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segunda-feira, agosto 16, 2010

África-crise económica e de valores democráticos, ou mais oportunidades que se perdem (miséria/desgraça para os jovens no futuro)

Por Zacarias Abdula

Caro Viriato,

Gostei do artigo.
Reflecte a complicada situação em que África se encontra hoje, novamente à mercê dos "aproveitadores" das circunstâncias.
Parece a menina "ingénua desprotegida" que sai da aldeia, com o único intuito- "arranjar dinheiro para alimentar os seus, que não têm para onde se virar".
Não vai durar, porque apanhará todo tipo de "doenças crónicas e fatais", como se da vida real se tratasse.
Agora com desastres naturais, ficará sujeita a comprar trigo e arroz a peso de oiro (Paquistão, Rússia, China, Vietname).

segunda-feira, setembro 07, 2009

Reacção ao artigo de Viriato Dias

Por: Zacarias Abdula, em Lisboa

Caro Dr. Viriato,
Grato pelo seu artigo.
Mais do que uma lição para os políticos que nestes próximos dias entrarão em campanha, e quiçá também razão para que os jornalistas coloquem os temas em questão, presumo, que interessará somente ao único candidato CIVIL, o Jovem Engº Daviz Simango, que vai à arena dos "votos", desafiar dois "colossos pesos-pesados" Generais Guebuza e Dhlakama, ambos com uma visão um tanto ou quanta, distanciada da JUVENTUDE, isto é, a geração activa dos próximos 35 anos.
A parte final, é peculiar, porque chama atenção ao Órgão de Estado para manter a Ordem e Segurança, que não consegue manter preso um criminoso perigosíssimo, que o tratam no presídio, como de carteirista ou pilha-galinhas se tratasse. O famoso Aníbalzinho.
Faz lembrar que nos últimos anos do colonialismo (73/74) existiu um marginal cadastrado chamado Zeca Ruço, filho de chefe da polícia na cidade da Beira, português transmontano, que fugia com facilidade das prisões, e que mais tarde (pós-independência) tornou-se Inspector da PIC e Chefe do SNASP, e, que mais tarde fugiu para RAS, tendo aparecido morto em circunstâncias pouco claras.
O Zeca Ruço gabava-se na altura que as prisões eram como jardins com muros. Para "pirar-se", bastava saltar.
Pelos vistos o sistema prisional desde há 35 anos pouco ou nada evoluiu. Ainda é um "jardim" – cito.
Se calhar (Anibalzinho) já está a conjecturar a próxima fuga. Não há duas sem três, e também não há três sem quatro.
Pela sua ousadia, um dia entrará na "Revista Guiness dos fugitivos da História", e substituirá o "Papillon".

Fonte: O Autarca ( 04/09/09)

