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quinta-feira, março 03, 2016

Série descobre brasileiro com origem macua

A Cine Group produziu uma série televisiva que investi­ga a e exibe as origens dos afrodescendentes, assim como mostrar a importância dos afri­canos no Brasil. Ao todo, foram 150 pessoas que fizeram testes de DNA para descobrir suas origens através da sua ancestralidade.
Mais de 220 etnias africanas es­tão registadas no banco de dados do laboratório responsável pelos testes, que fica em Washington, nos Estados Unidos. De cada es­tado, Rio de Janeiro, Bahia, Mara­nhão, Minas Gerais e Pernambu­co, uma pessoa foi escolhida para visitar seu povo em África e Levi Lima foi um dos escolhidos para visitar África, concretamente Mo­çambique.
O exame de DNA de Levi Lima, natural do Brasil revelou sua ancestralidade com o povo macua, descendentes de Moçam­bique falantes de Emakuwa sua língua local. Segundo Levi essa ancestralidade moçambicana revela uma ligação entre os afro­descendentes pelo mundo, pois ele nunca imaginou ser de Moçambique, embora a sensação de ter o seu lado Africano.

Fonte: O País – 03..03.2016

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Festival do mussiro brevemente em Nampula

Há séculos que as mulheres de Nampula usam o mussiro para embelezar a pele. Há muitas que não conseguem passar sem ele. Agora, os produtores querem organizar um festival regional em honra desta planta medicinal.

O mussiro é uma planta usada há séculos pelas mulheres da província de Nampula. Diz-se que o creme de mussiro, que as mulheres costumam espalhar pelo rosto, deixa a pele macia e rejuvenescida. A história reza que a planta começou a ser usada sobretudo nos distritos costeiros da Ilha de Moçambique, Angoche, Moma, Mossuril, por influência dos mercadores árabes, a partir do séc. X.

Felizberta António, de 32 anos, usa o creme desde criança: "Conheço dois tipos de mussiro - um deles é usado normalmente por todas as mulheres, o outro é usado no matrimónio tradicional."

É o que acontece em algumas comunidades rurais, onde o creme é, muitas vezes, usado nos rituais tradicionais que antecedem a preparação das mulheres consideradas maduras para o matrimónio. Nas zonas urbanas, as mulheres usam-no sobretudo como produto de beleza e para combater doenças de pele, principalmente manchas.

quinta-feira, agosto 26, 2010

DJEI ivakutei kojei


Fonte: aqui

Reflectindo: pode parecer que apresento sempre o que é da cultura macua, mas como fiz em 2007, estou para uma digressão ao nível das provinciais ou culturas nacionais. Apenas eu gostaria de alguma colaboração dos leitores deste blog.

domingo, julho 19, 2009

A provoção do Rui Dimande

Foi publicado no Notícias, veja aqui, um artigo muito interessante de Rui Dimande e julgo ser uma provocação para um debate sério.
A relação que Rui Dimande faz entre a nossa cultura, a Cultura Moçambicana e o colonialismo pode ser recusada, mas ao chegar no penúltimo parágrafo Rui Dimande ilustra como podemos pôr em causa a nossa cultura por quem elogia a parte ruim dessa mesma cultura. Eis o que ele escreve: “ouvimos de comentadores estrangeiros de órgãos de informação ocidentais, elogiar a continuidade do círculo familiar [herdando a cunhada] em África pois, ela é sadia dado que o isolamento de famílias é acto predilecto da cultura ocidental. E um ditado natural actua permanentemente: muitos praticam aberrações, as consequências recaem a poucos. Ora vejamos: Muitos idosos europeus, foram surpreendidos por um calor intenso em 2003. Isolados dos mais novos, morreram às centenas de milhar sufocados pela sede. Ninguém estava perto para os servir um copo de água. Os humanistas são mais vibrantes na defesa dos jovens. E quando a velhice chega…!

Esta é uma provocação de Rui Dimande para um debate sério.