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sábado, março 14, 2009

O Ministro Kamuntu e a sexualidade dos ugandeses

Assim diz Ephraim Kamuntu, Ministro do Planeamento de Uganda:

Ugandeses passam mais horas na cama

O MINISTRO do Planeamento de Uganda, Ephraim Kamuntu, afirmou que o aumento acelerado da população do país está sendo alimentado por apagões, que, segundo ele, levam os casais a ir para a cama mais cedo e fazer sexo.

"Enquanto o resto do mundo está a trabalhar em turnos, nós, em Uganda, vamos para a cama mais cedo", afirmou Kamuntu, num seminário em Mukoni, no norte do país. "Por isso, reclamamos que a população está a crescer. Por que não estaria? ”, questionou o governante. Kamuntu diz que mais de 90 por cento dos ugandeses não têm fornecimento regular de energia eléctrica. Sem luz ou TV para entretê-los, os casais são forçados a recolher-se cedo, passando até 12 horas por dia no escuro, afirma o ministro.

A população do país cresce 3,4 por cento por ano, de acordo com estatísticas do Governo de Kampala. Este é um dos índices mais altos do mundo.

O ministro diz que a falta de acesso à energia eléctrica é uma das principais razões para que o padrão de vida dos ugandeses seja baixo. Kamuntu disse ainda que o aumento do acesso à energia também vai ajudar a aumentar a eficiência do sector agrícola do país.

Fonte: Notícias

Nota: O sublinhado é meu.

sábado, julho 05, 2008

Contrato com o governo para fazer filhos

Escutei da RM (Rádio Moçambique), na sua missão da tarde da sexta-feira, o governador de Inhambane a falar com um tom de zanga num comício popular. Também se pode ler aqui. Do discurso ouvi algo assim: vocês fazem muitos filhos, depois vem reclamar ao governo que não têm condições para sustentá-los. Vocês fizeram contrato com o governo para fazerem muitos filhos? Isto deixou-me com muitas interrogações como:

Há algum contrato em Moçambique para fazer filhos mesmo para um ou dois?

Quem tem o direito de fazer filhos em Moçambique? Por outras palavras, o pobre está condenado a não fazer filhos?

Será o discurso do governador articulado à política do governo moçambicano ou é a opinião pessoal do governador? Por outras palavras, há uma política de família do tipo da China, onde cada família tem o direito de um determinado número de filhos? Se existe essa política é do conhecimento público? Existindo, como se garante para se efectivá-la: bastará com o tom de zanga aos produtores de filhos. Concretamente, há distribuição de anti-conceptivo ou que os pobres evitem fazer filhos, não fazendo o sexo?

Supondo que esta política não do governo moçambicano, tem um governante o direito de transmitir e tornar ordem a sua opinião individual num comício?