sexta-feira, agosto 28, 2009

Sobre as incongruências políticas do General Chipande

Por: Zacarias Abdula, em Lisbboa

Reacção ao Artigo de Viriato Dias

Caro Viriato,

Obrigado pelo seu contributo em relação a biografia histórico-político de Moçambique. Caberá aos moçambicanos (se encontrarem coragem e razão suficientes) de entender qual a consciência de votar, e acabar com a abstenção.
Só o voto poderá dar a continuidade de continuarmos a ouvir, por muito tempo, apologias a "conquistadores" vulgo "libertadores da pátria", que não entendem que fizeram parte dum contexto político, em que saíram privilegiados, e querem toda "RIQUEZA" para quem combateu. É altura dos moçambicanos, cortarem o cordão umbilical do passado – em que só predominam Antigos Combatentes, com alguém jovem, estrategicamente responsável, que se desligue das amarras do passado, glorioso e alegre – independência – triste e enfadonho – pós independência, devido a má gestão e péssima ideologia político-económico, que conduziu a parcial destruição da economia, e que está a custar muito sacrifício ao mesmo "povo" de sempre para reconstruí-la.
Caso estivesse o nosso Mestre Dr David Aloni, diria com laivos filosóficos..."não basta dizer, é preciso que se faça…e já passaram cinco anos de governação Guebuziana, e bolsas de fome continuam no País. Moçambique já tem um jovem, responsável, é preciso que acreditem nele".
Faz um ano, e com muita saudade, numa semana conturbada na Cidade da Beira, em que o Mestre Dr David Aloni, disse, e passo a citar: "América já descobriu no Obama, filho de alguém, como eu, saiu de África para ganhar conhecimentos, e esse filho está desafiar o Mundo, querendo ser o premier da maior Potência Mundial. Julgo que pode ser eleito, pela sua frescura e jovialidade. Eu vejo que aqui na Beira, já (também) temos, o filho de alguém (referia-se "alguém" ao Rev. Urias Simango, último Vice-Presidente eleito em Congresso da Frelimo), jovem com muita potencialidade (Engº Daviz Simango), mas que está rodeado, como no Zambeze – de crocodilos – invejosos!!! Parece-me que os africanos não pertencem a este Mundo, mas, alguém já deu o pontapé de saída – o Morgan Tsvangirai do Zimbabwe".
Disse, a terminar, o Mestre Dr David Aloni. Acertou no vaticínio, e Obama passados 3 meses, venceu na América, e o "Guinness americano foi quebrado".
Infelizmente o Mestre Dr David Aloni não assistiu ao vivo na TV, a coroação desse "filho de alguém que saiu de África para ganhar conhecimentos" porque faleceu de morte súbita, faz 51 semanas – final de Agosto de 2008.
Será que o povo moçambicano, não quebrará também o seu "Guinness", "votando no seu jovem Obama do Chiveve", e mostrando que o mundo está recheado de exemplos iguais, que nem é só América!!!
Como dizia e muito bem o Mestre Dr David Aloni... "o segredo está no voto, e na boa vontade dum povo, acreditar num jovem promissor – sem inveja"!!!
Espero que o Meste Dr Aloni, Descanse verdadeiramente em Paz, porque parte das suas palavras já foram profecias!!! Acertará mais alguma vez!!!???_

