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quarta-feira, novembro 22, 2017

DUAS PLANTAS MEDICINAIS REFORÇAM COMBATE À MALÁRIA

Duas das cinco plantas largamente usadas por algumas comunidades da província meridional moçambicana de Maputo, para o tratamento da malária, acabam de ser aprovadas em laboratório nacional e independente, da Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, em Portugal, como sendo eficientes para eliminar o plasmodium, parasita que causa a malária.
Trata-se de Terminalia sericea, conhecida por nkonola, na província de Maputo, e peltophorum africanum, designado machuvana, cuja conclusão resultou do trabalho desencadeado pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento em Etnobotânica (CIDE), localizado na Namaacha, e que foi confirmada em Setembro.
Foram, no total, cinco espécies estudadas localmente, mas o nosso estudo não era suficiente. Tínhamos de ter contra-prova num laboratório independente. Assim, um nosso estudante de pós-graduação levou as cinco plantas para a Faculdade de Farmácia, na Universidade de Lisboa, e destas duas foram confirmadas como tendo propriedades para eliminar o plasmodium, disse ao Notícias o director-geral do CIDE, António Tembue.
Segundo Tembue, o passo a seguir é determinar o princípio activo destas duas plantas, de modo a se produzir comprimidos, xarope ou outra substância. Mas isso passa por uma série de testes, de modo a definir as quantidades, quer em menores, quer em adultos, acautelou.
Tembue precisa que para se ter os comprimidos tudo passa pelos protocolos que são aprovados na ética da biomédica. Entretanto, apraz-nos o facto de termos visto num laboratório e confirmado que o que a população usa e que recolhemos para testes realmente mata o plasmodium, sublinhou.

In AIM – 22.11.2017

sexta-feira, novembro 18, 2016

TESTE DA PRIMEIRA VACINA ANTI - MALÁRIA TESTADA NA ÁFRICA SUB - SAHARIANA EM 2018

A primeira vacina anti - malária, a RTS,S, vai ser testada em projectos-piloto na África sub sahariana, disse quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que vai em breve dar a conhecer os países onde vai decorrer o programa piloto.

Segundo um comunicado da organização, já estão garantidos os fundos para a fase inicial do programa e que as vacinações vão iniciar em 2018.

A vacina, conhecida como RTS,S actua contra o P. Falciparum, o mais perigoso parasita da malária a nível global, e o mais prevalecente em África. Avançados testes clínicos do RTS,S mostraram que ele dá uma parcial protecção contra a malária em crianças,
diz um comunicado da OMS.

O programa piloto desta primeira geração da vacina representa um marco na luta contra a malária. Estes projectos-pilotos vão-nos dar a evidência de que necessitamos de ambientes da vida real para tomarmos decisões sobre se podemos ou não distribuir a vacina em larga escala,
disse Pedro Alonso, director do programa da OMS Global Malaria.

domingo, abril 20, 2014

Dengue ressurge em Pemba 30 anos depois

A Dengue, uma doença causada pela picada do mosquito, ressurgiu na cidade de Pemba, com as autoridades locais a apontarem como uma das principais causas as fortes chuvas que assolaram em março a capital da província de Cabo Delgado.
Não há ainda óbitos, mas nos quatro bairros afectados, dos vinte e cinco casos diagnosticados, 16 deram resultado positivo.
A Dengue é uma doença infecciosa muito séria que pode matar e é causada pelo vírus chamado DENV – parente do vírus da Febre Amarela – que é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Ela constitui um sério problema de saúde pública no Brasil e em muitos outros países da América Latina.

Fonte: Rádio Moçambique - 20.04.2014

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Moçambique na lista dos países com maior índice da malária

Moçambique integra um grupo de 10 países que registam um elevado índice de prevalência da malária, na região da África sub-sahariana, revela um estudo publicado pelo jornal britânico de medicina “The Lancet”. 
O grupo inclui ainda o Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana, Guiné-Bissau, Mali, Nigéria, República Democrática do Congo, Togo e Uganda. Este grupo de países representa 87 por cento das áreas com maior prevalência da malária. Ler mais (Folha de Maputo)

quinta-feira, novembro 14, 2013

“Com 1% do orçamento das armas acabava com a malária”

Que análise faz do cená­rio político em Moçambique, sobretudo da sobrevivência do processo democrático?

Do orçamento para a com­pra de armas, eu só gostaria de ter um por cento para re­solver o problema da malária no país e melhorar a dieta alimentar dos cidadãos. Este é o momento de nós desen­volvermos confiança mútua e universal, mas, infelizmen­te, quando alguém se arma cada vez mais, significa que há uma desconfiança.

A arma é má conselheira, a arma não é para matar os mosquitos que nos causa a malária, é para matar o ser humano. Devemos ser guardadores uns dos ou­tros e não assassinos uns dos outros, porque, quando alguém vai procurar arma, está a dizer que está pronto para assassinar os outros. Num país como o nosso, devemos pensar muitas ve­zes antes de engrossarmos o nosso stock em termos de armamento, principalmente quando tomamos em consi­deração os vários aspectos de necessidades que existem no nosso seio: educação, saúde, alimentação (...). É preciso haver uma grande transpa­rência nestas questões.

Com este extremar de po­sições entre as partes, com mortes de civis e militares, como é que saímos desta situ­ação?

Diálogo! Sem o diálogo vão as armas e só nos matamos uns aos outros. Convido todo aquele que acha que está a ser um obstáculo ao diálogo para se arrepender e perguntar aos outros o que deve fazer.


Fonte: O País online - 14.11.2013