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terça-feira, junho 12, 2012

Processo de Nachingwea (2ª Parte)

Como a PGR defendeu autores do crime de Nachingwea
Torna-se oportuno referir que o Estado moçambicano não nega que o então ministro da Administração Interna, Armando Guebuza (NR: hoje presidente da República e presidente do partido Frelimo), foi quem deu ordens para se prender a Primeira Vítima, José Eugénio Zitha.
O Estado moçambicano não nega que a Primeira Vítima se encontrava a determinada altura sob sua custódia. Na presente Queixa, a Primeira Vítima não desapareceu ao acaso.– decisão da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos
Nos argumentos articulados perante a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, face à queixa apresentada contra o Estado moçambicano pela advogada de duas das vítimas do Processo de Nachingwea, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não contestou nenhuma das violações da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos alegadas na queixa. Recorde-se, que em relação à Primeira Vítima (José Eugénio Zitha), a advogada Liesbeth Zegveld alegara que o Estado moçambicano havia violado os Artigos 2, 4, 5, 6 e 7(1) (d) da Carta. Relativamente à Segunda Vítima (Pacelli Zitha), na Queixa alegava-se violação do Artigo 5. Ler mais

segunda-feira, junho 11, 2012

Processo de Nachingwea (1ª Parte)

Armando Guebuza é o principal acusado
Comissão Africana de Direitos Humanos divulga decisão sobre queixa contra Estado moçambicano
O actual presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, no Governo de Transição, na qualidade de ministro da Administração Interna intimou José Eugénio Zitha a comparecer a uma reunião de Grupos Dinamizadores, órgãos tutelados pela FRELIMO. Soldados da FRELIMO, armados e fazendo-se transportar em viatura militar, foram à residência de José Eugénio Zitha, na Matola, sem o amparo de qualquer mandado judicial, e levaram-no ao local da reunião. Aqui seria “humilhado e acusado de traição”. Ler mais

segunda-feira, junho 04, 2012

Moçambicanos preparados mas ignorados

Releve-se o facto de haver moçambicanos na diáspora, como é o caso da Segunda Vítima do caso de Nachingweia que estamos a reportar desde sexta-feira no Canalmoz e de que nesta edição damos conta de novos desenvolvimentos. Ele é assessor sénior da Shell, uma das mais conceituadas petrolíferas do mundo, é professor doutor em petróleo e gás natural, está presentemente a residir na Holanda, mas tem sido ignorado pelo Governo, apesar da Primeira Dama (ver aqui) alegar que não há moçambicanos preparados para lidar com o novo desafio nacional de que fala.

domingo, abril 22, 2012

Samora Machel contra a execução de Uria Simango

CRÓNICA exotérica
Por Yahia ben Yokhanon (alias João Craveirinha)

Samora Machel contra a execução de Uria Simango

(Segundo texto apócrifo de Zoao Kraveirinya na era do Tsuname)

Nachingueia, Farm 17, sul de Tanzânia. Manhã de um dia diferente no mês de Janeiro de 1975. Alguns Homens e mulheres abatidos estão perfilados perante Samora Machel e o então 1º Ministro Joaquim Chissano, passando revista e verificando até que ponto a “sessão” da noite anterior no mato (até ao amanhecer), tinham causado danos físicos aos apresentados. O destino desses homens e mulheres estão em jogo.