição.

Fonte: @Verdade - 21.12.2014

quarta-feira, abril 23, 2014

Vice ministra justifica censura a imprensa privada

A vice-ministra da Planificação e Desenvolvimento, Amélia Nakhare, justificou ontem a interdição da imprensa privada da cobertura da cerimónia da chegada dos restos mortais das vítimas do acidente do voo da LAM, na passada segunda-feira, como forma de "preservar a privacidade das famílias enlutadas".
Nakhare disse, ainda, que a TVM, único canal que foi concedido o direito de transmissão em directo da chegada dos restos mortais ao país, tinha orientações para distribuir as imagens aos restantes canais televisivos.
“A intenção era não expor as famílias enlutadas à muita agitação. Mas a TVM sabia que devia ceder as imagens a outros canais e foi isso que aconteceu”, disse.


Fonte: O País online - 23.04.2014

quinta-feira, março 27, 2014

Médias públicos a serviço do partido no poder

“Depois de muitos anos de esforços da Rádio Moçambique e da Televisão de Moçambique para melhorar a cobertura, nas últimas eleições o nível de profissionalismo baixou. Tudo o que se veiculava e se comentava nestes órgãos mostrava claramente um favoritismo à Frelimo”, foi assim que Fernando Lima, jornalista, começou a sua intervenção. Segundo Lima, a falta de imparcialidade nos órgãos de comunicação social públicos na cobertura das eleições estende-se até ao anúncio dos resultados, não se limitando apenas à campanha. “Estive a cobrir as eleições autárquicas nas cidades de Quelimane e Gurúè e após a colagem dos editais fomos (jornalistas, observadores, partidos, etc.) recolhendo os dados. Os profissionais da RM e da TVM estiveram em todas as mesas mas só anunciavam, na sua maioria, resultados favoráveis à Frelimo”.
Na sua intervenção, Lima apelou à CNE e ao STAE para que assegurem o afastamento de pessoas estranhas aos processos eleitorais das mesas de votação uma vez que nem sequer estão credenciadas para estar naqueles locais. “São pessoas que muitas vezes dão instruções aos membros das mesas de voto, registam os nomes dos eleitores e os respectivos números de cartão”. As palavras de Lima foram secundadas por representantes dos partidos extraparlamentares, que acusaram, principalmente, a TVM de os tratar como “enteados” nas suas coberturas. “As equipas de reportagem da TVM já passaram por nós diversas vezes mas nem sequer pararam para cobrir a nossa campanha. O seu foco era o partido Frelimo. Um órgão público não pode pautar por esse comportamento”.
Fonte: @Verdade - 27.03.2014

sexta-feira, maio 24, 2013

Televisão do partido


O Governo nunca quis dialogar com os profissionais da Saúde. Aliás, é mais correcto dizer que o Governo não deu mostras de querer dialogar. As inúmeras cartas enviadas pela Associação Médica de Moçambique, solicitando um encontro com os membros do Executivo de Armando Emílio Guebuza nunca tiveram resposta.
Isso é público, mas não é conveniente abordar. Portanto, se temos uma classe profissional que procurou estabelecer pontos de contacto e de diálogo só mesmo por sacanice é que se pode afirmar – via televisão propagandística da Frelimo – que a greve resulta da insatisfação de uma exigência de 100 porcento de aumento salarial.
Há fármacos que atenuam certas doenças mentais. Dedicar-se, por isso, à droga, era capaz de ser uma boa ideia para muitos órgãos de informação e analistas de taberna. É o caso da Televisão de Moçambique(TVM) e certos fulanos. Aquele órgão já nos habituou à demência com a qual a informação de interesse público é abordada, mas nunca é demais referir certos atropelos à verdade dos factos. Ler mais