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terça-feira, novembro 20, 2012

Daviz Simango é o candidato do MDM à Presidência moçambicana

Daviz Simango, presidente do município da Beira e líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, anunciou que vai disputar as presidenciais de 2014, tornando-se no primeiro candidato assumido à Ponta Vermelha.

"Pelo desenrolar dos acontecimentos, não restam dúvidas que continuarei a ser o presidente do MDM e serei o candidato à Presidência da República nas próximas eleições gerais. Que não haja dúvida", garantiu Simango, falando no fim de semana na Beira, no centro de Moçambique.

O MDM realiza o seu primeiro congresso no início de dezembro, para desenhar as estratégias para as eleições autárquicas de 2013 e provinciais e gerais de 2014. "O congresso irá apenas formalizar a intenção dos militantes", assegurou Simango.

sábado, janeiro 29, 2011

Dúvida minha

Salvador Langa escrever no Diário de um sociólogo (ver aqui) o seguinte:

"Presidentes sem problemas financeiros são mais de confiar que os que surgem de bolsos vazios."

Infelizmente Langa não deu alguns exemplos

quinta-feira, julho 23, 2009

Eleiçoes 2009: Daviz Simango deposita candidatura no CC

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, formalizou a sua candidatura para as eleições presidenciais de 28 de Outubro próximo.

Daviz Simango é o segundo concorrente, a depositar a sua candidatura no Conselho Constitucional (CC), depois de Armando Guebuza, da Frelimo, que concorre para a sua própria sucessão.

Falando a imprensa, Simango disse que os próximos dias serão de trabalho árduo até as eleições.

“Acabamos de proceder um acto nobre, que nos é reservado pela Constituição República. Esta é uma candidatura nova, candidatura da nova geração, aglutinadora, de um Moçambique para todos. Esperamos desde já trabalhar muito até 28 de Outubro” disse.

Questionado sobre as expectativas no caso a validação da sua candidatura pelo Conselho Constitucional, Simango foi cauteloso, afirmando apenas “deixemos que o eleitorado dê a sua sentença no dia 28 de Outubro”.

Com relação as razões que o levam a concorrer, Simango disse que “pretendemos trabalhar por um Moçambique para todos”.

Assim, caso seja eleito, Simango garante que “nós vamos privilegiar a juventude, educação, saúde e os combatentes, quer da luta de libertação de Moçambique, quer pela democracia, privilegiando a competência e profissionalismo”.

Ainda falando a jornalistas, o candidato do MDM, que também é Presidente do Município da Beira, na província central de Sofala, apelou os moçambicanos em idade eleitoral, que ainda não se recensearam, para se inscreverem.

“Nas vésperas do fecho do recenseamento eleitoral apelamos a todos moçambicanos e moçambicanas para que, independentemente da distância que terão que percorrer e independentemente das situações que encontrarem no terreno com relação ao funcionamento das máquinas e das brigadas, façam questão de insistirem para poderem se inscrever, porque nós queremos eleitores, e sem eleitores não há eleições” exortou.

No acto de apresentação da candidatura, Simango entregou ao CC a declaração de sua candidatura, ficha de identificação completa, certidão de identidade do candidato completa, certidão de nacionalidade e origem.

Outros documentos incluem a certidão de narrativa completa do registo de nascimento, certificado do registo criminal, declaração de aceitação de candidatura, declaração de elegibilidade, 17.210 assinaturas de proponentes, bem como o depósito de caução de 100 mil meticais exigidos por lei.

O mandatário das candidaturas do MDM, José Manuel de Sousa disse a AIM que o número apresentado ao CC foi o total conseguido pelo partido.

Em relação à submissão de candidaturas para as legislativas e Assembleias Provinciais, Sousa não avançou datas para a sua formalização, tendo apenas garantido que tal vai ocorrer dentro dos prazos.

A submissão de candidaturas para as presidenciais, bem como legislativas e Assembleia Provinciais termina no próximo dia 29 deste mês.

