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terça-feira, novembro 18, 2014

Desaparecimento de MBS

Rapto, prisão, ajuste de contas ou fuga?


Por Marcelo Mosse

A primeira leitura popular sobre o desaparecimento, na passada quarta-feira, do empresário moçambicano Momad Bachir Sulemane, vulgo MBS, foi a de que ele havia sido raptado por criminosos à solta que, dias depois, exigiriam à família um resgate para a sua soltura. Cinco dias depois, a família ainda não foi contactada pelos “raptores” e a Polícia moçambicana não tem pistas sobre o paradeiro de Bachir, embora o Comando Geral da Polícia tenha accionado “todos os meios” para se conseguir localizar o empresário, que também é um dos principais financiadores das campanhas eleitorais do Partido Frelimo. Ontem, na TVM, um porta-voz da Polícia dizia que a corporação estava a trabalhar no assunto.

sexta-feira, outubro 10, 2014

Participação de MBS no jantar de Nyusi pode acarretar implicações legais

Designado Barão de Drogas pelos Estados Unidos da América

O África Confidential, uma publicação de especialidade sobre os assuntos políticos e económicos do continente negro, coloca fortes probabilidades de a participação do empresário moçambicano Mohomed Bachir Sulemane (MBS) no jantar de angariação de fundos do candidato da Frelimo poder resultar em implicações legais no que toca à relação entre os Estados Unidos e o próximo governo moçambicano, caso o candidato da Frelimo saia vencedor na votação de 15 de Outubro.

O governo dos Estados Unidos da América designou, em Junho de 2010, Mohamed Bachir Sulemane como Barão de Droga Internacional, tendo, em virtude desse facto, impedido todos os seus parceiros de terem qualquer relação comercial com o acusado.O empresário moçambicano sempre negou a acusação, mas os Estados Unidos nunca retiraram a sua acusação por entenderem que a declaração só foi pública depois de confirmarem as suas suspeitas.

sexta-feira, setembro 02, 2011

PGR diz que Momade Bachir não é “barão de drogas”

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tornou hoje públicos os resultados da investigação do “caso MBS”.
Segundo a PGR, não há matéria que prove que o empresário Momade Bachir Sulemane está envolvido no narcotráfico, contrariamente ao que declarara a Casa Branca em Junho do ano passado.
Entretanto, a PGR acusa ao empresário de infracções fiscais e aduaneiras.
Eis o comunicado na íntegra:

quarta-feira, junho 30, 2010

Na Jamaica: Barão de droga preso

A polícia jamaicana anunciou terça-feira a prisão de Christopher “Dudus” Coke, o traficante de drogas mais procurado do país, apoiante e financiador do Partido Trabalhista no poder.
Ele entregou-se aos policiais com a intermediação de um pastor evangélico. Em Maio, 73 pessoas morreram durante confrontos entre as forças de segurança e gangues que resistiam à ordem de captura do traficante.
Coke, de 42 anos, é acusado de tráfico de armas e drogas. Ele corre o risco de ser extraditado para os EUA, onde deve cumprir pena de prisão perpétua. De acordo com informações da polícia local, ele entrou de maneira inesperada numa esquadra de policia acompanhado do reverendo All Miller, o mesmo que mediou a rendição do irmão de Coke, no início do mês.
A prisão encerra uma violenta busca. No mês passado, durante quatro dias, uma onda de violência atingiu a Jamaica após a decisão do governo de extraditar Coke. Mais de 200 pessoas foram presas durante as tentativas de capturar o criminoso. O clima de insegurança levou os habitantes de Kingston a viverem sob estado de emergência.
As forças de segurança tiveram grande dificuldade para entrar e controlar os bairros de Tivoli Gardens e West Kingston, onde Coke se escondia com o apoio da população mais pobre, que era ajudada por ele. . Procuradores dos EUA acusam Coke de ser o actual líder da “Shower Posse,” quadrilha que cometeu centenas de assassinatos durante guerras entre traficantes de cocaína na década de 1980. A Justiça americana acusa Coke e seu bando de abastecer Nova York e outras cidades da costa leste americana com maconha e cocaína, provocando as guerras entre quadrilhas rivais.
Coke comandava uma violenta milícia local e era um grande aliado do Partido Trabalhista, actualmente no governo. O primeiro-ministro(PM) jamaicano, Patrick Allen, teve apoio do traficante para ser eleito como representante da região que é reduto de Coke.
Por isso, inicialmente, o PM jamaicano rejeitou o pedido americano de extradição, alegando que as provas teriam sido obtidas de forma ilegal. O episódio azedou as relações entre Kingston e Washington. Allen, no entanto, acabou cedendo e aceitando extraditá-lo para os EUA.

Fonte: SAVANA - 25.06.2010