O AUTARCA – 28.08.2009

quinta-feira, agosto 20, 2009

Paulo Simango era homem de virtudes

Por Zacarias Abdula, em Lisboa

Beira (O Autarca) – O Velho Paulo Samuel Ernesto Simango perdeu a vida no início da semana passada na Cidade da Beira, vitima de doença, tendo o seu funeral sido realizado na última sexta-feira, no Cemitério Santa Isabel, o mais nobre da Capital Provincial de Sofala. Paulo Simango como era mais conhecido, foi o Primeiro Presidente Negro da Câmara Municipal da Beira, tendo na sua vida, além desta prestigiada função, ocupado vários cargos de destaque, tanto ao nível do Governo como também do Partido Frelimo.
Zacarias Abdula, um cidadão beirense que partiu para viver em Portugal em 1985, depois de ter sofrido perseguição por parte do sistema na altura vigente em Moçambique, uma ilustre personalidade que conheceu e conviveu bastante com Paulo Simango, contou-nos um breve historial do malogrado que achamos oportuno para os leitores.
Segundo ele, Paulo Simango foi uma individualidade que pertenceu a geração Chissano, Mocumbi, Tembe, Cangela e outros que fizeram os estudos, internados na Missão Suíça, na Av. Eduardo Mondlane, em Maputo.
Conta terem viajado várias vezes juntos, inclusivé uma vez estiveram juntos no estrangeiro, nomeadamente em Ndola-Zâmbia, onde chegaram a compartilhar o mesmo quarto de um hotel porque já não havia vagas.
Recorda que quando foi da crise com a primeira esposa, a Notária Carolina Manganhelas, ter lhe explicado que a ponderação e astúcia, poderiam sanar a situação. Divorciou e casou de novo, tendo ele tido a consideração de conversar “comigo” juntamente com o meu pai, sobre o seu refazer da vida.
“Este foi o único Paulo Samuel Ernesto Simango (filho do Reverendo Simango, líder da Igreja que está junto ao Cemitério Santa Isabel), que conheço, tendo sido Administrador de Comcelho em Songo (Tete) e na Beira tornou-se no primeiro Presidente negro da Câmara.
Zacarias Abdula recorda quando era director da Celmoque recebeu Paulo Simango, depois deste ter sido "insultado" e "vilependiado", durante uma reunião na Manga, do Partido Frelimo em 1977, quando das famosas eleições dos deputados. Acusaram-no de OPVDC e PIDE DGS.AGENTE DO
IMPERIALISMO E COLONIALISMO.
Ficou no "desemprego", e o Governador na altura, Tomé Eduardo, convocou-me um dia, e disse que o colocaria na Celmoque.
Nomeei-o Director de Recursos Humanos e Laborais, e mais tarde, também Presidente de Direcção do Clube Beira Mar-Celmoque.
Os Vices, eram o falecido Tomás Zacarias-Chará, que morreu em Marromeu, e também o meu amigo pessoal Agostinho Ussore, na altura director da APIE-Sofala.
Insisti ao Paulo que deveria continuar a estudar, tendo se matriculado na Escola Comercial-Camões, na qual graduou-se, e mais tarde, também aconselhei-o a dar aulas.
Nessa altura, o dirigente Provincial Marcelino dos Santos convocou-me (falou comigo), e achou que deveria colocá-lo Chefe do Protocolo Provincial, enquanto que o falecido Cangela de Mendoça era do Presidente Samora em Maputo.
Quando saí de Moçambique, soube que terá sido director Provincial dos Transportes, a pedido do actual Presidente da República, Armando Guebuza.
O Paulo Simango confirmoume no ano passado, quando fui visitálo a sua casa em Ponta-Gêa, que foi o Cangela/ Dr Mocumbi, a mexer os cordelinhos, para o Protocolo.
Desaparece um GRANDE MOÇAMBICANO, que sempre lutou pelo desenvolvimento do moçambicano, e confessou-me ter apoiado e trabalhado para a Frelimo, sempre no sentido dos camaradas terem espírito menos policial.
Foi com lágrimas nos olhos que nos despedimos em Setembro de 2008, na sua sala de estar na Ponta-Gêa, e confessou que nunca me faltou respeito. Foi a chorar. Foi mesmo despedida!!! É com uma lágrima no canto do olho, e com saudade que me lembro da frase: HEIA!!!!HEEIA!!!-era a alcunha do Paulo, que eu dei na Celmoque!!
QUE SAUDADE!!!
Paz à alma dum grande amigo da minha família!!!!
Ele organizou os trabalhadores da Celmoque para estarem organizados e presentes ao funeral do meu pai em 1988!!
Tinha feito o mesmo em relação ao funeral do Reverendo Simango (anos antes) o velho patriarca que pôs o Reverendo Urias Simango-sobrinho e o filho Raimundo Simango (irmão do Paulo), a Deolinda Guizemane, na luta pela libertação de Moçambique.
Por último, Zacarias Abdula que assegura que vai fazer constar todo esse perfil do seu livro em preparação, o qual o próprio Paulo Simango e David Alone ouviram partes apesar de jámais poderem ter a oportunidade de ler; coloca o Velho Simango entre os 100 moçambicanos de valor na opinião.
_ (Redacção)

