Mostrar mensagens com a etiqueta General Hama Thai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta General Hama Thai. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, julho 24, 2017

“Assassinato de Magaia ainda precisa de ser investigado”: Hama Thai

No dia 11 de Outubro de 1966, tombava o “pensador” da luta armada de libertação nacional, Filipe Samuel Magaia. A história diz que foi assassinado. A responsabilidade é imputada a Lourenço Matola, membro da Frelimo e um dos companheiros de guerrilha do herói nacional, mas, segundo alguns círculos de opinião, esta é uma versão com muitas zonas de penumbra.
O general António Hama Thai conhece a mesma história e entende que, embora antigo, o caso precisa de ser investigado, para esclarecer as razões que estiveram por detrás do assassinato de Filipe Samuel Magaia. “Esse pormenor deve ainda ser objecto de estudo”, disse Hama Thai, lembrando que, segundo Mariano Matsinha, que estava ao lado de Magaia no momento do baleamento, e o livro lançado pelo Instituto de Pesquisa Sociocultural sobre a história de Magaia, Lourenço Matola é que atirou contra o herói nacional, quando estavam prestes a atravessar o rio, de regresso à Tanzânia. mas, segundo Hama Thai, muito ainda há por esclarecer. “Há aqui um lugar para investigação, de modo a fornecer informação sobre quem é Lourenço Matola, qual foi o móbil do assassinato. Uma desavença entre os dois? O que aconteceu? Eu acho que essas questões ainda devem ser investigadas”, declarou.
Hama Thai lembra o espírito de entrega e patriotismo do “comandante Magaia”, o qual, ainda na flor da idade, mostrou tamanha entrega à causa da libertação de Moçambique, pelo que ”deve ser recordado pela determinação e forte conhecimento militar”. 

Fonte: O País – 24.07.2017

segunda-feira, maio 11, 2009

General, Vamos Marchar

General, Vamos Marchar é artigo de autoria de Raúl Chambote, estudante da Universidade de Birmingham – Reino Unido. É segundo o meu ponto de vista um artigo que convida a Juventude Moçambicana a uma reflexão profunda sobre o presente e o futuro tanto deles como do país.

Retirei o artigo do
Moçambique para todos ou Macua de Moçambique, e já fiz a questão de escrever ao autor informando-o da sua publicação neste blog. Assim ele pode acompanhar o nosso discussão sobre o tema que escreveu.

General, Vamos Marchar!

A outra face do pronunciamento do General Hama Thai

Por: Raúl Chambote* 15th September 2008
raulchambote@hotmail.com

1. Introdução

A questão central do presente texto assenta na premissa de que um pronunciamento público, seja ele inconveniente, não apropriado ou menos útil, não deixa de ser inconveniente, não apropriado, inútil e até prejudicial à sociedade, nem pelo simples facto dos visados atacarem a pessoa do pronunciante e muito menos pelo silêncio daqueles que ajudariam a reconciliar o pronunciante com os visados. Analiso o caso do pronunciamento de uma das figuras emblemáticas da Luta de Libertação e a Juventude Moçambicana. Não me refiro a “juventude moçambicana” que subscreve o artigo publicado nos jornais neste País, pois esta, pode estar a representar um certo partido político e não necessariamente à Juventude Moçambicana. É preciso que os visados (Juventude Moçambicana) se entreguem a uma reflexão cuidadosa e séria sobre um problema que, eventualmente, tenha sido publicamente mal colocado pelo General. É convicção do autor dessas linhas que se a Juventude se dedicar e se concentrar a reflectir e discutir a ideia, bem ou mal colocada e não a pessoa do General, embora esse, em certas circunstâncias possa-se identificar com o seu próprio discurso, o que humanamente é menos improvável, dar-se-iam oportunidade de clarificar seu próprio posicionamento face aos problemas “mal” observados hoje e os de amanhã. Deve-se, todavia reconhecer que a juventude, geralmente, é menos acolhedora a conselhos conservadores quando estão aparelhados da doença denominada conflito de gerações, e os que já passaram dessa fase, por sua vez, são propensos a olhar na juventure como colecção de irreverências.

Dos inefáveis sorrisos e simpatias que a Juventude Moçambicana presume experimentar dos mais velhos, quer estejam na política, negócios e empresas, na religião, sector público e privado e até na academia, não está dissociada ao sabor acre dos pronunciamentos sobre a conduta dos jovens. A questão dos problemas da Juventude Moçambicana, quer sejam da exclusão política, económico-social, desemprego e outras tem de ser analisados pelos jovens, não centrados num homem “o General” apenas, mas na dinâmica dos vícios que a nossa sociedade – avos, pais, mães, instituições de ensino, partidos políticos, a religião e outras - hipocritamente aprova como valores. É a ética de conveniência no comando e não a ética de convicção. A Juventude Moçambicana está disposta para subverter essa ordem? Voltarei a esse assunto mais adiante. Para os propósitos deste texto ouso convidar o General Hama Thai e a Juventude Moçambicana: vamos marchar!? Mas como? Vou directo ao assunto. Como jovem, ao meu ver, dois poblemas de fundo foram levantados pelo General: (i) alcoolismo juvenil em Moçambique e (ii) a irresponsabilidade juvenil perante o Estado Moçambicano. A análise neste texto orientar-se-á pelo que chamo a lógica do ponto-contra-ponto.

Leia todo o artigo clicando aqui!