A União Africana (UA) vai negar o reconhecimento dos resultados das eleições presidenciais previstas para julho próximo em Madagáscar se o problema de algumas candidaturas ao escrutínio não for resolvido, disse sexta-feira em Addis Abeba, na Etiópia, o medianeiro da crise malgaxe, o antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano.
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domingo, maio 26, 2013
quarta-feira, março 03, 2010
Há uma vida depois do poder? (7)
Didier Ratsiraka - Madagáscar (1976 - 1993 e 1997 - 2002), 73 anos
Aos 73 anos, “O Almirante Vermelho” parece beneficiar de uma segunda juventude. A última crise malgaxe, que opõe o seu sucessor, Marc Ravalomanana, ao actual homem forte de Madagáscar, Andry Rajoelina, teve em si o efeito de uma cura de rejuvenescimento. Exilado em França há oito anos, Didier Ratsiraka não só voltou à ribalta política como dominou os debates entre os diferentes movimentos políticos malgaxes. Sempre vivo, pujante, com um inegável sentido da fórmula e da palavra, parece longe da reforma. No seu apartamento de Villa Madrid, um enclave privado e muito chique de cidade de Neuilly-sur-Seine, o antigo presidente vive sem ostentação e sem o auxílio do governo malgaxe. Recebe poucas visitas, aparece ainda menos e não dá qualquer entrevista. A sua única intervenção pública, em 2008, difundida por um canal privado malgaxe - pertencia a Andry Rajoelina - soou a acusações contra Ravalomanana.quarta-feira, dezembro 09, 2009
Andry Rajoelina impede opositores de regressarem a Madagáscar
Os tres líderes malgaxes que na terça-feira terminaram em Maputo as conversações sobre a divisão do poder no Governo de Transição de Madagáscar foram hoje impedidos de regressar ao país pelo presidente Andry Rajoelina.
Andry Rajoelina, que ascendeu ao poder em Março passado na sequência de um golpe de Estado, não esteve presente nas conversações de Maputo, mediadas pelo antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano.
Segundo a Rádio de Moçambique, Andry Rajoelina proibiu a saída de um avião de Madagáscar para ir buscar o grupo a Maputo. Rajoelina negou também a saída de um avião para levar os seus rivais políticos de Maputo para Madagáscar.
"Não voltamos porque o presidente de Madagáscar proibiu a saída de um avião de lá para Maputo e também impede a saída de um avião de Maputo para Madagáscar. Pedimos a intervenção do Governo de Moçambique para ultrapassar a situação", disse Albert Zafy, um dos três líderes políticos que estiveram envolvidos nas negociações de Maputo.
Desde sexta-feira da semana passada que Albert Zafy e os dois adversários políticos, Marc Ravalomanana e Didier Ratsiraka, estão em Maputo para discutir a distribuição de pastas dos acordos das reuniões anteriores de Maputo e Adis Abeba.
Fonte: Radio Mocambique (09/12/2009)
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