Autarca, 30/06/09

Recordando David Aloni

Por Zacarias Abdula, em Lisboa

Relembrar o Mestre Dr David Aloni Selemane Caso estivesse entre nós, o saudoso Dr David Aloni faria hoje 69 anos. Faz um ano, que lhe dei os parabéns, estando ele algures na Região Centro de Moçambique, próximo da data dp 101º aniversário da cidade da Beira. A conversa, tinha versado o princípio polémico da não recondução como candidato a autarquia da Beira, do engº Daviz Simango , princípio que a Renamo tomava como seu candidato Manuel Pereira, que posteriormente pagou caro com menos de 3 500 votos, três meses depois. -Será uma "afronta" aos habitantes de Chiveve!!!Manuel Pereira, não terá hipóteses é um "zero à esquerda"!!!, afirmou, o Dr Aloni, com toda veemência e vivacidade. Tinha razão o meu Mestre e discípulo Dr. David Aloni!!! Também TINHA RAZÃO, quando em 2002, escreveu para o seu livro publicado "CENTELHAS", na página 290, sobre a posição do Presidente MUGABE-ZIMBABWE versus SADC - perante a COMUNIDADE INTERNACIONAL!!! Se estivesse entre nós, dar-lhe-ia os parabéns em NGONI/Nhungue, e a conversa versaria, de certeza, "AS FALCATRUAS DA APRESENTAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO DOS CANDIDATOS EXCLUÍDOS AS 4ª ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE MOÇAMBIQUE, e a entrada primária a corrida Presidencial do jovem Engº Daviz Simango, que irá defrontar os "pesos-pesados ", Generais da Reserva, Guebuza-actual PR que tenta renovar o mandato-e Dhlakama- o sempre candidato-(já pela 4ª vez), da organização que "lutou pela democracia multipartidária"!! So long David!!!!

Fonte: O autor

quinta-feira, agosto 13, 2009

Malawi: O velho Reino dos Lagos e Montanhas

Por: Zacarias Abdula, em Lisboa

O 1º passo de cooperação económica com o Malawi foi dado por Moçambique em 1979

Na governação do Presidente Samora Machel teria já havido espírito de cooperação económica com o governo do Malawi, do Presidente Hon. Dr. Hasting Kamuzu Banda.

Segue-se excertos da minha viagem entre 15 e 22 de Dezembro de 1979 à Zomba, capital política, Blantyre, capital económica, e Lilongwe, a nova e actual capital do Malawi, inserida no primeiro encontro de empresários de Moçambique e do Malawi. "Seguido à lupa pelo Presidente HK Banda, segundo me confidenciou a Lady Kadzimira em Zomba, em nyanja/ chissena (na altura Assistente pessoal do Dr Hasting Kamuzu Banda)".

O chefe da delegação foi Pacheco Faria, na altura DG da Enacomo, também Merali, DC da FACIM, Tricamgy, DC da Mabor, e um economista representante do MCE, e eu claro, Zacarias Abdula, Director Geral da Celmoque.

Segundo se avançou na altura, esta viagem compreendeu empresários representantes do Comércio e Indústria de Moçambique e estava sendo acompanhada de perto pelo único ministro civil do Bureau Político da Frelimo, Dr. Mário da Graça Machungo, mais tarde Ministro do Plano, dirigente da Zambézia, Primeiro Ministro, actualmente PCA do Milleniun BIM.

Numa respeitosa visita de cortesia a Zomba, capital política do Malawi na altura, (em que nos acompanhou a Zomba, o Dr Alec Banda, CEO do holding de empresas pertencentes ao Estado e aos altos quadros do Congress Party), fomos atendidos pela Mrs. Mama Kadzimira, Assistente política pessoal do Presidente Banda e Mrs Kaluluma, Secretária de Educação e "pivot" do Governo, visto que o "Doctor Banda" estava incomodado com "gripe", disse ela, e mais...que o "Doctor BANDA" seguia "à lupa" esta primeira visita económica de boas intenções dos irmãos africanos de Moçambique, segundo me confidenciou à parte, a Lady Kadzimira em nyanja/ chissena, (porque o Dr. Alec apresentava-me sempre como o "irmão de Mutarara e que entendia nyanja").

Disse também num tom de "desabafo" e algum "secretismo", que "Machel obrigou Robert da ZANLA a assinar Lancaster House, mas ainda faltam mais coisas por resolver, PARA VOLTARMOS A SER irmãos africanos".

Não me apercebi bem do contexto na altura, mas "estava patente que talvez estivesse a referir a guerra civil movida pelo MNR-Renamo no interior de Moçambique, e que estava a alastrar junto a fronteira oriental do Malawi/Moçambique".

