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sexta-feira, novembro 03, 2017

COMO AGE O INIMIGO INTERNO

A EXPRESSAO “como age o inimigo” evoca, nos que viveram no tempo do Presidente Samora Machel, (o tempo revolucionário), várias conotações (emoções) e múltiplos significados, entre nostálgicos aos odiosos, por vários motivos, e que a história regista mas o discurso político presente parece não pretender recordar e muito menos exprimi-lo em voz alta e publicamente. Não será isso uma acção desse inimigo interno?
Segundo o conceito desse tempo, o inimigo desdobrava-se em interno e externo e, enquanto o externo era claramente identificável mesmo fisicamente, o interno era tão complexo e até invisível porque era um Judas: vestia a mesma farda, comia no mesmo prato, falava a mesma linguagem do grupo (movimento, partido, etc.), identificava-se vivamente com o grupo, etc., mas era um inimigo cujo resultado final da sua acção era destrutivo.
O inimigo interno, ainda segundo o sentido desse tempo, podia ser um infiltrado que, por isso, estudava e imitava a forma de ser do seu alvo, penetrando-o até ao seu “intestino” e, uma vez aí instalado, e já tido como amigo, como parte do sistema, imperceptivelmente, destruía calma, silenciosa e impunemente o seu “amigo” sem este desconfiar e até com o beneplácito da vítima.
Esta táctica do inimigo sugere que este se faz amigo da sua vítima, elogia-a na negativa para que esta erre mais e, para não cair na desgraça da vítima, evita sugerir algo de positivo, esperando e desejando que a vítima tome decisões erradas e se destrua sem que ele (o inimigo) seja responsabilizado. E quando a vítima for destruída, o inimigo salta, desresponsabiliza-se e abandona-a para se apoiar no dirigente substituto a ser tratado da mesma maneira.

segunda-feira, maio 30, 2016

Filipe Nyusi responsabiliza crise internacional pelo corte do apoio orçamental

No último sábado, o Presidente da República apresentou à população de Tete a sua versão sobre a crise económica que o país está a atravessar, marcada pelo corte de financiamento.
“Estamos a viver um momento difícil”, disse no comício popular, no distrito de Chifunde, e justificou: “Aqueles países que financiavam, ajudavam com dinheiro, já não estão a dar, porque também têm os seus problemas nos seus países.
A economia está mal em todo o lado. Vocês vêem, aqui no Malawi, as coisas não estão bem; aqui na Zâmbia, as coisas não estão bem. Os que estão no sul estão a ver que as coisas não estão bem; os que estão na fronteira com o Rovuma (Niassa e Cabo Delgado) estão a ver que lá na Tanzânia as coisas não estão bem. Então, é preciso nós pensarmos o que fazer. Produzir mais e criar condições para produzir aquilo que é preciso produzir, em todos os momentos”.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Governo de Pinóquios

EDITORIAL: @VERDADE

Por João Vaz de Almada

Leio, num site da internet, algumas dissertações sobre a mentira em sentido lato e de forma abstracta, porque nestas coisas é sempre bom partir do conceito para o real. Diz o tal site: “A mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de auto-estima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-acção), por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que fi camos em vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.