Fonte: O País online a foto é do jornal @Verdade

Adenda: O Diário de um sociológo do Prof. Carlos Serra reporta que nesta formalizacão havia Muita gente presente, muitos jovens, cânticos, uma cerimónia tradicional teve lugar.

quarta-feira, junho 17, 2009

Candidatos a PR!

DIALOGANDO -

Por Mouzinho de Albuquerque

NÃO há dúvidas e nem pode haver no que respeita à importância dos próximos pleitos eleitorais para a consolidação da democracia no nosso país, tendo em conta, segundo o que se diz e se antevê, eles poderão ser dos mais renhidos. É por isso que também era preciso que tivéssemos candidatos dos partidos políticos a Presidente da República com perfis aceitáveis, com carisma político e sobretudo honestos com as suas convicções na resolução dos problemas do povo.

É que de nada serve nos candidatarmos a Presidente da República se não temos perfil para tal, só porque queremos conseguir “tacho”, por sermos pobres, atrapalhar as pessoas, se não temos amor ao povo, que algum momento pusemo-nos a matá-lo ou mutilá-lo, se não temos “educação” e qualidade desejada.

Será que continuaremos ou vamos estar “distraídos”, depositando o nosso voto de confiança nos candidatos que sempre mantiveram atitudes políticas ambíguas neste país nas eleições de 28 de Outubro? O povo dirá! Ou deveria exigir escrupulosidade política de candidatos a Presidente da República de certos partidos que parece que “brincam” com coisas sérias. Deveria exigir sem manipulações ou ameaças de qualquer natureza mudanças, através do voto nas urnas.

Há muito que se questiona na nossa pátria amada como é que um candidato a Presidente da República pode educar cidadãos para o valor da sua participação democrática, depositando o seu voto nas urnas, se ele mesmo fomenta a ausência da boa convivência democrática, num país onde existem muitos partidos políticos como o nosso?

Ser Presidente da República não é um cargo qualquer, mas também não é uma função doutro “mundo”. Porém, os candidatos a este cargo precisam de pensar serenamente, sem falsos alardes nem promessas falsas, consolidando o espaço multipartidário criado, depois das hostilidades militares entre o Governo e Renamo.

É verdade que há outros factores influentes, mas mais do que isso é preciso capital político, para que um candidato àquele cargo seja politicamente competente. É preciso capital político para que um candidato não traia a confiança dos moçambicanos. É preciso capital político para que um candidato depois de perder as eleições não vire “lambe bota” do poder instituído, e toca a promover o separatismo político.

Há certamente muita gente neste país que nesta altura atravessa graves dificuldades financeiras para poder proporcionar aos seus filhos alguma educação ou satisfação de outras preocupações, e por isso precisamos de um Presidente da República que valorize a necessidade de proximidade entre o poder e as populações.

Os cidadãos deste país lutam denodadamente, trabalham a sua rica terra, vão a todo lado e, apesar de todas as carências que existem, têm igualmente sabido, com extraordinária força de vontade, sacrifício e competência, evitar “desastres” políticos em cada processo eleitoral, tudo na perspectiva de consolidar a democracia que alguns políticos têm posto em causa.

Sendo assim, era preciso que desta vez, aliás, nas próximas eleições, não fossem correspondidos com a “exibição” de pessoas que vão disputar a Ponta Vermelha sem nenhuma ambição de governar bem, se forem eleitas, mas sim, “encher” os bolsos em prejuízo do povo.

Lamentavelmente não tenho visto esta atitude repreendida, através de acções concretas, pelos outros membros da classe em Moçambique, talvez por suporem ou estarem habituados que fazer política é só dizer mal, às vezes, sem saber o que dizem.

A consciência de cada cidadão moçambicano pode estar tranquila, no sentido de que ele sabe quem vai votar, mas o receio de que, com tanta hipocrisia e algumas anomalias que muitas vezes mancham as eleições no nosso país, igualmente pode não chegar só essa consciência, daí que se possa ter ou não um candidato a Presidente da República vencedor credível.

Fonte: Notícias 18.06.2009