O antigo Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, advertiu recentemente os líderes africanos sobre a possibilidade da ocorrência de novos levantamentos populares em África se continuarem mais preocupados com o seu enriquecimento em prejuízo da maioria.
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quinta-feira, outubro 11, 2012
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Imprensa sul-africana questiona papel de Mbeki e do Governo na crise ivoiriense
A imprensa sul-africana abordou ampla e asperamente as iniciativas "mais ou menos infelizes" do Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder na África do Sul, e do medianeiro da União Africana (UA), o antigo Presidente sul-africano Thabo Mbeki, no seu apoio às reformas democráticas em África.
domingo, dezembro 05, 2010
BBC para África sobre a crise da Costa do Marfim
Thabo Mbeki na Costa do Marfim para mediar crise
Ex-presidente da África do Sul é visto como próximo de Gbagbo
O ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki chegou este domingo à Costa do Marfim com vista a mediar um fim para a crise política no país após as eleições presidenciais da semana passada.
O presidente Laurent Gbagbo e o candidato da oposição Alassane Ouattara declararam-se ambos vencedores das presidenciais e tomaram posse no sábado em cerimónias separadas.
Thabo Mbeki enviado em missão de urgência
O chefe da Comissão da UA, Jean Ping, disse hoje, domingo, num comunicado, que prosseguem as consultas com a Presidência da União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o mediador da crise na Cote d'Ivoire, o Presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a situação na Cote dIvoire.
Hoje, Jean Ping vai reunir-se com o Conselho de Paz e Segurança da UA para estudar a evolução e possíveis medidas perante o conflito, acrescenta o comunicado.
Fonte: Angolapress - 05.12.2010
quinta-feira, junho 26, 2008
A atitude de Thabo Mbeki nesta questão do Zimbábuè
MARCO DO CORREIO
Por Machado da Graça
Olá amigo Justino
Como vai essa vida? Eu e a minha família estamos bem, felizmente.
Estou-te a escrever hoje por causa daquela conversa que tivemos, há pouco tempo, a respeito da atitude de Thabo Mbeki nesta questão do Zimbábuè.
A dúvida que os dois tínhamos sobre a razão de o Presidente da África do Sul não ser capaz de se impor perante um Robert Mugabe prepotente e arrogante, apesar de Thabo representar a maior potência da região e Mugabe ser o dirigente de um país arruinado por ele próprio.
Ora acabo de ler uma história, incluída numa recente biografia de Thabo Mbeki, escrita por Mark Gevisser e intitulada “The Dream Deferred” e citada pelo jornalista brasileiro Fábio Zanini:
Nos anos 80, auge do apartheid sul-africano, Mbeki vivia exilado em Lusaka, na Zâmbia. Um dia de manhã, sua mulher acorda, olha para o lado e não o vê deitado a seu lado. Entra em pânico, imaginando que o marido havia sido mais uma das incontáveis vítimas de assassinos que o regime racista sul-africano contratava.
Ela então começa a disparar telefonemas. E um deles vai para Mugabe, que já naquela época conhecia Mbeki. O Presidente do Zimbábuè por sua vez põe todo seu aparato de segurança e inteligência à procura do sul-africano.
Algumas horas depois, Mbeki aparece em casa, com cara de ressaca. No frescor de seus 40 anos de idade, havia ido a uma festa de diplomatas suecos, bebeu demais e desmaiou no sofá, como se fosse um adolescente.
Envergonhado, ele passa a evitar encontrar Mugabe. Mas alguns meses depois, num evento na Etiópia, os dois se cruzam. O zimbabueano, duas décadas mais velho, vai directo passando um pito: “Meu jovem, você faça o favor de me avisar da próxima vez que for dormir fora de casa!”.
Talvez esta estória ajude mais a perceber a razão pela qual Mbeki ainda não deu um bom berro a Mugabe do que todos os tratados de política e diplomacia juntos.
Todos estes dirigentes dos movimentos de libertação, transformados em estadistas, se conhecem muito bem uns aos outros, os seus lados positivos e os negativos.
Se um deles começa a contar as estórias dos outros o lavar de roupa suja não termina nunca mais.
E o problema é que, por causa de pecados da juventude dos líderes agora sofrem milhões de cidadãos dos seus países.
O que não é nada de novo na História do mundo.
Só que parece que agora está a acontecer aqui mesmo ao lado.
Um abraço para ti do
Por Machado da Graça
Olá amigo Justino
Como vai essa vida? Eu e a minha família estamos bem, felizmente.
Estou-te a escrever hoje por causa daquela conversa que tivemos, há pouco tempo, a respeito da atitude de Thabo Mbeki nesta questão do Zimbábuè.
A dúvida que os dois tínhamos sobre a razão de o Presidente da África do Sul não ser capaz de se impor perante um Robert Mugabe prepotente e arrogante, apesar de Thabo representar a maior potência da região e Mugabe ser o dirigente de um país arruinado por ele próprio.
Ora acabo de ler uma história, incluída numa recente biografia de Thabo Mbeki, escrita por Mark Gevisser e intitulada “The Dream Deferred” e citada pelo jornalista brasileiro Fábio Zanini:
Nos anos 80, auge do apartheid sul-africano, Mbeki vivia exilado em Lusaka, na Zâmbia. Um dia de manhã, sua mulher acorda, olha para o lado e não o vê deitado a seu lado. Entra em pânico, imaginando que o marido havia sido mais uma das incontáveis vítimas de assassinos que o regime racista sul-africano contratava.
Ela então começa a disparar telefonemas. E um deles vai para Mugabe, que já naquela época conhecia Mbeki. O Presidente do Zimbábuè por sua vez põe todo seu aparato de segurança e inteligência à procura do sul-africano.