Decorriam os últimos dias do Acordo de Paz para Rhodesia – Acordos de Lancaster House, conversações entre o mediador da potência colonial e Secretário de Estado Britânico Lord Carrington, coadjuvado pelo Lord Soames, que viria a ser o último representante da Corôa Britânica e Governador Geral versus dum lado o Governo não reconhecido internacionalmente de Zimbabwe-Rhodesia-Presidente Gumendi, Primeiro Ministro Abel Muzorewa, e representante da minoria Ian Smith, versus Robert Mugabe-ZANLA, Dr Joshua Nkomo-ZAPU, representantes de movimentos de guerrilha respectivamente, sobre a modalidade de cessar fogo, e marcação de eleições sem guerra, que se efectivaram a 18 de Abril 1980 (independence day of Zimbabwe), tendo saído vencedor a ZANLA de Robert Mugabe. A Reforma Agrária (política da terra) foi excluída, e ficando sem solução, post-agreed para os 20 anos seguintes.

Deu no que deu, no País mais rico da África Negra em 1980, excluindo a RAS, o Zimbabwe tornou-se no País pária, e mais pobre do Mundo, nos 20 anos seguintes.

E dois dias depois, a confirmar "as dicas" da Mama Kadzimira, recebemos já em Blantyre, em cortesia a visita do Mayor da cidade.

Confidenciou-nos numa atitude de "vós irmãos africanos", que acabara de chegar de Lilongue, nova capital, e que numa reunião do Congress Party Leaders, o "doctor Banda" tinha-lhes dado a boa notícia de que o Acordo de Paz de Zimbabwe-Rhodesia, Acordos de Lancaster House, seria assinado "AMANHÃ", "e que eu como africano, fico satisfeito que outro africano, "Presidente Machel seja preponderante na solução", mas "pena que tenha deixado coisas por resolver, african things, coisas de africanos". Mais uma vez a referir-se da desagregação económica de Moçambique devido a guerra civil entre moçambicanos.

E sub-reptíciamente, falou-nos que o socialismo não era aconselhável para os africanos, "porque desprezava os chefes tradicionais", como seu pai, que era Régulo e Chefe tradicional perto de Nsanje, junto a fronteira de Moçambique, perto de Mutarara, donde sou natural, já que não confraternizava com os outros régulos africanos da fronteira de Moçambique, e blá, blá.

E disse mais: Vocês africanos de Moçambique tinham que estudar bem esses fenómenos e, logo a seguir, numa atitude de "saca-cartolas" de afirmação, "foi a minha tese de Mestrado em Oxford-UK, faz 6 anos" – a defesa consuetudinária do africanismo. Voltamo-nos a encontrar em 21 de Dezembro, no cocktail oferecido pelo Dr Alec Banda, representante dos empresários de Malawi aos empresários de Moçambique.

O Mayor fechou o cocktail afirmando já "satisfeito": Feliz Natal de 1979, e que auspiciava um bom ano de 1980, que "os africanos devem continuar a utilizar a cabeça para pensar e não andar só nas CABEÇADAS".

No dia 22 de Dezembro regressei a Beira, num Natal triste, em que escasseava produtos de primeira necessidade, em que o Presidente Machel falou aos moçambicanos sobre a derrota infligida pelo povo zimbabweano e moçambicano ao racista Smith, iniciando semanas seguintes a "Ofensiva Organizacional", (porque era insustentável a situação de "bichas" para aquisição de comida"), que foi de parcos resultados....

O Presidente Machel deu a sua quota parte de africano, na solução do Zimbabwe, exemplo de bom acordo de paz na altura, mas que hoje "à lupa", faltou "o preto no branco" da distribuição da terra, e daí o desastre actual!!!.

Hoje, quase 30 anos depois, revejo-me e penso que o Mayor de Blantyre, TINHA RAZÃO!!!! A CABEÇA É PARA PENSAR!!!

(Excertos do livro a publicar...)

O AUTARCA – 12.08.2009

Nota: Publico-o com a autorizacão do autor. O artigo foi também publicado no Moçambique para todos