“Fui das pessoas que promoveu um abaixo-assinado por não concordar que a ponte do Rio Zambeze fosse chamada Armando Emílio Guebuza”.
Aquando da sua chegada ao poder municipal teria afirmado que herdou uma dívida de cerca de quatro milhões de meticais da anterior gestão, de Pio Matos. Esta dívida ficou ou não esclarecida?
De facto, nós herdámos. A princípio, tínhamos a indicação dos papéis que nos foram entregues oficialmente, que eram 4 600 000,00 meticais e, ao longo do tempo, esta dívida foi subindo, porque apareciam mais empresários que traziam documentos que comprovavam que a edilidade tinha mais dívidas do que as que tinha apresentado. Então, pegámos na lista das dívidas e fizemos várias cartas endereçadas ao governador da Zambézia; secretário permanente; directora provincial das Finanças; ministro da Planificação e Desenvolvimento; primeiro-ministro e; ministro das Finanças. Do ministro das Finanças recebemos uma resposta extremamente profissional: enviou-nos dois activistas baseados em Maputo e na Beira, a quem entregámos a lista oficial das dívidas. Dessa lista fizeram uma auditoria, contactaram os provedores e constataram que algumas dívidas eram ilegais, outras foram contraídas por pessoas sem capacidade de endividamento em nome do município. Assim, nós recebemos, há cerca de um mês, um relatório que diz que as dívidas, efectivamente, baixaram dos cinco milhões para cerca de 1.5 milhão de meticais. Portanto, essa é que é a dívida legítima e legal que nós somos obrigados a pagar.