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quinta-feira, novembro 09, 2017

Concordo com Bayano Valy

“Hoje os dois grupos de vereadores compareceram no edifício sede do município onde houve exaltação de ânimos. ..Parte do património do município está em lugar incerto. Além disso, não há, durante este período, controlo  das receitas de diferentes serviços.” In O País – 09.11.2017

Concordo com o Bayano Valy. Todos querem COMER ali e todos ou pelo menos na sua maioria são filhos do mesmo “pai”, o MDM. Portanto, o MDM tem que assumir a responsabilidade de gerir ESTE conflito entre seus membros. Simples.
P.S. Nisto aqui NÃO há nada de normal. VEREADORES são equiparados a MINISTROS. Imaginem, imaginem. Isto não se trata de um caso de funcionários simples. Para mim, o normal seria pedido de demissões ou recusa da nomeação.

quinta-feira, novembro 10, 2011

Algumas maçãs são mais importantes que as outras

Por Bayano Valy

O recente falecimento do antigo Chief Economic Officer (CEO) da empresa de tecnologia informática Apple levou-me a pensar não tanto na morte mas na importância das maçãs na História da humanidade – aviso que quero utilizar a morte de Steve Jobs para olhar ao nosso sistema político e tentar perceber até onde o mesmo incentiva o talento em Moçambique.

domingo, novembro 06, 2011

Algumas maçãs são mais importantes que as outras

Por Bayano Valy

O recente falecimento do antigo Chief Economic Officer (CEO) da empresa de tecnologia informática Apple levou-me a pensar não tanto na morte mas na importância das maçãs na História da humanidade – aviso que quero utilizar a morte de Steve Jobs para olhar ao nosso sistema político e tentar perceber até onde o mesmo incentiva o talento em Moçambique. Ler mais

terça-feira, novembro 09, 2010

Republicanos recuperam Câmara dos Representantes, mas falham Senado

Por Bayano Valy

Os norte-americanos ofereceram duas coisas aos Republicanos: uma vitória avassaladora e um cálice envenenado. Até ao fecho desta edição o partido Republicano detinha uma maioria na Câmara dos Representantes (239 contra 183) e por pouco capturava o Senado dos Democratas (46 contra 51), com ainda 13 assentos na Câmara dos Representantes e três no Senado por declarar.
O número de assentos ganhos (58 sem incluír os que ainda estavam a ser contados) pelos Republicanos na Câmara dos Representantes ultrapassa os 52 que o partido ganhou nas eleições de 1994 enquanto Bill Clinton esteve na presidência.

domingo, junho 13, 2010

Sim, à Geração da Verdade!

Por Bayano Valy

Não se trata de nenhum erro. Quero dizer Geração da Verdade e não Geração da Viragem; esta última deixo para o Presidente Armando Guebuza, os doutores de propaganda da Frelimo e os demais “geracionistas” disseminarem-na ad nauseum.
Pessoalmente, entendo que a discussão das tais Três Gerações enquadra-se dentro da estratégia de marketing político do partido Frelimo, ou seja, criou-se um produto tão ubíquo quanto irreal – todo o mundo fala dele mas não existe senão apenas nos discursos.
Várias questões podem ser colocadas mormente o fundamental objectivo da Geração da Viragem: por exemplo, é possível derrotar a pobreza? Não se conhece nenhum país em que a pobreza foi derrotada, mesmo os mais poderosos têm bolsas de fome no seu seio. Não se estará a colocar a fasquia tão alta que nem o Gigante de Manjacaze conseguiria ultrapassar? Ademais, “lutar contra algo” traz sempre consigo uma conotação negativa; nem sei se isso não impacta negativamente na psique social moçambicana.
Das três gerações que representam a nação, segundo a Frelimo, me parece que apenas uma teve uma vontade própria, uma consciência própria. Foi esta vontade e consciência que a levaram a lutar por Moçambique. Não tiveram ou receberam qualquer orientação que fosse senão das suas próprias consciências, das suas vontades.
O mesmo não se pode dizer da Geração 8 de Março, muito menos do novo produto Geração da Viragem. A Geração 8 de Março foi uma imposição da FRELIMO; os jovens não tiveram muita lactidude de escolha. Seguiram ordens e as cumpriram. Portanto, a geração não foi fruto de uma consciência e vontade próprias. O mesmo se pode dizer da proposta Geração da Viragem: não nasce do seio da juventude ou de um sentimento juvenil de que é necessário o seu envolvimento em algo que não seja pensar no seu próprio umbigo. Nasce algures e a juventude, ou um punhado de jovens, os “geracionistas”, vai servindo de caixa de ressonância.
Mas o que mais me espanta é que lança-se um produto e não se quer que o discutamos. Este me parece um dos grandes problemas deste país: faz-se de contas que todos podem falar apenas para o Inglês ver. Um exemplo flagrante, foi o Presidente da República, que aquando da tomada de posse aconselhou o seu governo a não ter receio da crítica justo porque a mesma ajudava a crescer, ter tentado coarctar o debate. Ninguém está assustado, penso que o maior problema é que as explicações não convencem e se não se está convencido, não se pode apropriar de seja lá o que for. Alguém está assustado?
É contra este pano de fundo que eu acho que nós os jovens temos que ter algo nosso, algo que possa espelhar os nossos anseios; algo em que possamos encontrar uma Utopia nossa. Acho eu que é altura de nós os jovens criarmos algo com que possamos nos identificar, uma Geração da Verdade.
A Geração da Verdade seria uma geração de jovens pensantes, com vontade e consciência própria, de jovens que não se preocupassem em defender as cores de seja lá qual fosse o partido político, raça, religião, etnia, entre outros, mas sim as cores da bandeira nacional, visando promover o bem estar cultural, social, económico e político.
Uma geração de jovens que colocaria as ferramentas científicas ao seu dispor na busca constante da verdade (se é que esta existe). Na concepção da Geração da Verdade, a verdade não seria nada menos que encontrar formas de operacionalizar os artigos plasmados na Cons¬tituição da República de modo a criar-se um Estado justo, igualitário, emancipador, entre outros.
A Geração da Verdade seria uma geração comprometida em promover a cidadania e alargar o debate na esfera pública; uma geração que promoveria ideias pelo seu mérito e não pela sua atracção política, religiosa, rácica ou étnica.
A Geração da Verdade exaltaria o patriotismo que seria acima de tudo almejar o melhor para Moçambique. Esta geração se constituiria por jovens inquiridores, respeitadores, e responsáveis. Jovens que não se conformam com respostas ou soluções fáceis; jovens que exigem respon¬sabilização na má gestão da coisa pública; jovens que promovam a previsibilidade no exercício da burocracia nacional.
Finalmente, a preocupação fundamental da Geração da Verdade seria de produzir co¬nhecimento objectivo com o intuito de contribuir no crescimento de Moçambique no concerto da nações. A democracia apenas pode funcionar se exigir de si e das lideranças políticas, económicas e sociais a aplicação de altos padrões de cidadania.

Fonte: Savana in Diário de um sociólogo- 11.06.2010