Algumas horas depois, Mbeki aparece em casa, com cara de ressaca. No frescor de seus 40 anos de idade, havia ido a uma festa de diplomatas suecos, bebeu demais e desmaiou no sofá, como se fosse um adolescente.
Envergonhado, ele passa a evitar encontrar Mugabe. Mas alguns meses depois, num evento na Etiópia, os dois se cruzam. O zimbabueano, duas décadas mais velho, vai directo passando um pito: “Meu jovem, você faça o favor de me avisar da próxima vez que for dormir fora de casa!”.
Talvez esta estória ajude mais a perceber a razão pela qual Mbeki ainda não deu um bom berro a Mugabe do que todos os tratados de política e diplomacia juntos.
Todos estes dirigentes dos movimentos de libertação, transformados em estadistas, se conhecem muito bem uns aos outros, os seus lados positivos e os negativos.
Se um deles começa a contar as estórias dos outros o lavar de roupa suja não termina nunca mais.
E o problema é que, por causa de pecados da juventude dos líderes agora sofrem milhões de cidadãos dos seus países.
O que não é nada de novo na História do mundo.
Só que parece que agora está a acontecer aqui mesmo ao lado.
Um abraço para ti do
Machado da Graça
CORREIO DA MANHÃ - 26.06.2008
terça-feira, junho 24, 2008
Qual é o conteúdo da mensagem de Thabo Mbeki?
Retirado na sua íntegra do Jornal Notícias online
Eleições zimbabweanas : Mwanawasa pede adiamento
O PRESIDENTE em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Chefe do Estado zambiano, Levy Mwanawasa, pediu domingo, em Lusaka, o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais prevista para 27 de Junho no Zimbabwe.
Maputo, Terça-Feira, 24 de Junho de 2008:: Notícias
Falando na qualidade de presidente da SADC, Mwanawasa declarou que a situação política actual não permitia a realização dum escrutínio livre e equitativo, considerando que a organização duma eleição neste contexto "embaraçaria a SADC e África".
"As eleições devem ser adiadas para criar as condições favoráveis à organização dum verdadeiro escrutínio, livre e equitativo e em conformidade com as leis zimbabweanas e os princípios da SADC", disse.
"Isso tornou-se tão necessário após o anúncio da retirada dum dos candidatos. Não se deve ter vergonha de adiar as eleições", acrescentou o Presidente Mwanawasa durante uma conferência de Imprensa. Adiantou que a situação política no Zimbabwe desrespeitou as directivas da SADC, sublinhando que a organização duma eleição livre e equitativa não seria julgada no dia do escrutínio.
"Exorto as partes em causa no Zimbabwe a tomar medidas para evitar a escalada da violência", acrescentou.
O Presidente zambiano explicou que tentou, nos últimos cinco dias, entrar em contacto com os chefes de Estado dos 14 países da SADC para a aprovação da sua proposta de adiamento das eleições no Zimbabwe, mas apenas conseguiu discutir com quatro deles.
Deplorou a ausência de diálogo com o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, medianeiro da SADC, que se encontrou em Harare com o seu homólogo zimbabweano, Robert Mugabe, na semana passada.
"Estou decepcionado enquanto presidente da SADC que se recusem a dar-me informações e apenas contei com relatórios feitos com base em informações recolhidas no Zimbabwe e fornecidas pela Imprensa", afirmou.
"Contactei por telefone o Presidente Mbeki (sábado), mas disseram-me que ele estava em reunião e prometeu ligar-me mais tarde, o que não foi feito. Liguei novamente e disseram-me que ele continua em reunião", contou o Presidente Mwanawasa.
Eleições zimbabweanas : Mwanawasa pede adiamento
O PRESIDENTE em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Chefe do Estado zambiano, Levy Mwanawasa, pediu domingo, em Lusaka, o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais prevista para 27 de Junho no Zimbabwe.
Maputo, Terça-Feira, 24 de Junho de 2008:: Notícias
Falando na qualidade de presidente da SADC, Mwanawasa declarou que a situação política actual não permitia a realização dum escrutínio livre e equitativo, considerando que a organização duma eleição neste contexto "embaraçaria a SADC e África".
"As eleições devem ser adiadas para criar as condições favoráveis à organização dum verdadeiro escrutínio, livre e equitativo e em conformidade com as leis zimbabweanas e os princípios da SADC", disse.
"Isso tornou-se tão necessário após o anúncio da retirada dum dos candidatos. Não se deve ter vergonha de adiar as eleições", acrescentou o Presidente Mwanawasa durante uma conferência de Imprensa. Adiantou que a situação política no Zimbabwe desrespeitou as directivas da SADC, sublinhando que a organização duma eleição livre e equitativa não seria julgada no dia do escrutínio.
"Exorto as partes em causa no Zimbabwe a tomar medidas para evitar a escalada da violência", acrescentou.
O Presidente zambiano explicou que tentou, nos últimos cinco dias, entrar em contacto com os chefes de Estado dos 14 países da SADC para a aprovação da sua proposta de adiamento das eleições no Zimbabwe, mas apenas conseguiu discutir com quatro deles.
Deplorou a ausência de diálogo com o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, medianeiro da SADC, que se encontrou em Harare com o seu homólogo zimbabweano, Robert Mugabe, na semana passada.
"Estou decepcionado enquanto presidente da SADC que se recusem a dar-me informações e apenas contei com relatórios feitos com base em informações recolhidas no Zimbabwe e fornecidas pela Imprensa", afirmou.
"Contactei por telefone o Presidente Mbeki (sábado), mas disseram-me que ele estava em reunião e prometeu ligar-me mais tarde, o que não foi feito. Liguei novamente e disseram-me que ele continua em reunião", contou o Presidente Mwanawasa.
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