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quarta-feira, março 08, 2017

Madeira ilegal alvo de campanha de fiscalização em Moçambique

Decorre em seis províncias moçambicanas a "operação tronco" uma campanha de fiscalização promovida pelo governo para o rastreio de madeira ilegal avaliada em de 300 milhões de dólares.
Fiscais do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural saíram dos seus gabinetes e estão a palmilhar as matas de seis províncias do centro e norte de Moçambique, à busca de setecentos mil metros cúbicos de madeira, que se estima estar na rota do contrabando.
Desde o arranque da "Operação Tronco", milhares de metros cúbicos de madeira ilegal foram confiscados e aplicadas multas de centenas de milhares de Meticais.
Na segunda-feira, 06, no Distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, onde operam mais de 100 estaleiros madeireiros, foram apreendidos 23 mil metros cúbicos de madeira ilegal e passadas multas no valor de 50 milhões de Meticais (cerca de 750 mil dólares americanos).
Amílcar Pereira, coordenador da operação naquele ponto, disse que a falta de documentos comprovativos da legalidade da Madeira é nota comum em vários estaleiros.
"Encontramos muita madeira sem registo no toros, assim como toros registados. mas o funcionário não é capaz de identificar as respectivas guias, o que perfaz a situação de exploração ilegal", disse Pereira.

sábado, novembro 26, 2016

Parlamento moçambicano aprova lei que proíbe exportação de madeira em toros

Se em Moçambique as leis que se aprovam na Assembleia da República valessem, fossem de cumprimento obrigatório e por todos, se ainda não houvesse os que estão acima delas, JÁ PODÍAMOS respirar fundo. Com excelentes leis em Moçambique passamos a ter problemas graves que são de respeito às mesmas, a falta propositada de responsabilidade e a responsabilização. Marfins e cornos são produtos de exportação proíbidas mas frequentemente somos bombardeados com notícias de toneladas desses produtos vindo de Moçambique onde nunca são conhecidos os coniventes.
Aqui não se trata de descrédito mas um apelo que não basta que leis sejam aprovadas, mas que elas sejam cumpridas, respeitadas e que haja responsabilidade e responsabização.

terça-feira, agosto 13, 2013

Mais de 40 mil alunos já não sentam no chão

"... Ainda naquele período, por iniciativa dos governos distritais foram produzidas 6.994 unidades entre carteiras e bancos fixos com recurso a vários materiais, tábuas de coqueiro, madeira vária, troncos, estacas e ainda com o cimento. Esta actividade permitiu que 26.338 alunos deixassem de sentar no chão. O sector da Educação e Cultura, em Inhambane, tem como perspectivas com aquele projecto que até 2016 todas escolas da província estejam equipadas de carteiras de diferentes qualidades. Esta iniciativa insere-se igualmente nas acções em curso no país, visando a melhoramento da qualidade de ensino." Ler o artigo na íntegra aqui.

sexta-feira, agosto 24, 2012

A madeira que (já) não é nossa!

Desde princípios deste ano, aqueles que directa ou indirectamente trabalham com a madeira, sobretudo os carpinteiros, têm estado a passar por enormes dificuldades para adquirir esta matéria-prima indispensável à sua profissão. Paradoxalmente, Moçambique é um dos principais fornecedores deste recurso aos mercados asiático e europeu.
Os problemas relacionados com a aquisição da madeira nacional começaram a despontar em Janeiro, as razões ainda não são claramente conhecidas, mas o que é sabido é que apesar de Moçambique ser um dos principais fornecedores da madeira a alguns países asiáticos e europeus, ela está cada vez mais rara para os compradores e exploradores nacionais.
A zona Norte do país é a principal abastecedora dos mercados das restantes regiões do país. Mas desde o mês de Janeiro que o fornecimento daquela matéria-prima reduziu drasticamente para uma esmagadora maioria de compradores a grosso e a retalho, sobretudo a nível da região Sul onde a dependência continua extrema. Ler mais