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terça-feira, setembro 05, 2017

UA considera que decisão do Supremo Tribunal do Quénia honra continente

A decisão do Supremo Tribunal do Quénia de anular a reeleição do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, "honra a África", considerou nesta segunda-feira o presidente da União Africana (UA), o estadista guineense, Alpha Condé.
"Este é um comportamento que honra África e prova que doravante a democracia está instalada no continente", sublinhou o presidente Condé num comunicado, após anulação na sexta-feira do escrutínio presidencial queniano de 08 de Agosto.
A UA "aprecia o espírito de maturidade e de responsabilidade de todos os actores do processo que preferiram as vias legais em detrimento da violência".
"África será o que queremos que ela seja e a prova agora feita é que os africanos podem se entender entre si para preservar o essencial: a paz e a tranquilidade dos cidadãos", acrescentou o líder da UA.
A organização africana segue "com particular interesse o desenrolar da situação no Quénia" e "apela novamente ao povo queniano e aos actores políticos à contenção e ao sentido de responsabilidade na organização" de um novo escrutínio presidencial dentro de dois meses.
Por contestação do opositor, Raila Odinga, o Supremo Tribunal relevou sexta-feira "irregularidades" na transmissão dos resultados e invalidou a vitória do presidente cessante Uhuru Kenyatta (54,27% dos votos), cujo anúncio foi acompanhado de manifestações e tumultos reprimidos pela polícia, causando pelo menos 21 mortos.

Fonte: Angola Press – 04.09.2017

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Condé anuncia conferência de “verdade e reconciliação”

“Temos ainda muito ódio e o país não pode desenvolver com o ódio”

O novo presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, pretende organizar uma conferência de “verdade-reconciliação”, para que os guineenses possam dizer as suas “verdades” sobre os crimes cometidos ao longo da história da Guiné independente, ou seja, depois de mais de meio século, segundo noticiou a AFP. Numa declaração tornada pública sábado e transmitida pelos media locais, Condé diz ter insistido durante a sua campanha “sobre a noção do perdão, porque sabemos que o nosso país viveu várias etapas” desde o ano da sua independência em 1958. “Temos ainda muito ódio e o país não pode desenvolver com o ódio”, disse no termo de um encontro com dirigentes do Conselho nacional de transição (CNT), acrescentando esperar que, com ajuda dos religiosos, seja possível organizar uma conferência de “verdade-reconciliação”, para que os guineenses possam dizer as suas “verdades”.

terça-feira, novembro 16, 2010

Guiné-Conackry elege Condé para PR

As eleições presidenciais da Guiné-Conackry foram ganhas por Alpha Condé, histórico opositor, com 72 anos, ao receber 52,52 porcento dos votos, segundo os resultados anunciados segunda-feira pela Comissão Eleitoral. Condé obteve 1 474 666 votos, em 24 das 28 circunscrições do país, contra os 1 333 666 registados pelo seu adversário, Cellou Dallein Diallo, correspondentes a 47,48 porcento, precisou o chefe da comissão, o general Siaka Sangaré, do Mali. A taxa de participação foi de 67 porcento.
O anúncio da vitória de Condé ocorreu num clima de tensão em Conackry, incluindo confrontos entre os jovens apoiantes de Diallo e as forças de segurança, que provocaram pelo menos um morto e dezenas de feridos.
Na primeira volta, realizada a 27 de Junho, Diallo conseguira recolher 43 porcento dos votos, contra 18 porcento de Condé.