A falta de um modelo de ensino adequado à realidade e a inexistência de um inquérito para elaboração dos exames são as principais causas para o elevado nível de reprovações em Moçambique, defenderam professores ouvidos hoje pela Lusa.
"O nosso sistema de ensino deve ser pensado a partir da nossa realidade e não pode ser fruto de uma imposição, ambicionando, por exemplo, simplesmente cumprir metas das Nações Unidas", disse à Lusa Jorge Jairoce, professor na Universidade Pedagógica e director da Biblioteca Nacional de Moçambique, à margem de uma conferência para avaliação das causas das reprovações no ensino geral, organizada pela Oficina de História em Maputo.
Dados oficiais divulgados no ano passado indicam que cerca de 80% dos estudantes externos do ensino geral reprovaram, num processo em que dos 131.203 alunos avaliados pelo Ministério da Educação 101.027 chumbaram.




